Revista Infraestrutura Urbana – Miguel Okada / Nicholas Morsa

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O tema abordado nesta apresentação está em curso de implantação, algumas informações podem sofrer alterações até o término do prazo de adaptação ao novo plano de gestão de resíduos sólidos.

O PANORAMA ATUAL DO TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

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Resíduos sólidos são genericamente conhecidos como lixo, que engloba todos os materiais sólidos considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos, gerados pela atividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados.

Atualmente a lei estabelece a diferença entre resíduo e rejeito:

“Resíduos devem ser reaproveitados e reciclados e apenas os rejeitos devem ter disposição final”

Os resíduos são classificados em duas classes:

Classe I – perigosos, os resíduos que requerem maior atenção por parte do administrador, uma vez que os acidentes mais graves e de maior impacto ambiental são causados por eles. Podem ser armazenados temporariamente, incinerados ou dispostos em aterros sanitários estruturados para receber resíduos perigosos. Já se enquadram na nova nomenclatura de rejeito.

Classe II (A) – não inertes, podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados. Mas devem ser observados seus componentes (matérias orgânicas, papéis, vidros e metais), a fim de que seja avaliado o potencial de reciclagem.

Classe II (B) – inertes, podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados.

Origem dos resíduos sólidos

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Resíduo/Rejeito sólido urbano:

Doméstico, instalações públicas (parques, praças, etc.), instalações comerciais e restos de construções e demolições.

Rejeito industrial:

Pode ser altamente prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana.

Rejeito hospitalar:

Seringas usadas, luvas, aventais, etc. Tal tipo de resíduo é separado por conter agentes causadores de doenças, e é geralmente incinerado. Porém, aventais que estiveram em contato com raios eletromagnéticos de alta energia como raios X, são tratados como resíduo nuclear.

Rejeito nuclear:

Produtos altamente radioativos, como restos de combustível nuclear, ou produtos que tiveram contato com equipamentos que emitam um nível de radioatividade elevado. Devido a continuação de emissão de radioatividade, tais resíduos precisam ser totalmente confinados e isolados.

Resíduos de construção e demolição:

Conhecidos como RCD, são provenientes de obras civis como construções, reformas, ampliações, alterações, demolições e também solo e lama de escavações.

Resíduos portuários:

Provenientes de outros países, podem ser classificados como perigosos pois são possíveis agentes contaminantes e vetores de doenças endêmicas. São incinerados da mesma maneira que os lixos hospitalares.

Disposição final

ImageÁrea de disposição final de rejeitos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo, sem sistema de tratamento de efluentes líquidos (chorume), este que penetra na terra e alcança o lençol freático contaminando a água. Moscas, pássaros carniceiros e ratos convivem livremente no lixão a céu aberto, onde os mesmos dividem espaço com pessoas que procuram alimentos, roupas, materiais recicláveis para venda, etc.

ImageUma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado com uma cobertura de argila e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Tal célula adjacente é preparada para receber rejeitos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventualmente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.

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A melhor disposição dos rejeitos sólidos urbanos é o aterro sanitário, que tem o terreno preparado previamente à sua utilização com o nivelamento de terra e selamento da base com argila e mantas de PVC, que confere uma extrema resistência. Desta maneira o lençol freático não será contaminado pelo chorume, pois o mesmo é coletado através de drenos e encaminhado para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Após esses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para uma estação de tratamento de efluentes. O aterro sanitário recebe uma cobertura diária do lixo para que o mesmo não prolifere vetores, mau cheiro e poluição visual.

Reciclagem

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Melhor do que qualquer descarte, a reciclagem contribui para uma cidade limpa, geração de empregos e renda, e reduz a utilização de fontes naturais, uma vez que muitos materiais podem ser reciclados.

Reciclagem x Reutilização

A reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao seu estado original e ser transformado novamente em um produto igualem todas as suas características.

O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro, como por exemplo o papel, pois o papel não consegue retornar ao seu estado inicial.

Central de triagem

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O incentivo às políticas de reciclagem de materiais e às cooperativas de catadores faz parte da lei que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos. As iniciativas municipais recebem apoio por meio de um programa de financiamento do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), e de gestão pelo Ministério das Cidades.

80 municipios já realizaram contratos para implantar e equipar galpões de triagem para a coleta seletiva com inclusão de catadores, no valor de R$ 50 milhões.

Há um planejamento da coleta capilar com transporte concentrado, o que significa usar os caminhões para levar os resíduos já acumulados em escolas, órgãos públicos e Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e outras bases de apoio – com o auxílio das cooperativas de catadores – para o centro de triagem.

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Consórcios intermunicipais de resíduos

Atualmente, uma excelente opção para a construção e manutenção de aterros sanitários que apresenta vantagens econômicas e gerenciais, é o consórcio público.

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Maneira mais eficiente de descarte de resíduos e rejeitos

Coleta de lixo subterrânea e a vácuo

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Modelo de coleta pneumática de resíduos sólidos, adotado em países da Europa, Asia e América do Norte para tornar menos custoso e poluente o recolhimento do lixo urbano.

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Utilização inteligente dos resíduos sólidos

Termoelétrica movida a lixo

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Prefeitura de São Bernardo do Campo contrata projeto de unidade de recuperação de energia de R$ 600 milhões com capacidade de processar até mil toneladas de resíduos por dia.

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Está em curso a implementação da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, que vigora desde 2010, e a mesma proíbe o armazenamento dos materiais em aterro sanitário sem tratamento prévio a partir de 2014, e a Política Estadual requer o estabelecimento de metas e prazos para a redução do volume de resíduos para a disposição final.

Em junho/2011, a prefeitura de São Bernardo do Campo lançou o edital de licitação para manejo e gestão de resíduos sólidos do município que inclui a primeira usina termoelétrica movida a partir da queima de lixo no Brasil.

53,7% do município da Região Metropolitana está situado em área de proteção aos mananciais e tem elevado adensamento populacional, de forma que enfrenta dificuldades para implantação de aterro devido à ausência de área disponível e adequada, situação muito frequente em diversos municípios paulista.

690t de lixo/dia => aterro particular em Mauá

Redução de 6% do volume para disposição final de rejeitos a cada cinco anos

Outorga = 30 anos

PPP

Valor estimado para a contratação = R$ 3,6 bilhões

Contrato por serviço e eficiência

Unidade de Recuperação de Energia (usina) = R$ 600 milhões

Capacidade de processamento = 1 mil t de resíduos por dia para gerar constates 30 MW = cidade com 200 mil habitantes

Área de 35 mil m², onde era o lixão do Alvarenga, desativado há dez anos

Janeiro/2014 = início

Mais de 800 usinas desse tipo no mundo, utilizando 300 mil t de resíduos sólidos por dia

Deve ser separado antes, material passível de reciclagem identificado previamente para elevar de 1% para 10% do total até 2017

6 centrais de triagem para enviar 70t de material por dia para reciclagem

Utiliza os gases gerados podem ser usados na própria usina.

Lixo vira energia e renda

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Solução cultural para com os aterros existentes e não mais em fase de utilização

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Antigo aterro de resíduos usados como depósito dos materiais escavados na ampliação da calha do Tietê, em São Paulo, ganha projeto urbanístico com equipamentos de esporte e lazer.

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