The architectural review (Ivaldo Gromwell e Priscila Ribeiro)

The Arquitectural Review

Volumes 230, 231 e 232 (dezembro de 2011 a fevereiro de 2012)

230: Vencedores do Prêmio ar+d 2011 para Arquitetura Emergente

231: Materiais alternativos com função sustentável

232: Arquitetura de escolas

 

  • O funcionamento e abordagem da revista

A arquitetura é um organismo vivo que evolui junto com a sociedade e, dependendo do local onde esteja inserida, reflete seus costumes, cultura, desenvolvimento científico e, até, a falta deste. Por isso falar de arquitetura é entender história, é ser crítico, é ser artista e, além de tudo, ser humano.

Partindo deste pressuposto, a revista mensal inglesa The Architectural Review aborda como princípio estes requisitos básicos de se entender a arquitetura. O próprio Editorial View (visão editorial), faz uma introdução do que será abordado ao longo da revista e, instiga os leitores a não se resumirem a este estado de leitura, mas de compartilhar seus conhecimentos, reflexões sobre o tema e, principalmente, força-o a pensar que tipo de problemas estamos vivendo e quais soluções temos para melhorar o futuro do planeta (papel crítico, artístico e, sobretudo, social).

Levanta temas sustentáveis como: o progresso é linear e não se pode chocar com o local onde está sendo aplicado e subjugar a natureza. Em contrapartida ao legado tecnológico, tudo isso deve acontecer, porém não somente com dependência perigosa e não sustentável dos combustíveis fósseis.

Atravessa pensamentos históricos, técnicos, sociológicos, filosóficos, mesclando de forma bem harmônica diversos tipos de ciência, como se observa na menção dos descobrimentos científicos que fizeram emergir novos conceitos, repaginando alguns assuntos formais. E, como diria Newton, o universo é um mecanismo vivo, orgânico e complexo que não será completamente entendido  e, de fato, nunca será. Essa mudança (descobrimentos) foi mostrada em Broader View (visão mais ampla) da edição 232.

Ainda sobre a edição 232: as certezas da era industrial e das informações estão dando lugar à incerteza da conceitual, onde a ênfase é na criatividade e empatia. Essa terceira revolução industrial aborda novas energias utilizáveis,  comunicações e o poder do corporativismo. Mudando a especulação da arquitetura em relação à humanidade e o planeta. Devem ser redescobertas as noções do esforço comum, compromissos de longo prazo e sustentabilidade genuína.

Por isso fica a pergunta: como nós podemos responder a essa mudança de paisagem? Envolver-se com a responsabilidade social inclui outros subsistemas, como: economia, política, mídia de massa e ciência. Dentro dessa co-evolução a arquitetura será como um catalisador para o progresso econômico e terá força cultural.

  •  Overview – Visão global

É algo como “Aconteceu” e destaca assuntos relevantes sobre algo que tem acontecido no mundo. A nova geração de estudantes ingleses abaixo da média, o projeto social residencial de Brad Pitt que tem falhado no seu objetivo, a morte de Ricardo Logorreta etc.

  • Broader view – Visão mais ampla

Libertação do materialismo, explicação sobre o que é realidade material e física. Como originou a mudança em relação conhecimento e desenvolvimento do homem.Religião (fé) x materialismo; Materialismo x física. A descoberta da genética, importância do reconhecimento da natureza, dos sistemas dos organismos: átomos, moléculas, cristais, células, organismos e sociedade de organismo.  Importância dos organismos e não dos mecanismos. O universo inteiro é um organismo em desenvolvimento. Por isso a arquitetura reflete a sociedade a qual pertence e a mudança no ponto de vista científico no mundo sugere conseqüências a longo prazo. Assim que os cientistas se libertarem do materialismo para onde será conduzida a sociedade, a economia e arquitetura?

Em filosofia, materialismo é o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode afirmar a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são compostas de matéria e todos os fenômenos são o resultado de interações materiais; que a matéria é a única substância. Como teoria, o materialismo pertence à classe da ontologia monista. Assim, é diferente de teorias ontológicas baseadas no dualismo ou pluralismo. Em termos de explicações da realidade dos fenômenos, o materialismo está em franca oposição ao idealismo e ao metaficismo, deixando bem claro que o materialismo pode sim se co-relacionar com o idealismo e vice-versa em alguns casos, mas o real oposto da materialidade é mesmo o sentido da metafisicidade.

