OMA X JKMM

A+U
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A revista A+U, architecture and urbanism, é de origem japonesa, mas seus exemplares são publicados em inglês e japonês simultaneamente. Seu foco esta em apresentar diversos projetos, premiados e renomados, de grandes escritórios. Exibe um vasto material fotográfico, assim como desenho de plantas, cortes, croquis e detalhes construtivos, o que reforça seu foco nos projetos de fato, apresentando poucos discursos, debates, ou textos teóricos. Quase não existe publicidade alguma ao longo de seus exemplares, o que a torna dinâmica e de agradável leitura. O site da revista (https://www.japlusu.com/) também apresenta vídeos que complementam o material publicado em relação aos projetos apresentados em suas edições

MILSTEIN HALL     @     CORNELL UNIVERSITY

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OMA Milstein HALL – APP (College of Architecture, Art, and Planning) Cornell University in Ithaca, NY

O Milstein Hall é a unica nova edificação, em 100 anos, projetada para a renomada faculdade de arquitetura de Cornell, em Ithaca, Nova Iorque. Seu projeto é um anexo situado em meio dos prédios da estrutura já existente, unificando o espaço e estabelecendo uma confortável relação entre as áreas externas e internas, com conexões e acessos diversos. O projeto acrescenta uma área útil de aproximadamente 4366 m2 reservados para estúdios, espaços para galerias, oficinas e um auditório.

O foco do projeto foi a criação de um espaço interdisciplinar, sendo assim, as salas, estúdios e galerias são amplas e integradas, para que se tenha um compartilhamento da inovação, ao invés de um isolamento da produção criativa.

O prédio propriamente dito é composto por uma grande caixa elevada de estética modernista, com conexão ao segundo pavimento dos Sibley e Rand halls, conectado também com um acesso direto pela university Avenue, onde foi criada uma baia destinada para embarque e desembarque ônibus, estabelecendo também uma relação direta com a cidade.

O edifício se conecta a todos os outros quatro prédios da faculdade, criando a percepção de um único complexo. Objetivo idealizado e conquistado com êxito pelos arquitetos envolvidos no projeto.

Além do foco na integração dos espaços, o Milsten Hall também está diretamente integrado ao sistema publico de transporte, utiliza vastamente a iluminação natural (as luzes artificiais são automaticamente apagadas quando sensores captam luz natural suficiente para realização das tarefas a serem realizadas nos espaços), foi estruturado com aço reciclado, tem um sistema de resfriamento que reutiliza a água do rio local, entre outros artifícios que o qualificam como uma arquitetura de boa pegada sustentável.

Arquitetos : OMA
Local: Ithaca, New York, USA
Cliente: Cornell University, College of Architecture, Art and Planning (AAP)
Área do projeto : 4,366.4429 sem incluir projeto existente  t
Ano: 2009-2011 

City Library in Seinäjoki / JKMM Architects

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O projeto de ampliação da city library situada no centro cívico de Seinäjoki na Finlândia foi resultado de um concurso, que teve como foco a integração do projeto original de Alvar Aalto de 1965, com a proposta realizada em 2008 , pelo escritório vencedor da competição JKMM Architects.

A intenção do projeto, além de suprir a carência de espaço para realização das atividades da biblioteca, também estava em criar áreas versáteis e flexíveis, que proporcionem espaços de convívio e de troca de experiências e informações, além de adaptável e integrado ao espaço publico e a estrutura ja existente, formando um único complexo. Atenção especial foi dada a inclusão de material para crianças e jovens, chave para a versatilidade do espaço.

A nova estrutura é composta de três espaços principais: Um terraço para leitura; Uma área reservado para eventos e descanso; Área de exposição da coleção de livros da biblioteca (que esta conectada por uma passarela subterrânea com o prédio antigo).

O terraço para leitura abrange dois diferentes aspectos: A importância de uma área que proporcione encontros e trocas de informação e a eficiente conexão deste espaço com a estrutura do antigo prédio da biblioteca.

Os espaços internos são sutilmente divididos pelas relações de nível, usando de um desenho de planta aberto e totalmente integrado.

