Revista: Summa +

Revista:  Summa +

Análise dos números: 121,122,123 e 124

Summa é uma revista Argentina, dedicada ao design e a arquitetura e urbanismo. Fundada em 1963 pelo arquiteto Carlos Mendez Mosquera, por quem foi comandada até sua falência em 1992.

Depois veio a criação de Summa +, uma revista que procura mostrar as novas tendências em arquitetura e do design. Projetado para um público muito mais amplo, abrangendo a área do profissional até o estudante.

Com distribuição na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile e Espanha. É uma revista com 7 edições por ano, que desde o ano passado é publicada em Português.

Sempre aplicado ao mundo contemporâneo, tem uma boa mistura de publicação de livros, artigos acadêmicos, artigos, ensaios e entrevistas. Uma revista que visa o profissional, com um compromisso claro com a arquitetura moderna latino americana, mantendo bons exemplos internacionais.

Sua nova visão era que representava uma estrutura muito clara, actualmente o seu símbolo de identidade estrutural da revista é:

  1. Capa
  2. Propaganda
  3. índice
  4. Partes teóricas
  5. Projetos,
  6. Artigos de cooperação de projetos ou de inovação.

CAPA

A capa resume o tema principal abordado na edição, sempre limpa com pouquíssimos textos, deixando sempre a imagem de folha inteira atrair o leitor. Existe pouca poluição visual, as únicas informações escritas presentes são: o nome da revista, número da edição e o tema, ou temas, que serão decorridos. Tem um formato um pouco maior que uma folha A4 oque diferencia das outras e acaba dando mais espaço para matérias .

PUBLICIDADE x ARQUITETURA.

Um fator importante e sempre muito chato nas revistas de arquitetura é a poluição publicitária, em algumas é possível encontrar propagandas durante toda a edição. Na Summa+ há uma divisão clara das matérias para o espaço publicitário, que acaba sendo um mal necessário, afinal, alguém tem que pagar para a revista ser publicada.

Vale notar que ao fim do espaço publicitário existe uma folha de cartões postais, com gramatura superior as páginas da revista, que inconscientemente ou não, acaba sendo um divisor entre publicidade e arquitetura.

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INDICE

O público alvo das revistas de arquitetura é sempre de profissionais e de estudantes, e nada como o visual para chamar mais a atenção. Logo após a página de cartões postais vem um índice de tudo que acontece na revista.

O índice quase sempre relata o tema, autor do artigo, localização ou especificação e um breve comentário sobre tudo, ajudando o leitor a se familiarizar melhor com o que vem a seguir:

Exemplo comparativo.

Revista AU nº 220, julho 2012: Edifícios Corporativos.

Índice: Aflalo e Gasperini . São Paulo, SP
Edifício Platinum. 46

Revista Summa+ 125: Infra-Estrutura Urbana e Espaço Público.

Índice: 6.Efeito Bumerangue
Passeio das ilusões
Enrique Norten / TEN Arquitectos

O museu elevado é a primeira das três fases do projeto urbano. A estrutura metálica atravessa mediante um passeio para pedestres a avenida principal e conecta visualmente os dois lagos da cidade.

Além disso, algum dos índices possuem uma imagem correspondente no pé ou no canto da folha.

MATERIAS

Antes de começarem as matérias, algumas edições que abordam um tema único possuem uma espécie de resenha crítica sobre o tema central. São grandes o suficientes para explicar e falar sobre todo o necessário, porém não exageradamente para se tornar uma buraco de palavras na revista a ponto dos leitores sentirem cansaço visual.

As matérias sempre seguem um padrão. Primeiro aparecem as informações do projeto ou assunto (autor, equipe, proprietário, localização, área, ano de projeto, ano de construção e conclusão), seguido de uma explicação – resumo do projeto. Abaixo uma foto ilustrativa e na página seguinte, uma imagem de folha inteira, sem nenhum texto.

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Seguido disso, aparecem uma série de desenhos e imagens, seguindo sempre uma ordem visual arquitetônica e sempre correspondendo, de certo modo, desenho e imagem.

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Esta é considerada uma das melhores revistas de arquitetura no Brasil, mas ainda há muito a ser melhorado já que em muitos casos os desenhos técnicos apresentados não são possíveis de compreender (muitas vezes estão muito pequenos que não conseguimos ver direito).

As últimas páginas acabam por abordar um pouco de história da arquitetura e a relação com o tema principal da edição.

Pontos positivos:

1. Organização simples dados técnicos de projeto, explicação informativa, fotografias, plantas, cortes e diagramas;

2. Densidade em grande parte projetos;

3. Boa variedade de projetos;

4. Artigos teóricos atuais que ajudam a refletir sobre o tema abordado na revista;

5. Boa composição gráfica;

6. Boa qualidade e intenção fotográfica;

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7. Tentativa de mostrar detalhes construtivos;

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8. Consistência de mostrar os plantas, cortes, elevações e diagramas.

Pontos negativos:

1. Textos pouco aprofundados, são textos venda projeto comercial;

2. Erros gramaticais e redundância nos textos, como o exemplo abaixo;

“ está localizado numa das margens do casco centrico da cidade, num imóvel que pertencia a ferrovia, com uma lateral de mais de SETESCENTOS metros em contato com o rio Suquía, que constituía uma barreira física que separava drasticamente o centro dos bairros localizados atrás do rio.”

3. Muita fotografia;

4. Pouca coerência dos projetos: uns muito explicados graficamente e outros com pouquíssimos desenhos;

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5. Pouca opinião crítica sobre o projeto, faltando o posicionamento da revista

6.Faltam legendas, escalas para compreensão dos desenhos

TOQUIO EM MINIATURA

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