Contemporist

Por  Juliana Aragão e Deborah Gofert

Segundo o próprio site, Contemporist é uma celebração da cultura contemporânea, focada em arquitetura, design, arte e viagem. Alteraram o modo de profissionais na área do design industrial obter notícias e novidades. Suas publicações são estritamente online, e alegam ser pioneiros em pesquisas relacionadas a novos produtos e projetos por designers ao redor do mundo. Sua plataforma de publicação se estende pelo blog, Facebook, Twitter e feeds.

O site não disponibiliza informações sobre sua criação e história, apenas um breve link para mandar e-mails, anunciar propagandas e mandar trabalhos e resenhas para publicar no site. A única informação sobre o site é repetida em todos os sites, e seu único idioma é o inglês.

Estrutura do Site
No inicio da página, há uma faixa de anúncios diversos, não necessariamente sobre arquitetura. Ao lado, uma caixa para seguir as noticias do blog em diferentes sites e redes sociais. Há pouca propaganda, e estas se localizam do lado direito da página, em pequena escala, não comprometendo o espaço para as publicações. Na parte inferior da página, há uma faixa com as poucas informações sobre o site, link para contatos, pesquisa no blog, links para seguir em redes sociais e mandar trabalhos e resenhas.

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As matérias são expostas de forma sucessiva, com o nome do projeto, data de publicação, uma breve descrição do autor, localização da obra e uma imagem. Abaixo da foto, um link direciona para a matéria completa, onde há um texto descritivo da obra, e um memorial dos autores, com imagens, desenhos técnicos e textos explicativos.

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Essas matérias são divididas em temas: Arquitetura, com projetos variados, de diferentes estilos, dentro da contemporaneidade. Em Design, objetos funcionais e móveis. Em Arte, nota-se que as obras são basicamente esculturas, e em Viagem, projetos de hotéis em diferentes partes do mundo.
Na página principal, essas matérias estão misturadas. Em uma barra superior, esses assuntos estão divididos em tópicos, filtrando as matérias por tipo. As postagens são feitas praticamente diariamente.

Pontos Positivos:

– Aparência limpa, leve, não carregada, o que o torna sofisticado.
– Pouca propaganda
– Textos bem explicativos
– Fotos com ótimos resolução e ângulos
– Desenhos técnicos na maioria dos projetos
– Matérias distribuídas em diferentes sites
– Projetos ao redor do mundo, sem concentração de localização
– Bem organizado e estruturado
– Atualizado frequentemente
– Layout

Pontos Negativos:
– Alguns projetos são muito parecidos
– Ausência de imagem humana nas fotos
– Linguagem somente em inglês
– Não possui matérias escritas, de reflexão. São textos imparciais sobre os projetos
– Não há muita diversidade na escolha dos projetos – foco em obras privados
– Algumas plantas sem norte e sem escala
– Imagens sem fonte
– Textos copiados do site do escritório

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Mediterrani 32

Daniel Isern

Ano do projeto: 2012

Localização: Sant Pol de Mar, Espanha

Fotografia: Adriá Goula

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O contemporist fornece um texto escrito pelo próprio arquiteto, em que ele cita Claude Montet explicando que, para ele, uma paisagem não existe por si só, uma vez que sua aparência muda a cada momento, que o que a traz a vida são a luz e o ar que variam continuamente.

O projeto desta residência envolveu construir em um terreno íngrime (a inclinação é de quase 100%) cercado por pinheiros com um orçamento apertado e uma vista maravilhosa. Outro aspecto importante para Isern durante o projeto foi a terra e as suas perspectivas em constante mutação, as mudanças com o passar das horas, a cor das árvores, o movimento do sol e as sombras produzidas.
Todos os fatores citados a cima levarem Isern a fazer uma planta que combinou as árvores existentes no local e emergiu de um tronco bem ancorado a terra, de modo que a casa abre-se em ramos a cada andar, e cada ramo vira o terraço do andar superior e o pórtico do inferior.
Assim, o edifício formado é muito formal. Há vigas enormes para vencer os vãos que se abrem para a floresta e o oceano que se encontram ao redor da casa, confundindo o exterior com o interior.
A residência é composta de concreto, ferro, madeira e pedra, combinado de maneira e enfatizar o caráter de cada um.

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  Planta Pavto. 1

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Planta Pavto. 2

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Planta Pavto. 3

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Planta Pavto. 4

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Corte Transveral

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Corte Longitudinal

A casa parece integrar-se muito bem a paisagem apesar de sua aparência industrial. Sua grande transparência revela um espaço muito luminoso e brilhante. Apesar de possuir 4 pavimentos, a casa acontece majoritariamente no 2o e no 3o – no primeiro, há apenas um pequeno estar, uma mesa e a circulação vertical, presente em todos os andares. O segundo andar é uma grande suíte. A cozinha, um lavabo e a sala de estar se localizam no 3o pavimento, e o 4o é apenas uma varanda. Todos os pavimentos possuem varandas, alternando o lado de um andar para o outro. De forma geral, há um grande uso de portas de correr de vidro, o que ajuda a trazer o exterior para dentro da casa.

