DEZEEN

– POR: JÚLIA DARAYA E LETICIA DE NOBREGA

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Segundo a própria descrição do site, Dezeen é um dos sites mais influentes no mundo em arquitetura e design, chegando a ter milhões acessos por mês, de todas as áreas do globo.

Começou em Novembro de 2006 com uma nova forma acessível de jornalismo e crítica de design baseado no então novo formato de blog.

O site abrange mais assuntos do que apenas arquitetura – trata de design de produtos, arquitetura de interiores  e inclusive moda, como pudemos ver em uma reportagem onde o vestuário faz menção à referência da arquitetura gótica e, a partir daí, vemos a conexão.

Marcus Fairs é o fundador e editor-chefe da Dezeen e um dos mais respeitados jornalistas do projeto. Marcus foi editor fundador da revista Ícone e é autor de dois livros anteriores, Twenty-First Century Project (2006) e Green Project (2009), ambos publicados pela Carlton Books.

Ao longo dos últimos cinco anos Dezeen expandiu sua marca, possuindo agora também:

→ Jobs Dezeen, um dos sites líderes em recrutamento de designers do mundo on-line

→ Dezeen Screen, o recurso de vídeo líder de design

→ Dezeen Watch Store, loja de relógio online.

→ Dezeen Book of Ideas, a primeira publicação da marca.

 

PRODUTOS

O Dezeen Book of Ideas é um dos produtos da marca Dezeen. São edições impressas onde, segundo a própria marca, há uma “seleção de belas idéias pelos melhores cérebros criativos do mundo”.
O livro cobre assuntos de arquitetura, interiores e design, contendo conceitos e produtos revolucionários escolhidos pela equipe da Dezeen, representando uma nova abordagem, com 116 exemplos de gênios do design, ricamente ilustrados com fotografias coloridas. Vem em formato A5 (o que o torna altamente acessível)  e custa £10.

Outro produto lançado pela Dezeen é o London Design Guide, que tem como conteúdo a cidade e seus varejistas vintage e contemporâneos, assim como galerias de design, lojas de livro e museus. Esses “hotspots” são comentados por Max Fraser, design e comentarista.

As lojas são divididas em categorias, onde se encontram na vizinhança e são acompanhadas por mapas. Além disso, uma tour é feita e escrita para mostrar o que se tem de melhor na cidade. Os escritores são Sheridan Coakley, Tom Dixon e Kit Kemp. Restaurantes, bares e cafés são recomendados tanto por sua qualidade em comida e serviço, quanto por suas credenciais de design.

O London Desing Guide é uma celebração da criatividade e uma pequena amostra da cena do desing hoje em dia. Ele serve como uma ferramenta tanto para londrinos quanto para turistas. É um incentivo para se explorar o desing na capital.

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ESTRUTURA DO SITE

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O corpo do site é dividido de maneira relativamente organizada.

À esquerda os tópicos são: Magazine, News, Movies, Jobs, Watch Store e MINI World Tour.

O tópico Magazine é justamente aonde são publicados projetos de várias áreas, assim como matérias sobre diferentes assuntos, onde todas as novas publicações do blog são encontradas por ordem de postagem.

O tópico Movies também possui temas de diversas áreas, mas de uma forma mais ampla, pois o assunto ali abordado possui uma pequena história a ser contada – os vídeos de curta duração, dão a possibilidade ao leitor de ter contato com uma forma de comunicação diferente, ampliando e complementando o conhecimento sobre aquela reportagem.

O tópico Jobs abre espaço para publicações de empregos, procuras de estagiários, profissionais que trabalhem part ou full time. As empresas publicam suas exigências em uma página da Dezeen, que funciona como intermediária entre o contratante e o contratado. Lá, a empresa deixa os contatos necessários para os interessados deixarem seus currículos e poderem se comunicar futuramente.

Dentro dos vários produtos de design que a Dezeen abrange, um foi eleito para ser aprimorado e, com o tempo, incorporado à marca: os relógios. Com isso, foi criada a “DezeenWatch Store”. Assim, Watch Store é o tópico que dá acesso a uma loja de relógios online. Esses relógios são de designers importantes e marcas independentes.

E por fim, o MINI World Tour é um projeto da Dezeen e da empresa MINI, que viajou o mundo, visitando 8 cidades para descobrir os novos talentos, tendências e os temas mais importantes em arquitetura e desing em 2013.

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À direita da tela, há a separação pelos assuntos: Arquitetura, Interiores e Design.

