Plataforma Arquitectura

Por Eduarda Moraes e Thaís Martoni

O blog Plataforma Arquitectura foi criado em Fevereiro de 2006, com a finalidade de todos os dias colocar em discussão o melhor da arquitetura chilena e internacional, notou-se que sua repercussão chegara a diversos países, superando 10.000 visitantes diários. Decididos então a expandir as barreiras linguísticas, criaram ArchDaily, buscando também levar suas informações até os arquitetos que não dominam a língua castelhana nativa.
Seus criadores estão sempre dispostos a trazer ainda mais a discussão, debate e divulgação da arquitetura, acreditando ser esta, uma excelente ferramenta para fazer uma troca eficaz de pontos de vista e opiniões de arquitetos de todo o mundo. O blog conta com uma equipe de diretores – David Assael e David Basulto, editor chefe – Giuliano Pastorelli, editores de conteúdos e colaboradores. Sendo pessoas influentes no mundo da arquitetura e design.

O site

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A pesquisa por projetos é facilitada por uma lista organizada através de diferentes categorias como, por exemplo, paisagismo, edifícios, tecnologia e materiais, sustentabilidade, estruturas, interiores, iluminação, entre outros. Na página principal, ao lado da apresentação dos projetos temos uma relação de publicações referentes à arquitetura, publicidade de patrocinadores, uma relação do blog com algumas redes sociais e outros blogs que tratam do mesmo assunto.
Na parte superior encontramos uma relação de projetos em destaque e ao longo da página as publicações mais recentes com título, ficha técnica do projeto e fotos, tendo a opção de continuar lendo, onde é possível ver também um texto referente ao projeto e seus desenhos técnicos como cortes, plantas, elevações, etc.

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O site está apresentando o Projeto do Ano 2013, uma pesquisa que tem sido realizada há cinco anos, onde se elege o melhor da arquitetura latino-americana. Entre mais de 700 obras notáveis que fazem parte da competição, foram selecionadas 15 finalistas. Estas obras representam excelente qualidade na arquitetura da América Latina e Espanha. Até 06 de junho o público pode votar e escolher o projeto que julgar ser o maior representante de uma arquitetura de qualidade. (Na data da visualização o site não estava disponibilizando os projetos finalistas).

Apresentação dos Projetos
Os projetos são apresentados nas matérias com breves textos explicativos, sem aprofundar muito nas tecnologias empregadas, materiais, entre outros. Porem, as matérias em sua maioria apresentam um vasto relatório fotográfico, o que facilita a leitura e entendimento dos projetos. Apresentam também desenhos técnicos.

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Projetos Selecionados

CASA VANOV

Arquiteto: 3+1 architekti
Localização: Vanov, República Checa
Área: 134.0 m2
Ano: 2012
Fotografias: Pavel Plánička, Cortesía de 3+1 architekti

A equipe de design de 3 1 architekti desenvolveu a residência famíliar em Vanov, República Checa. Construído em uma área de 134 metros quadrados, na colina íngreme basalto acima da vila, a casa inspira tranquilidade.

A nova residência continua a história da casa original, construída originalmente aqui pelos avós do proprietário. É um lugar de refúgio e meditação com um grande terraço coberto e grandes janelas que oferecem uma excelente relação interior-exterior. Os interiores são contemporâneos e minimalista, como se tudo o que realmente importa é a serenidade dos belos cenários naturais.

É uma casa de difícil acesso, localizada em uma encosta íngreme acima da aldeia de Vanov. A casa se cria em uma harmonia composta por fragmentos de natureza, dos barcos no rio, da casa antiga e da nostalgia, de modo que a casa nova é uma continuação da história da casa original.

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SENTMENAT

Arquiteto: MIRAG
Localização: Barcelona, Espanha
Autores: Pau Millet & Xavier Ramoneda
Colaboradores: Roberta Rech, Valeria Piccardo, Marta Grau
Arquitetos Técnicos: GPCat Toni Floriach y Beth Bacardit
Estruturas: GPARQ
Instalações: Oriol Ruiz Dotras
Promotor/Instituição: Obra social ‘La Caixa’ (Programa ‘Alquiler Asequible’)
Construtora: INBISA
Área: 18300.0 m2
Ano: 2011

Programa de 91 apartamentos divididos em 4 blocos dentro de um planejamento previamente definido em Sentmenat, Barcelona. A distribuição simétrica dos blocos é alheia ao entorno. Não se podia alterar o volume dos quatro edifícios e, por essa razão, o objetivo do projeto era fornecer qualidade projetual com a criação de uma fachada dinâmica e paralelamente resolver as necessidades que um complexo habitacional requer. Para isso, os quatro edifícios foram concebidos como volumes independentes e as fachadas são vistas como um conjunto de planos e os apartamentos têm espaços interiores de qualidade.

