O exemplo Alemão….

 

MO, mobilidade para o futuro trata-se de um sistema que capta a quantidade de quilômetros pelados e acumula pontos para serem trocados por tíquetes de metrô, ônibus. Ou seja, quanto mais você pedala, menos paga para usar o transporte. Esse sistema foi implantado na Alemanha afim de reduzir as emissões de poluentes e melhorar a qualidade de vida da população.

Segundo eles, na Alemanha 80% dos percursos tem menos de 20 quilômetros.

E para mais da metade dos percursos usa-se o carro.

 O que acarreta cada vez o acumulo de gases nocivos nas cidades. Provenientes do trânsito e do crescimento das cidades .

Na Alemanha 80% da população possui bicicleta, mas apenas usam 10% do tempo. Dessa população que usa bicicleta, 1/5 também usa o transporte publico, foi então que surgiu a idéia do mo, e do acúmulo de momiles. Sendo assim, quanto mais você usa sua bicicleta cadastrada menos você gasta com as passagens de transporte público.

Mo trata-se não só de dividir a bicicleta, mas também de carro e o transporte público.

Basta cadastrar seus pontos no cartão ou pelo aplicativo instalado no celular.

As bicicletas elétricas zeram a contagem a cada vez que alguém as devolve nos pontos de recarga, ou estações mais próximas ao destino do usuário.

O contador de distância pode ser instalado em qualquer bicicleta, não só nas disponíveis pelo sistema.

 

E o dinamarquês…

 Muitos ciclistas para uma cidade?

 Bicicletário em Copenhagen.               Foto de: Marco Cristofori/Alamy

Nessa cidade 36% dos habitantes pedalam até o trabalho ou escola. E espera-se que até 2015 essa porcentagem aumente para 50%.

De acordo com a federação de ciclistas de Copenhagen, um órgão oficial dinamarquês; a única forma da cidade ser acessível para turistas e novos moradores é criar um lugar mais perigoso e intimidante para os ciclistas.

Eu, brasileira, me pergunto: por que não criar uma Av. Paulista?

Av. Paulista – São Paulo, Brasil             Foto de: Fabiano Cerchiari/UOL

“Em Copenhaguen, nós temos problemas bastante extraordinários em torno de congestionamento de bicicleta”, disse Aneh Hajdu, da associação. “Eu não levo mais meus filhos em suas bicicletas em Copenhagen, na hora do rush. É muito perigoso e assustador. Eu não arrisco isso.” Hajdu continua afirmando que a grande dificuldade de um turista ou recém chegado de se acostumar com a grande movimentação nas ciclovias é a quantidade de ciclistas usando essa via. Com a surpresa eles ficam apreensivos e pedalam mais devagar, o que irrita os ciclistas mais antigos, tornando a via perigosa para esses novos usuários.

Então o que acontece quando a massa crítica de ciclistas cresce mais rápido do que o governo pode melhorar o seu ambiente urbano?

Certamente a construção de novas ciclovias!!! Mas será que os governos pensam assim?

 Frits Bredal, da Federação dos Ciclistas dinamarquês reconhece que o número de acidentes de trânsito graves, envolvendo os ciclistas em Copenhague reduziu drasticamente nos últimos anos e que o número de ciclistas mortos está em uma baixa histórica. Mas ele teme uma reviravolta nas estatísticas: “Na hora do rush, há um enorme número de ciclistas disputando espaço nas ciclovias de Copenhagen, que estão cada vez mais apertados e parados.”

“Enquanto os números crescem e lutam por espaço, os ciclistas estão cada vez mais agressivos e imprudentes no trânsito. Eu vejo cada vez mais as pessoas se colocando e colocando os outros em situações perigosas”, acrescenta. “Eles quebram as leis e usam suas bicicletas de maneira completamente irresponsável”.

Segundo Bredal, esse comportamento dos ciclistas esta dificultando a campanha de aumento das ciclovias e bicicletários uma vez que os políticos dizem que a população precisa ser mais educada para receber esse bem.

“O comportamento da população gerou uma reação adversa nos políticos, já que eles dizem, que é bastante justo, que antes de dar à cidade mais caminhos exclusivos para ciclistas, temos um trabalho para nós mesmos, para que esses se comportem”, diz ele.

“A Federação Dinamarquesa de Ciclistas” está tentando defender para mais e melhores ciclovias, dizendo que é perigoso pedalar com a atual situação das ciclovias”, acrescenta Mikael Colville-Andersen, o embaixador não oficial da Dinamarca para o ciclismo. “Mas ao dizer as pessoas que o ciclismo é perigoso, os políticos estão atirando no próprio pé. Eles precisam pensar que encorajar ciclismo urbano como sendo um produto, como qualquer outro vendável. Isso significa que você precisa enfatizar seus aspectos positivos.

“Devemos fazer o ciclismo urbano positivo, como fazemos com todos os outros produtos que queremos incentivar as pessoas a comprar”, diz ele, apontando para a investigação pela Federação Européia de Ciclistas. Este diz:

“Há uma série de exemplos de cidades, onde um aumento substancial no uso da bicicleta tem sido associado com a diminuição no número de acidentes com ciclistas. No impacto positivo, na saúde, o exercício físico é levado em conta, o ciclismo, em qualquer caso é benéfico ao usuário.”

FONTE: http://www.urbanism.org


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