Quando um deles é escolhido, uma seleção das reportagens sobre o assunto abre na tela principal: uma imagem ilustrativa com uma legenda sobre o projeto. Se for do interesse do leitor, este pode clicar na imagem ou no título para ler mais sobre o referido assunto.

Quando uma reportagem é aberta, ao fim, outras reportagens, notícias e projetos que podem ser interessantes ao mesmo tema, são sugeridos para o leitor. Ao mesmo tempo, palavras significativas nas explicações dos textos possuem links que pode ser abertos em outras telas, para melhor esclarecimento.

Também do lado direito, abaixo do pequeno índice dos assuntos, há um espaço para busca livre no site e a indicação da semana, num estilo adaptado de redes sociais: “this week we like: […] “.

 

MATÉRIAS

Como linha de raciocínio, pegamos a palavra “cultura” para nos margear. Tendo em vista que o foco da semana para o site eram casas japonesas, procuramos dentre as reportagens mais recentes uma que nos chamasse atenção para alguma característica forte da cultura japonesa. Observando as casas pudemos notar que, em meio a uma densidade tão grande, o que as pessoas mais procuram é a privacidade. Com isso, escolhemos a reportagem sobre a ST – House, por Panda, onde uma característica marcante e inusitada é colocada em questão a fim de privilegiar essa privacidade.

Seguindo esse pensamento, procuramos uma matéria que envolvesse a cultura local somada às necessidades momentâneas. Como resposta, encontramos um projeto muito interessante executado pelo arquiteto japonês Shigeru Ban, a Post-Tsunami Housing, onde podemos observar os costumes, o clima, a cultura, entre outros aspectos, tendo forte relevância na concepção do projeto. Esta matéria é muito interessante em questão à cultura, justamente por se tratar de um arquiteto japonês procurando entender os costumes muçulmanos, fazendo pesquisas in loco, a fim de atingir o objetivo do projeto.

Notamos então que a cultura de cada local e cada povo influencia diretamente na maneira de se pensar e construir arquitetura: desde seus materiais até suas perspectivas  e intenções de projeto. Para ilustrar essa perspectiva, escolhemos a terceira matéria, que trata da preservação de tradicionais casas de palha em Mbaru Niang, por Rumah Asuh.

 

Post-Tsunami Housing – 

http://www.dezeen.com/2013/05/03/post-tsunami-housing-by-shigeru-ban/

Shigeru Ban

Após a devastação do tsunami ocorrido em 2004, o desenvolvedor Philip Bay pediu para que o arquiteto japonês Shigeru Ban desenvolvesse um projeto para a reabilitação de uma vila de pescadores muçulmanos, na região de Tissamaharama, costa sudeste do Sri Lanka. Segundo os pedidos de Bay, Shigeru Ban haveria de projetar uma casa protótipo que pudesse ser construída com o menor custo possível, utilizando materiais locais e adequando-se ao clima tropical. Com essas premissas básicas, o projeto do arquiteto consolidou-se em uma casa “molde”, feita basicamente de madeira e terra, que serviria para a construção de mais de 100 casas de reposição na vila de pescadores de Kirinda.

“Isso não ia ser um esforço de socorro tradicional onde iríamos fazer casas muito rápido e sair”, disse Bay. “Eu queria tratar isso como um projeto de desenvolvimento.”

O projeto compreende uma estrutura de piso único, com paredes feitas de blocos de terra comprimido e um telhado inclinado feito de madeira de teca e coco de origem local.
Cada casa tem dois quartos, uma sala e um pátio coberto, onde os moradores podem usar como sala de jantar, espaço social, ou simplesmente como um lugar para reparar suas redes de pesca.

O objetivo foi adaptar as casas ao clima local, incluir as condições de trabalho e materiais locais para trazer lucro para a região e para responder às próprias necessidades dos moradores, por meio de consultas diretas. Por exemplo, cozinhas e casas de banho estão incluídas dentro de cada casa, como solicitado pelos moradores, mas uma área coberta central os separa da área de habitação, conforme estipulado pelo governo. A área coberta também oferece um espaço de entreterimento, onde as mulheres podem se retirar para manter a privacidade. Para divisão dos quartos, são utilizadas telas de madeira adaptáveis ​, de acordo com um estilo de vida muçulmano. Nas palavras do próprio arquiteto japonês:

“Esta é a primeira vez que eu trabalhei para as sociedades muçulmanas. Por isso antes de contruir as casas tive uma reunião com a comunidade para descobrir o que tem que ser feito com cuidado. Dependendo da geração, por exemplo, tivemos para separar o espaço do homem do espaço da mulher “.

