VITRUVIUS

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        O nome do site foi baseado no arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio (séc I a.C.), autor do tratado De Architettura, considerado o primeiro texto teórico ocidental sobre a disciplina.

        Dessa forma, o site Vitruvius é um portal que trata especialmente sobre textos, publicações e informações sobre arquitetura, além de também postar sobre urbanismo, arte, cultura, revitalização, design, paisagismo e patrimônios.

        Trata-se de um site da Editora Romano Guerra (Abílio Guerra e Silvana Romano Santos) que além de postar propagandas de alguns de seus livros, publica informações no site para atrair o mesmo público.

            O site está disponibilizado em rede mundial desde 2000. E por ser um site globalmente utilizado, possui as opções de linguagem em português, espanhol e inglês. Tornou-se um site de grande referência para pesquisas e eventos nas áreas das artes e é extremamente utilizado por muitos profissionais.

 

ORGANIZAÇÃO DO SITE

            Não apresenta muitas propagandas, sendo que as que aparecem na tela são sempre relativas aos temas do site.

           O design e formatação do site são extremamente limpos, porém não muito intuitivos.  As abas e tópicos não são claros na questão sobre do que se tratam e é preciso ficar procurando se você quiser um texto específico que muitas vezes não é encontrado pelo sistema da barra de busca.

PÁGINA INICIAL:

        A página inicial de acesso possui a barra horizontal para poucas propagandas e logo abaixo apresenta uma barra de pesquisas e buscas, além de informações de contato, de inscrições e cadastros para o site.

    O corpo dessa página é dividido em 3 guias principais: jornal, revistas e pesquisa. A guia selecionada ganha destaque e se torna preta enquanto as outras duas permanecem num cinza claro.

         A partir da seleção de uma das guias, são apresentadas pequenas chamadas e resumos sobre os diversos tópicos.

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JORNAL:

      O Jornal se refere à uma seção mais informativa do site onde são apresentadas diversas notícias, eventos, concursos, agenda cultural, etc. De certa forma, é o local onde são postadas todas as últimas informações sobre organizações e eventos reunidas pelo site para arquitetos e urbanistas e apresentadas como uma espécie de agenda ou calendário.

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REVISTAS:

              A aba de Revistas funciona como uma seção editorial em que são dividas várias revistas de acordo com as abordagens dos temas. Os tópicos são: Arquitextos, Arquiteturismo, Drops, Minha Cidade, Entrevista, Projetos e Resenhas Online.

           Essa seção traz a maior parte dos textos sobre conceitos, projetos e informações de mercado.

– Arquitetextos: revista mensal sobre arte, arquitetura, urbanismo e cultura.

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– Arquiteturismo: revista mensal sobre turismo arquitetônico

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– Drops: revista de variedade e sort cuts arquitetônicos

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– Minha Cidade: fórum de debates sobre questões urbanas

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– Entrevista: entrevistas com personalidades da área da arquitetura mundial

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– Projetos: Projetos arquitetônicos e urbanísticos diversos

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– Resenha Online: Resenhas de livros de arquitetura, arte e cultura

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PESQUISA:

       Por fim, a aba de pesquisas é constituída a partir das últimas postagens em cada uma das abas anteriores e em um guia de livros, onde a Editora posta informações sobre seus livros físicos e onde comprá-los. Além disso, podem ser encontrados também livros de outras editoras, mas que são bem conceituados nas áreas das artes, arquitetura e urbanismo.

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134.03 edificio culturale        ano 12, fev 2012

MORAVIA SEDUJO A ROGELIO SALMONA

Medellín, Colombia, 2007
[Rogelio Salmona]
texto de María Elvira Madriñán
 

         O lugar onde hoje está erguido o centro cultural de Moravia já foi, um dia, um grande lixão a céu aberto. Junto a esse cenário juntavam-se novos moradores, que invadiam os terrenos vizinhos, ou antigos moradores vindos dos pólos excluídos da sociedade.

         Assim o bairro se caracterizou como tendo uma população carente em vários aspectos e que crescia descontroladamente, mas que possuía uma cultura e organização própria. Sem infraestrutura de todos os tipos ali, coisas como equipamentos sociais eram somente os resquícios de outrora e, portanto inúteis.

          O centro cultural é projetado com um intuito de ser o catalisador de uma melhora na qualidade de vida nessa comunidade, de devolver sua dignidade e igualdade. É certo que no aspecto de servir a comunidade, o centro, o fez com maestria, antes mesmo de estar construído, a população já o acolhia e esperava de braços abertos.

           A arquitetura de Rogelio Salmona pretendia respeitar e colocar em evidencia o entorno e a diversidade ali existente, além de recuperar os espaços públicos.

