Arthitectural.com – Miguel Okada/Nicholas Morsa

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O blog arthitectural.com tem como missão manter o internauta atualizado com o que há de mais novo no mundo da arquitetura, como conceitos e competições, design de mobiliários, design de interiores, design de iluminação e projetos urbanos. A equipe editorial mantém um contato muito próximo com os arquitetos mais prestigiados e influentes designers de todo o mundo. Definido como um banco de dados da arquitetura “moderna”, servindo de fonte diário para arquitetos, estudantes de arquitetura e para todos que estão interessados.

Possui as colunas:

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Seismograph Memorial (Memorial Sismógrafo) – Z-A Studio (PUBLICADO EM 09/08/12)

Localização: Frankfurt, Alemanha

Arquitetura: Z-A Studio

Design interativo: Inbar Barak Studio

Equipe de design: Inbar Barak Studio, Dale Suttle, Guy Zucker

Projeto: Seismograph

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“Diga-me e eu esquecerei,
mostre-me e eu posso não me lembrar,
envolva-me e eu irei compreender”
Provérbio chinês

Qual o impacto que um memorial criado hoje pode causar, anos após o holocausto? O projeto almeja lidar não apenas com a memória, mas com a relevância emocional que impulsiona a aprendizagem e a compreensão.

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O memorial de Grossmarkthalle, Frankfurt, vai além de uma apresentação e preservação do passado. Localizado no cinturão verde de Frankfurt, em uma área de caminhos de pedestres, ciclistas, e espaço para piqueniques próximo ao edifício do Banco Central Europeu (ECB Tower). O memorial não serve só como lugar para a memória e informações sobre os eventos acontecidos, serve também para para engajar ativamente os visitantes na formulação de suas atitudes, percepção e expectativas para o futuro.

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Metas – Para atingir tal propósito é necessário uma apaixonante e envolvente experiência que se comunica com os visitantes em um nível emocional e intelectual de cada visitante. Exige também um lugar esteticamente agradável, que envie uma mensagem forte para criar um ambiente que seja desejável.

“- Compreender através do envolvimento, guiando os visitantes através de um espaço físico que os envolva emocionalmente e que se tornem uma parte desse todo.”
“- Promove a responsabilidade pessoal por meio da ativação, através da criação de uma plataforma que permita aos visitantes ter uma voz e um impacto reduzido diante do papel do memorial que é o de uma rua, onde em um lado as pessoas falam, e do outro as pessoas escutam.”
“- Aumenta a relevância através da adaptação onde o Memorial se torna uma parte viva da cidade, permitindo olhar para o passado e para o futuro simultaneamente, por ser dinâmico e ágil e com conteúdo atraente.”

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Implantação – O memorial está localizado às margens do rio Main, próximo a ponte Untermainbrücke.

O linguagem – A margem do rio, que é uma superfície contínua e lisa, é alterada para uma linha de formas desconcertantes e antinaturais, similar às linhas de um sismógrafo. Esta interrupção cria formas alongadas que penetram na água. Este desenho cria três ambientes:

  1. Exposição permanente – texto gravado no chão, dando plano de fundo e a história dos eventos que aconteceram no local e o razão do memorial.
  2. Display digital – textos e informações que ficam em constante mudança.
  3. Haste iluminada – fixadas no chão acompanhando nas arestas internas do contorno do memorial.

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Esta infraestrutura inserida no pavimento criando veias que se conectam à linha sismográfica, que penetra na água, na ciclovia e no caminho para pedestres. Justapondo o gesto físico forte do sismógrafo com as luzes efêmeras e orgânicas.

Caminho pelo memorial – esta experiência é pessoal, contemplativa, performática e dinâmica, que pode ser fortemente experimentada em múltiplas escalas.

  • No memorial – Caminhando ao longo ou em direção ao rio Main, os visitantes são recebidos por uma grande mudança na margem do rio e as luzes dançantes e orgânicas. Caminhando até a beira do rio os visitantes encontram as veias informativas de duas maneiras, uma delas fixa, gravada diretamente no pavimento, e a outra como texto digital inserido no pavimento. Existem também as hastes luminosas, que ficam apagadas quando não há ninguém próximo, mas que acendem gradativamente ao se aproximar e que convidam o visitante a segurá-la, e quanto maior o tempo que ela for segurada, mais intensa fica a sua luminosidade. Este é o momento que causa uma certa emoção nos visitantes, onde cada um sente à sua maneira. Tal experiência se intensifica ao ver que outras pessoas estão fazendo o mesmo. Se aproximando da água os visitantes se encontram em um momento extremamente particular, enquanto contemplam a outra margem do rio.

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  • De longe/de cima – Visitando as outras partes da cidade (ECB Towers, a ponte e ao longo do rio) os visitantes conseguem ver o memorial e se tornam parte dessa experiência. A linha sismográfica é visível de todas as escalas, assim como as hastes luminosas, que se parecem com grandes velas ou vagalumes dançantes. A experiência transcende estar no memorial em si, aonde a vista de um ponto distante fala de sua história e de seu uso através da luz justaposta na linha sismográfica.