Shigeru Ban também desenhou móveis para a residência, usando a madeira das Seringueiras, comuns na região.

A revitalização da vila foi concluída em 2007, mas o projeto foi recentemente nomeado entre os 20 projetos da shortlist para o Aga Khan Award 2013. Outros projetos na shortlist incluem um cemitério islâmico na Áustria e um campo de refugiados no Líbano reconstruído. Cinco ou seis finalistas serão revelados no final deste ano e vai competir para ganhar o prêmio de US $ 1 milhão.

Shigeru Ban também trabalhou em uma série de outros projetos de ajuda humanitária. Ele desenvolveu blocos de apartamentos feitos de contêineres para as vítimas do terremoto e do tsunami japonês de 2011 e foi um dos vários arquitetos de alto nível envolvidos no Make It Right, projeto habitacional em Nova Orleans.

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Localização: Kirinda, Sri Lanka (Asia)
Arquiteto: Shigeru Ban Architects, Tóquio, Japão
Cliente: Philip Bay
Conclusão: 2007
Início: 2005
Medidas:  71m² por casa – Área total: 3.195m²

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Fotografias  por Dominic Samsoni

 

ST – House by PANDA – 

http://www.dezeen.com/2013/04/18/st-house-by-panda/

Captura de tela 2013-05-14 às 00.14.09

 

Situada em um lote pequeno de 40m², entre duas casas vizinhas, a casa ST-House localiza-se na capital do Japão, Tóquio. Por encontrar-se em uma condição de ocupação de alta densidade, comum da cidade, a casa teve que ser projetada segundo os requerimentos do plano local e o projeto procurou atender as intenções particulares da população japonesa.

O edifício é construído de madeira e possui 3 andares.  É possível observar que as janelas foram colocadas na construção de maneira muito particular, onde parte delas está “coberta” por uma parede de concreto e a outra parte costuma se encontrar em um local mais alto do ambiente, procurando privilegiar a iluminação natural ao mesmo tempo que mantém-se a privacidade dos moradores. Com isso a iluminação cria desenhos diferentes no ambiente e a ventilação natural também é alcançada.

O que há de muito característico nesta construção é justamente esta parede de blocos de concreto que a cerca no primeiro nível, que parece ser acessória à casa. Esta parede circundante, por mais inusitada que pareça, tem sua função –  visa prezar a privacidade dos moradores, que, morando numa área altamente urbanizada e com vizinhos extremamente próximos, preferem ter as vistas de suas aberturas para a parede de blocos aparente à privar-se de sua privacidade e segurança. Tendo certo distanciamento da casa, a construção desta parede não priva a casa de iluminação natural e ventilação, preservando a salubridade do local.

Segundo o arquiteto Kozo Yamamoto, “Colocando a cerca como bloco de concreto ao longo das bordas do local, nós criamos uma zona semi-interior entre as paredes e a casa, assim o espaço interior é visualmente estendido em toda extensão do local.” Essa cerca de concreto se encontra na frente de todas as janelas do primeiro andar, que apesar de possuírem uma vista cinza, são de grandes dimensões, onde a luz entra de forma difusa.

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Para criar uma sensação de maior espaço nesse pequeno volume, a sala de estar, sala de jantar e cozinha se encontram no primeiro andar, onde desses ambientes se tem uma visão privilegiada da altura e do volume da casa.

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– Planta Pavimento Térreo

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– Planta Primeiro Pavimento

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– Planta Segundo Pavimento

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– Planta Cobertura

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– Corte A

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– Corte B

O projeto japonês mostra como a cultura de cada país influencia em sua arquitetura. Nesse ambiente onde existe uma alta densidade, as residências precisam ser de menores dimensões e, como são muito próximas umas das outras, a questão da privacidade é um ponto muito importante a ser considerado. Podemos observar que as necessidades de sobrevivência são as mesmas principalmente em questões de iluminação e ventilação, mas conforme os costumes desse local, alguns fatores são essenciais para uma boa condição de vida.

No caso específico deste projeto, uma parede, aqui considerada como “cerca” de concreto foi escolhida para solucionar o problema do espaço, que muito influencia a cultura oriental. Outras soluções poderiam ser levantadas, com outros tipos de materiais ou até com a utilização de cercas vivas. Achamos, o entanto, instigante a decisão da parede de blocos de concreto.

