Revista Projeto Design:

Revista Projeto Design:

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             A revista Projeto Design é uma revista brasileira, da editora Arco Editorial, que existe há aproximadamente 36 anos, com edições mensais dirigidas á profissionais da área de arquitetura e construção.  Sua primeira edição foi a número 11 isso porque é uma revista que nasceu de um jornal, o jornal do “Arquiteto”, 1972. O jornal era ligado ao IAB-SP foi criado por Vicente Wissenbach.

             Seu primeiro projeto gráfico foi feito pelo escritório BC&H, atualmente chamado de FutureBrand, em 1996. Em 2013 a revista sofreu uma mudança no projeto gráfico, na qual, foi adotada uma cor para cada edição, além de mais espaços em branco com o objetivo de fluir a leitura.

             Na revista encontramos diferentes enfoques como projetos de arquitetura e urbanismo, projetos de interiores entrevistas, artigos e calendários com feiras e eventos relacionados a área de design arquitetura e construção civil.

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Análise:

Estrutura da revista:

             Capa, propagandas, entrevistas, propagandas, em dia (notícias sobre o que está acontecendo no mundo da arquitetura, urbanismo e design), prancheta, carta do editor, sumário, casas brasileiras (casas Brasileiras são casas no sudeste), arquitetura (Parte na qual os projetos de arquitetura são encontrados), internacional (não é encontrado em todas as edições), interiores (projeto de interiores),design, artigo  e memoria projeto.

A Capa:

             Para cada edição da revista é escolhido para capa uma cor diferente para faixa lateral onde são encontrados os dados da revista. Na parte de baixo encontramos uma faixa dividida em três partes mostrando a principais matérias abordadas nas edições. Já a imagem é colocada na folha toda, sendo ligada a uma das matérias da revista.

Crítica:

             A revista começa já com muitas propagandas, seguidas de uma entrevista, que não é bem abordada para uma revista que fala sobre arquitetura, algumas vezes pelo tema que é abordado, outras apenas pela forma como é colocada.

Na edição 393 da revista a entrevista é com a Ivana Mendes, carioca Formada em direito, mas cineasta por paixão, contando um pouco sobre seus documentários que não são feitos para o público do meio arquitetônico, mais sim para pessoas leigas que se interessam por arquitetura, ou seja, não ligadas em arquitetura, decoração ou artes. Esse exemplo nos mostra que as entrevistas nem sempre são ligadas ao publico da revista, é interessante mais não é uma entrevista técnica ou que chame a atenção dos leitores, tendo algumas exceções.

Existe uma parte na revista chamada prancheta, na qual você espera que seja apresentado um projeto completo, e significativo para revista, mas encontramos apenas um projeto apresentado de maneira superficial, mostrando apenhas fotos sem nenhuma analise técnica.

Outro ponto negativo da revista é que o sumário não é encontrado rapidamente, estando localizado no meio da revista.

Como podemos ver é uma revista que deixa muito a desejar no ponto de vista da explicação, dada aos temas apresentados.

A revista tem uma boa estrutura, boas ideias em relação a composição de tópicos (Capa; Entrevista; Em dia; Carta do Editor; Sumário; Casas brasileiras; Arquitetura;  Internacional;  Design; Tecnologia e serviço; Memória projeto.), porem a grade quantidade de propagandas e um gerenciamento que inclina a revista a uma direção superficial e acorrentada aos patrocinadores.

Apresentação de projetos completos:

             Os projetos que são apresentados na revista, em sua maioria, são projetos no Rio de janeiro e em São Paulo, tendo algumas raras exceções de projetos nos números analisados de Goiânia, Brasília, Paraná e internacionais da França e da argentina.

Se analisarmos os projetos encontramos um enfoque deferente do esperado para uma revista de arquitetura.

O projeto apresentado na edição 392 é um Centro de Bionanomanufatura, em São Paulo do escritório Piratininga Arquitetos Associados. O prédio é apresentado como multifuncional, não sendo apresentada pela revista a razão de sua multifuncionalidade.

O enfoque dado ao projeto no texto é a parte estrutural, que deveria ser destacada nos cortes e plantas para melhor entendimento, ou deveriam ser apresentados detalhes construtivos, nenhuma das duas coisas estão presentes no texto.

Além de tudo isso no último paragrafo a revista tenta dar uma explicação em relação ao partido adotado para o projeto de paisagismo, deixando um paragrafo vago e sem muitos detalhes.

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             O projeto apresentado na edição 393 é um projeto em Goiânia, que é um edifício do complexo do Tribunal Regional do Trabalho. O projeto, foi vencedor de um concurso em 2007, e  pertence aos arquitetos Daniel Corsi , Dani Hirano e Reinaldo Nishimura.

Novamente o enfoque na estrutura, porém apresentando um detalhe construtivo do caixilho externo.

Apresenta no artigo um diagrama de fases, o que parece ser uma maquete das etapas de construção do edifício, porém não é explicado no texto a utilidade dessas imagens.

Como vimos nos dois projetos o que é apresentado nas imagens, não são bem explicados no texto, deixando muito a desejar para o entendimento do projeto.

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             Na edição 394, na materia “Partido Estrutural e materiais Sob medida” as primeiras duas páginas relatam o breve histórico do Autor (Guilherme Matos), a relação superficial da topografia e da orientação da edificação. Introdução de detalhes pouco relevantes como a utilização de vidros coloridos e tal intenção artística que relaciona a cidade (que toma significante parte da Quarta página).

Falta de objetividade com o tema da obra “Materiais e estruturas”.  O enfoque dado ao projeto no texto é a parte estrutural, que deveria ser destacada nos cortes e plantas para a melhor compreensão.

Fotos “Artísticas” porem não muito elucidativas, a procura de um bom ângulo e luz natural ofuscaram as formas da obra, deixando a desejar quanto a conexões textuais e interpretativas, faltam fotos da parte interna para um maior entendimento das plantas, cortes e vistas.

Plantas e cortes ilustrativos, contudo não conseguem expressar sozinhos a essência do projeto em questão.

Boa escolha do projeto.

Temos a impressão que o texto tenta enaltecer os autores à própria obra (Arquitetura, Paisagismo e parte “Artística”). Temos muitas perguntas depois de ler esta matéria, a falta de informações é tão brutal que motiva a fazer uma procura por conta do usuário da revista, e esta acaba por perder sua função.

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