  •  View From – Cairo, Atenas, Suzhou

Rebeilão para uma arquitetura sustentável e exemplo do cotidiano que adaptam a questão sustentável num local de arquitetura desafasada.

“Pão, liberdade e justiça social”

Pão como sinônimo de abrigo decente (que os egípcios não tem), não de provisão diária.

Não existe um código nacional de construção e arquitetos que se preocupam com a questão ambiental.

Mamdouh Hamza, Shahira Fahmy, Emad Farid são alguns dos arquitetos ou engenheiros que se preocupam com as questões ambientais, como: práticas sustentáveis.

A revolução não pode ser apenas de cunho social… os rebeldes arquitetos também devem levantar a bandeira da sustentabilidade e para a comunidade entender e seguir.

A China sempre cunhou sua evolução na produção e negligenciou a sustentabilidade (assim como o ocidente em grande parte da história), onde está a mudança? Reconhecer é preciso e deve ser usado como parâmetro para o futuro e estimulado.

  • Viewpoints:

A marcha de progresso tem colocado em detrimento a arte de desenhar?

Peter Cook

A despeito de toda a evolução o computador tem criado um mundo muito lógico à produção.

Uma geração que trabalha com photoshop, maya e que coloca em detrimento a arte do desenhar.

  •  Your views:

Crítica dos leitores sobre os projetos e temas abordados.

  •  Projetos: Escolas

 1.Casares-Doisneau , escola

Paris, France – AAVP

Como uma nova arquitetura pode fazer grandes mudanças num local onde era um antigo centro de indústrias

Riqueza de detalhamentos

Painéis de policarbonato que deixam a luz passar e dão efeito de papel de parede luminosa, véus em malha lembram rendas metálica.  

 Plantas bem elucidadas, grandes, com exemplificação das áreas, locação, fotos, maquetes eletrônicas, detalhamento de esquadrias, fachadas, cortes, comparação de projetos, interiores, iluminação, detalhes de acabamento etc

 2.Sandal Magna Community Primary School, Wakefield, UK

Sarah Wigglesworth Architects

 

 

 

 

 

Requalificação de local urbano que possuía morfologia industrial.

 3.Spa School, London

Agents of Change

 

 Como transformar um local com perda de identidade num local com ocupação? Reafirmação da fachada foi o pressuposto deste projeto

 4.Topology Quaterly Schools: Fala da história das escolas

 

Citando projetos de Walter Gropius, Aldo Rossi, Herman Hertzberger

Escolas refletem o estágio de desenvolvimento da sociedade

Como era o método de ensino e interação dos conhecimentos entre os alunos e autonomia dos professores no passado e agora. O que a revolução industrial ajudou em relação ao conhecimento

Como a tipologia das escolas mudou.

As salas ficaram as claras, espaçosas e homens e mulheres são tratados com igualdade; existe maior interatividade

Por isso a interatividade e a figura de uma pessoa central é importante

 

 5.Leutschenbach School

Zurich, Switzerland

 

Projeto escolar que cresce para o alto e suas estruturas são feitas em malha metálica, as amarrações de diferem de andar para andar e permitem layouts diferentes. Tudo isso dá uma vivacidade importante e um signo muito forte para este projeto em relação à vizinhança. Salas no segundo, terceiro e quarto andar, ginásio no quinto e o primeiro andar é o acesso, local de interação dos alunos e possui uma estreita relação com o exterior.

 6.SKILL: Habilidade

 Bamboo

 

Projeto de uma escola em bambu: forte, leve e sustentável, muito versátil, abundante, comparação com o concreto, quebra do paradigma que é utilizado por nações pobres em madeira, “PANYADEN SCHOOL” em Chiang Mai, Thailandia. Escola bilíngüe para os primeiros estudantes de línguas.

Tem a filosofia budista, com respeito a natureza e organizada ao redor de uma via de árvores.

 7. REVISIT:

Falam de uma reportagem feita em 2002 sobre uma escola no sul da France feita com critérios tecnológicos

  •  Campaing:

The big rethink: Farewell to modernism (O grande repensar : Despedida do modernismo)

Faz comparação das vilas de Le Corbusier, a dependência dos combustíveis fósseis, o problema de mobilidade, fala da qualidade de vida e não do modo de vida, o ganho humanitário ao invés do ganho em modernidade chegando à era conceitual (terceira revolução industrial)

  •  Reputation:

 Mies van de Rohe, Imre Makovecz, Os Smithsons

 

 

 

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