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Preservation of the Mbaru Niang By Rumah Asuh – http://www.dezeen.com/2013/05/08/preservation-of-the-mbaru-niang-by-rumah-asuh/

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Esse projeto coletivo, liderado por Yori Antar envolveu o reparo e a reconstrução das últimas tradicionais casas de palha de formato cônico na vila Wae Rebo, Ilha Flores, Indonésia. Foram reparados duas construções e substituíram outras. A construção foi feita conforme as tradições e técnicas manggarai. Para isso patrocinadores ajudaram na construção e membros locais ajudaram na construção e plano de cada estrutura.

Quando Yori Antar se envolveu no projeto, possuía o objetivo de não somente ajudar, mas aprender, pois segundo ele “Quando vamos para a escola, o que aprendemos é sobre estruturas modernas, o concreto, o ferro, mas nunca aprendemos sobre esse tipo de construção”. Para ele há muitas coisas que se podem aprender ao se envolver em um projeto desse gênero, como por exemplo, como nos adaptamos com o clima da região.

A estrutura é feita com quadros de bambus leves, amarrados com uma corda e seu exterior é revestido com uma camada de um derivado de um material que tem origem local a madeira worok. Para a renovação, que acontece em um curto período de tempo, são usados materiais da floresta.

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As casas dessa comunidade representam uma cultura viva e essa técnica de construção faz parte dela, sendo passada de geração em geração. Estudantes de universidades estão participando dessa preservação cultural, fazendo com que essa cultura prospere ao longo dos anos.

Com esse projeto, a cultura da comunidade que ali vive foi preservada e uma arquitetura que nos parece muito rudimentar nos ensina muito sobre a história da humanidade. A cultura e o ambiente em que a arquitetura está inserida, influencia muito em seu funcionamento. Técnicas que são utilizadas há anos, sem necessidade do uso da alta tecnologia, nos parecem muitas vezes algo totalmente revolucionário, mas é só prestarmos atenção naquilo que já possuímos. Essas culturas, que ainda não foram “engolidas” pela globalização, tem algo muito valioso a nos ensinar.

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COMENTÁRIOS

Achamos o blog organizado de maneira geral, pois cada tipo de informação é dividida em partes diferentes do site, o que o torna menos confuso. Apesar disso, quando é acessada a página principal, que também é chamada de Magazine, é possível observar que as últimas postagens são aquelas que dão a ordem de importância de cada assunto.

Por se tratar de uma página na internet, é possível ter acesso a vários assuntos ao mesmo tempo e o site trabalha com esse jogo, utilizando diferentes tipos de comunicação. Isto tem seu lado positivo e seu lado negativo. O negativo é a difícil concentração apenas na reportagem que está sendo lida, pois devido às diversas opções presentes na tela, o leitor fica tentado a clicar em diversas coisas ao mesmo tempo, o que faz com que possa haver uma mistura de informações. Por outro lado, a facilidade de ter várias ferramentas à mão pode ajudar a interligar assuntos e aprofundar as informações sobre uma determinada reportagem. O fato é que quando uma matéria está sendo lida, outra, que o site julga ter interligação com aquela que a pessoa já está lendo, aparece e chama a atenção, intrigando o leitor a lê-la, muitas vezes antes mesmo de ter terminado a primeira à que havia se proposto. Com isso, não há uma leitura linear como numa revista impressa, por exemplo, ou até num aplicativo em gadget – aqui a leitura é feita em “zig-zag”: o leitor vai, volta, espera um vídeo de um assunto carregar e muda seu foco para outro assunto de interesse, e assim vai.

Consideramos o tópico “Jobs” uma ótima iniciativa, que torna o site mais completo e faz com que mais pessoas tenham interesse em acessá-lo. Com ele, Dezeen tenta aproximar os profissionais do ramo às empresas.

Ao compararmos o site com a mídia anteriormente analisada, (revistas) percebemos diferenças enormes. Um ponto em comum, entretanto, são os espaços reservados para propaganda, que recebem um local privilegiado conforme o preço que foi pago.

No computador a imagem, além de ter cor, possui movimento, o que chama a atenção dos olhos para tudo, possibilitando ao dono do blog/site, manipular o seu leitor para onde quiser. A leitura, como já comentamos, acaba sendo feita sem uma ordem cronológica e linear – você vai abrindo as reportagens conforme elas chamam mais atenção na tela e, de certa maneira, dependendo da hora que as indicações aparecem.

 

 

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