     A propósito do espaço arquitetônico, o centro conta com um programa que inclui: uma auditório para mais de 300 pessoas, salas acústicas e salas livres,para reuniões, ensaios e capacitações.

           No texto de María Elvira Madriñán, vemos uma clara admiração e respeito por projeto e autor, afinal a arquiteta também é presidenta da Fundação Rogelio Salmona. Assim, suas palavras nos contam as intenções do projeto e nos relatam, de modo abstrato sobre o resultado do mesmo. Mas essa duvida na conformação final do projeto, pode ser mais bem esclarecida através da observação de fotos e desenhos agregados na publicação.

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133.03 Toronto Canadá      ano 12, ago 2011

APRENDENDO COM O REGENT PARK

Por uma arquitetura e um urbanismo de miscigenação social
Maria da Silveira Lobo
 

        Em Toronto, no Canadá está localizado o Regent Park, com fins de alcançar a renovação do sistema de habitação social de Ontario, foi necessária a unificação do município e da província através da avaliação de mercado e com liberação de títulos da dívida pública, almejando patrocínio para as obras. Após a conclusão, o projeto foi descentralizado em 16 comunidades residenciais, administradas por gerentes que prestariam contas à um conselho de inquilinos.

         O bairro conta com um Plano de Desenvolvimento Social, este possui uma verba, além de um conselho consultivo que se reúne trimestralmente a fim de discutir questões pertinentes e ter reuniões com o conselho de moradores. Com o plano de revitalização do local, serão reconstruídas 2083 unidades de aluguel social e introduzidas 3300 unidades do mercado imobiliário, provendo assim moradia para um total de 12.500 pessoas numa comunidade de renda mista.

            Originalmente o bairro era próprio de uma comunidade de baixa renda, tomado por habitações de interesse social e com muitas barreiras para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. O novo projeto para o bairro foi concebido como uma localidade de rendas e culturas mistas, aberto e intergrado. De modo que está se renovando, adicionando novas ruas e parques para reconectá-lo à vizinhança e receber os novos moradores.

     Outro ponto importante foi a implementação do Plano de Desenvolvimento Social, que pretende envolver os moradores como um todo, evitando uma divisão – comum em grandes grupos.As escolas são um dos meios mais importantes de inserção desse plano,  podem permanecer abertas depois do horário a fim de realizar programas que envolvam a comunidade em geral.

            Logo no começo do desenvolvimento da proposta para o bairro, foi crida mais uma comissão – Comissão Central de líderes de agências comunitárias, onde membros da comunidade foram consultados – conselhos de pais, grupos religiosos, negociantes locais, fornecedores de serviços, residentes inválidos, viciados, sem-tetos, comunidades vizinhas, jovens, instituições escolares e de cuidados com infância.

      Na terceira fase de implementação do Regent Park será experimentada a mistura de moradores de aluguel imobiliário e de aluguel social numa mesma edificação. Até então as duas partes tem construções separadas, mas que se propõe a ter uma arquitetura que não as diferencie por tal caráter.

         Para a realização das obras de reurbanização, foi necessário desalojar alguns moradores, estes tiveram opção de permanecer no local com uma nova casa, ou se mudar para um local de sua escolha. Somente 5% dos moradores optaram por sair, os demais permaneceram no bairro ou entorno.

           E quanto aos equipamentos comunitários que pretendem se instalar na comunidade, estes devem apresentar um plano de negócios, de forma a provar que seus produtos serão acessíveis as pessoas de menor renda.

          A autora Maria da Silveira Lobo desenvolve um texto claro e conciso que em muito nos esclarece sobre a proposta do bairro, não deixando dados importantes de lado, resguardando sua opinião para os últimos parágrafos.

              A ideia do Regent Park, de misturar cultura e classes, a primeira vista pode parecer sonhadora, mas durante o texto fica claro que por traz de tal meta existe um projeto bem elaborado e pensado em muitos detalhes.

            Portanto, vendo esse segundo exemplo e ao mesmo tempo nos voltando para a obra de Rogelio Salmona, pensamos que talvez as falhas na introdução do Centro Cultural fiquem claras aqui.

             Uma obra arquitetônica ou urbanística, mesmo quando muito bem elaborada e que tenha um objetivo tão dificil, como mudar uma comunidade, será falha se decidir por trabalhar sozinha. A arquitetura e o urbanismo, são só um passo- ainda que importante – na caminhada que é mudar os hábitos de um grupo.

B D C A monravia_culture_center_medellin_61 E GV recorrido2a

FONTES:

http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/12.134/4230
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/12.133/4004

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