Quanto ao programa, as duas unidades do bloco 01 abrigam cinco apartamentos por andar e, no térreo, acesso ao estacionamento. As duas unidades do bloco 02 acomodam quatro apartamentos por andar, seis no térreo e também acesso ao estacionamento. A área útil dos apartamentos varia entre 55m² e 77m². O espaço central, aberto e acessível, é como um pátio local protegido do exterior pelos apartamentos térreos.

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CASA DE PRAIA

Arquiteto: David Barr, Ross Brewin
Localização: Perth, Austrália
Área: 150.0 m2
Ano: 2012
Fotografias: Robert Frith

O conceito do projeto é baseado em uma crítica a seu contexto suburbano, respondendo às características específicas do local e especificações dos clientes. Localizada no extremo sul da cidade de Perth, local que se encontra em processo de rápida transformação, a casa desafia as convenções locais de moradia unifamiliar. É pequena e elevada acima do solo, não é de tijolo, não tem paredes na frente nem porta de entrada na garagem. Fica sobre um afloramento natural de pedra calcária, permitindo tirar o máximo proveito das vistas para a costa, criando um jardim sob a sombra da casa.

O projeto atende ao pedido do cliente de ter uma casa de subúrbio com a informalidade de uma casa rural, de forma a se sentir perto da praia, mas aproveitando o acesso aos serviços oferecidos nos subúrbios. Além disso, o projeto tem um adicional sob a casa na parte posterior que pode ser convertido em um quarto extra, uma sala de jogos ou um escritório.  Faz-se referência à escala e materiais humildes das casas de praia que antes definiam o local. No entanto, a casa é elevada acima do nível do solo em contraste dinâmico com as casas de referência e as vizinhas que ficam diretamente sobre o solo. Sua forma aparentemente simples se abre através de uma série de gestos formais que permitem a entrada de luz, ar e vistas controladas dentro e fora da casa, garantindo privacidade e sombreamento.

De acordo com a tradição do lugar, a parte inferior da casa contém os gabinetes funcionais. Na parte de cima, a planta é dividida em uma área privada no leste e área familiar no oeste, incluindo uma sala de estar ao ar livre que facilita a integração interior/exterior que oferece o clima da cidade. Essas áreas são divididas por um corredor contínuo como uma “coluna vertebral”, um elemento que contém a cozinha, dispensa e serviço, alargando na extremidade sul para formar um canto de estudo.

Sua estrutura é de aço galvanizado “zig-zag”. Este elemento fornece, principalmente, reforço estrutural, mas também tem características arquitetônicas lúdicas e expressivas abaixo da casa. O desafio econômico fundamental do projeto surgiu da intenção de maximizar as vistas sobre os arredores e de preservar e incorporar o afloramento existente de pedra calcária. Isso levou a projetar uma casa pequena e compacta, para compensar o aumento dos custos associados à construção da estrutura de aço. Além disso, os acabamentos externos visam atingir um equilíbrio entre a baixa manutenção e baixo custo, incluindo aço galvanizado, chapas de cimento e aço Colorbond.

O principal fator que contribui para o consumo de energia em casa é o aquecimento e resfriamento do interior. Com menos de 150 m2, consome muito menos energia do que a média das casas na Austrália. Maximizando seus benefícios passivos através da orientação solar e da ventilação natural. O projeto utiliza madeira reciclada a partir de fontes renováveis ​​para o piso, paredes e mobiliário. A iluminação artificial é LED de menor consumo de energia e manutenção, enquanto o projeto paisagístico incorpora espécies costeiras nativas que necessitam de rega mínima. Além disso, o calcário existente foi utilizado como uma parede de contenção natural, causando alteração mínima no terreno.

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BLOG: www.plataformaarquitectura.cl

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