 

Treepods – Aétrangère (publicado em 03/10/12)

Localização:  Boston, EUA / Paris, França

Arquitetura: Aétrangère

Parceria: Shiftboston

Nome do projeto: Treepod Initiative

Descrição do projeto: Artificial CO2 – Instalação urbana em formato de árvore

Tipo: Open International Ideas Competition

Cliente: US Green Building Council Massachusetts chapter/EPMA

Programa: Mobiliário urbano e aparelho de absorção de CO2

Área do projeto: 90 m²

Escopo: Design e conceito urbano

Ano do projeto: 2011/2012

Líder do projeto: Mario Caceres

Equipe: Mario Caceres, arquiteto e planejador urbano – Christian Canonico, Arquiteto e Engenheiro

Renderização: InIMAGEnable

Fotografia: Aétrangère

Concebido como um dispositivo verde inteligente, o Treepod é muito mais que um mobiliário urbano, sendo um projeto sustentável projetado pelo Aétrangère (antigo Influx_Studio) e Shiftboston. Tal iniciativa almeja a introdução de tecnologias de descarbonização no tecido urbano, permitindo que as metrópoles do mundo como Paris e Boston, possam atingir em um curto espaço de tempo suas metas no programa de redução de carbono. Dando tempo suficiente para que seja realizada a grande mudança da atual economia baseada em combustível fóssil, para uma nova economia de carbono zero.

A primeira grande qualidade do Treepod é a incorporação e o aumento da capacidade que as árvores naturais têm de limpar o ar, aumentando consideravelmente os níveis de absorção de carbono, fechando o ciclo do carbono.  Com a absorção do CO2 um valioso produto para uso benéfico é criado, o combustível de industrias que trabalham com a geração de combustível a partir de algas marinhas, gerando consequências positivas tanto na economia local quanto global.

A tecnologia atual é capaz de capturar o CO2 atmosférico. O “humidity swing”, desenvolvido pelo Dr Lackner, é uma tecnologia avançada e revolucionária que permite a captação de energia eficiente do CO2 à partir do ar ambiente, utilizando uma resina não nociva. O Treepod pode ser descrito como uma máquina de lavar CO2 in natura, que trabalha como uma infraestrutura nano purificadora urbana. Tal iniciativa não pretende substituir as árvores naturais, mas incorporar e aumentar artificialmente a característica biológica mais importante das árvores: a capacidade de retirar o CO2 do ar e devolver ar puro.

A biomimética de uma das árvores mais singulares do mundo: a Árvore Sangue de Dragão, que é daí que o Treepod imita a sua copa em forma de guarda chuva, que otimiza a cobertura para garantir o máximo de superfície de sombreamento e fluxo dos ventos. E esta grande superfície deve ainda receber células fotovoltaicas, que abastecera o sistema de limpeza do ar e o da iluminação de LED. A estrutura ramificada da cobertura do Treepod multiplica os pontos de contato, onde os 126 bulbos trabalham como os alvéolos de um pulmão humano, que é aonde os gases são captados, e é exatamente neste local que está a resina capaz de absorver o CO2, que reage com a água contida no ar e quebra o CO2, e tal resina pode ser usada diversas vezes.

Com um diâmetro de 10 metros de cobertura e 6 metros de altura, o Treepod tem uma grande capacidade modular, gerada a partir de uma forma geométrica hexagonal em formato de favo de mel, podendo ser adaptado em três níveis de aglutinação. Uma unidade isolada serve como mobiliário urbano, três unidades definem o Treepod, e um agrupamento de Treepods cria uma cobertura urbana. Exibe informações em tempo real e “realidade aumentada”, permitindo que as pessoas se envolvam no ciclo do carbono, em comportamentos sustentáveis e propor formas diferentes para envolver os cidadãos na agenda verde.

The Augmented Structures V1.1: Acoustic Formations – Salon 2

Localização: Istanbul, Turquia

Arquitetura: Salon 2

Artista visual: Refik Anadol

Engenheiro de som: Kerim Karaoglu

Engenharia de mídia de fachada: Ceyhun Derinbogaz

O primeiro passo para Estruturas Aumentadas foi com as Formações Acústicas / Istiklâi Caddesi, que concentra animações fenomenais, aliando arquitetura, som e artes visuais.  Na rua Istiklâi Caddesi acontece a primeira transformação em uma superfície arquitetônica, e à partir desta forma sólida ocorre uma performance visual dinâmica.

Essa união entre arquitetura, som e artes visuais tem como objetivo interpretar o mundo em termos visuais estéticos, com uma transformação interdisciplinar, discutindo também o ponto aonde a arte e a arquitetura estão hoje, e o ponto aonde eles podem chegar no futuro.

Este projeto força cada disciplina a alterar a sua própria matéria base, transformando som em matemática, matemática em arquitetura e arquitetura em uma membrana viva, enquanto proporciona ao expectador uma nova experiência em mídia em diversos níveis.

 

Conclusão

O blog arthitectural.com é rico em material não convencional de arquitetura que circula pela internet, porém, apresenta baixo detalhamento das matérias, apenas arranhando a superfície do que algumas matérias realmente têm de informação. Se existe uma necessidade de descobrir o que está acontecendo em lugares não convencionais para o mundo da arquitetura, como um museu cultural no Afeganistão, habitação social na Sérvia, parques na Índia, ou tudo o que há para se saber na China, este é um bom local para o início da pesquisa, mas não será a única fonte a ser consultada.

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