Villa V

Paul de Ruiter

Ficha Técnica:
Localização: Bloemendaal, Holanda
Áre construída: 489m2
Ano do projeto: 2011
Fotografia: Tim Van de Velde
Engenheiro estrutural: Quinten R. Wildeboer
Design de interior: i29 interior architects

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Segundo o arquiteto, Paul de Ruiter, desde o começo do projeto ficou claro que o terreno e a paisagem ao redor deveria ser preservada ao máximo. Uma base foi criada para a casa, e o piso térreo está semi posicionado na barreira do terreno. O primeiro andar se posiciona acima do piso térreo, que é parcialmente envidraçado, e sobre a parte superior do terreno.

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Ambas as fachadas Sul e Norte do primeiro andar são feitas de vidro, enquanto as fachadas Leste e Oeste possuem um caráter fechado. Essas áreas fechadas são feitas de madeira sustentável. As áreas envidraçadas em ambos os pavimentos contém componentes deslizantes excepcionalmente grandes, que atuam como grandes portas e janelas. Os detalhes de marcenaria e caixilharia foram reduzidos ao mínimo, fazendo com que as grandes fachadas de vidro possuam uma conexão entre o interior e o exterior, experimentando o um contato tangível da casa com a natureza. As aberturas, tanto no pavimento superior, quanto na própria configuração do terreno fornecem máxima insolação em todos os quartos.
Um fator importante da Villa V é a atenção dada a energia. Uma estrutura eficiente e compacta foi projetada com ótima insolação. Toda a energia disponível é usada – há um sistema de armazenamento geotérmico da energia, uma bomba de calor e placas solares no telhado.
Grande parte do material utilizado pode ser considerado ecologicamente correto, como os revestimentos do primeiro andar (foi usado uma cera de madeira especial), os caixilhos (feitos de carvalho francês) e elementos no interior (foi usado madeira compensada folheada). Isso é o que o arquiteto afirma, porém a única madeira de reciclagem é a usada na entrada e na garagem, cuja origem é um antigo navio achado em uma companhia de demolição em Brabante do Norte, uma cidade na Holanda.

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Planta Subsolo

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Planta Pavto. Térreo

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Planta Primeiro Pavimento

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Corte Longitudinal

De acordo com os desenhos a cima, é possível observar que há uma garagem no subsolo, com alguns depósitos. O pavimento térreo é reservado para a cozinha, sala de jantar e uma sala de estar com apenas uma mesa circular. O segundo pavimento não tem o seu uso muito definido, com apenas a suíte principal, uma lareira central e um banheiro indicados, porém pode-se entender como espaço para mais 3 quartos e uma sala de estar com sofá. Pode-se perceber que a circulação vertical é toda feita por uma única caixa e que sua lateral a acompanha com um pé direito duplo e que parte do 1o pavimento está em balanço, fornecendo uma cobertura para a parte externa no térreo.

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Estação de Metrô Rei Abdullah

Zaha Hadid

Ficha técnica:
Localização: Riyadh, na Arábia Saudita.
Área: 20.434 m²
Níveis: 4 superiores e 2 no subsolo

Com mais de 5 milhões de habitantes, a população da cidade de Riyadh ultrapassou o dobro, desde 1990. Para conter a grande concentração populacional, a prefeitura vai construir um novo sistema de transporte público, cujo projeto é retratado a seguir.

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Essa nova estação, da linha 6, servirá como ligação entre as linhas já existentes, Linhas 1 e 4 (para passageiros destinados ao aeroporto). O monotrilho pode também ser acessado pela estação por uma ponte. Há 6 plataformas, 4 pavimentos públicos e dois níveis de estacionamento no subsolo. O metrô estará integrado ao contexto urbano de acordo com o distrito financeiro, respondendo à demanda funcional de um centro de transporte de várias modalidades.

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O projeto se estende além da simples tipologia de estação de metrô, enfatizando a importância da edificação como um espaço público dinâmico e multifuncional; não apenas um espaço intermediário de apenas rápida transição da população, mas sim um espaço público com certa dramaticidade para a cidade.

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O design do edifício localiza a estação no centro de uma rede de caminhos, pontes e outras linhas visadas no plano de massas do projeto. Diagramas conectivos e de tráfego através do local foram mapeadas e estruturadas para delinear rotas de pedestres para a estação, otimizando circulação interna e evitando congestionamento. A configuração resulta numa trama tridimensional, definida por uma sequencia de fluxo de pedestres, a partir da repetição e variação da frequência diária fluida pelo tráfego, que atua como a coluna de circulação do edifício.

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O padrão da fachada reduz a insolação, enquanto sua geometria perfurada contextualiza a estação com seu ambiente cultural. A composição se assemelha a generalidade de um deserto, com seus ventos e dunas de areia, onde múltiplas frequências e repetições geram um complexo conjunto de formas naturais.

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Os três projetos são muito distintos entre si. O projeto da Zaha Hadid foi escolhido por ser um dos únicos espaços públicos no blog. A residência Mediterrani 32 apresenta características diferentes, que foram elaboradas especialmente para este projeto, enquanto a Vila V possui uma apresentação mais comum nos dias de hoje, que traz ao leitor a sensação de “já te vi”, porque muitos projetos atualmente têm uma aparência muito semelhante. De forma geral, gostamos muito dos 3 projetos aqui retratados.

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