Arquitetos: JKMM Architects
Local: Seinäjoki, Finlandia
Arquiteto Principal : Asmo Jaaksi – Architect SAFA
Design Team: Teemu Kurkela, Samuli Miettinen, Juha Mäki-Jyllilä, Aaro Martikainen (project architect), Teemu Toivio (project architect) –
Arquitetos SAFA, Harri Lindberg – Arch. Student, Päivi Meuronen (interior design) – Interior Architect SIO
Area: 430 m2
Ano: 2012

Edição : Felipe M. / Rafael C.
2013 -09

“F**K CONTEXT”

THE ARCHITECTURAL REVIEW 

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A revista The Architectural Review foi fundada em 1896 – século XX. Suas questões iniciais tinham a intenção de uma discussão verbal e visual da arquitetura. Em 1900 esta podia afirmar que era a única revista no Império Britânico a lidar com a essência artística da arquitetura, separadamente de seu lado empreendedorial. Uma crítica que é verdadeira até hoje.

Na sua primeira década os exemplares eram compostos de fotografias e desenhos técnicos, ilustrando diversos estilos arquitetonicos.

Já na década de 1960 e 1970 a revista enfrentou um crescente perigo comercial. Para reposiciona-la foi feita uma grande cobertura – com ensaios fotográficos e projetos detalhados – sobre as soluções sugeridas para os males causados pelo pós-guerra. Estes projetos, hoje podem ser vistos como arrogantes, pois os arquitetos acreditavam que poderiam construir uma nova sociedade através da imposição de uma arquitetura iluminada.

Durante os anos 1970, a revista viveu um período de auto-crítica típica do final do modernismo, e agravada por suas pretensões de ser um simples registro, e não uma porta-voz da vanguarda.

Na década de 1980, a revista havia recuperado o foco, se recriando em um formato temático, em que os edifícios foram agrupados por função. Foi nesse período que a AR recuperou a sua superioridade intelectual e visual, com edições especiais sobre o meio ambiente, paisagem, arte, ecologia, arquitetura e clima, indicando um compromisso com questões ambientais.

Mas a profundidade da discussão dada aos edifícios, como em Londre, Hong Hong, deixou claro qua a última parte do século também dava boa importância à alta tecnologia.

Hoje em dia, uma década após o novo século, o pluralismo, parameticismo e plágio é o que esta em alta, embora a revista ainda pareça cética em relação ao modismo, acredita que a arquitetura é em sua essência uma arte socialmente responsável.

Como em todos os meios de comunicação é difícil dizer o quanto a AR tem publicado de ideais de várias gerações. No entanto, mesmo com o tempo, ela mudou de formato, design e pessoal muitas vezes, mas ainda mantém constância e continuidade.

THE POWER OF NETWORKS

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Em comum com muitos aspectos da civilização moderna, a arquitetura perdeu seu propósito de enriquecimento, levando a anemia tóxica. Na tentativa de restabelecer o devido lugar da arquitetura na cultura, como uma arte verdadeiramente qualitativa, quantificável e sustentável, devemos olhar mais profundamente e redefinir o que é ser humano e que tipo de vida que queremos levar.

Testemunhemos o problema da universalização: um subproduto tóxico do processo de globalização. Claro, hoje estamos familiarizados com copos de Starbucks e Oreos, mas o que isso significa para a arquitetura e urbanismo contemporâneos? Será que todas as cidades em breve  terão a mesma aparência familiar ditada por “ARCHSTARS” como Hadid e Koolhaas?

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A famosa resposta à esta pergunta, que ganhou grande popularidade no final do debate pós-modernista, foi chamada de REGIONALISMO CRÍTICO. Ele defende acima de tudo, o lugar como uma força fundamental na formação da arquitetura moderna e design, reconectando-a com as forças naturais e culturais específicas. Nas palavras de Kenneth Frampton um dos seus principais focos era que: “A estratégia fundamental era limitar o impacto da civilização universal com elementos derivados indiretamente a partir das peculiaridades de um lugar particular.”

Decorre do que foi mencionado que o regionalismo crítico depende de um alto nível de auto-crítica consciente. A inspiração pode ser encontrada em elementos como a variedade e qualidade da luz local, em uma tectônica derivada de um modo estrutural peculiar, ou na topografia de um determinado terreno.

Regionalismo crítico teve um impacto notável, proporcionando uma lente útil para envolver e trazer muitos experimentos no final do século XX,  equipando a nova geração com uma nova inspiração. No entanto, sua força propulsora parece ter  evaporado. Hoje nós vivemos na era da “starchitecture”, que  preocupada com seu crescimento,  é focada em enfeitar os skylines de cidades no mundo inteiro com a sua cota de ícones assinados por nomes renomados.

Em certo sentido, o regionalismo crítico foi vítima do seu próprio sucesso, assim como seus líderes, que começaram a construir internacionalmente . Como é que Zaha Hadid, arquiteta Iraquiana,  projeta hoje monumentos na cidade sacra de Roma? O DNA começa a desvendar o momento em que é reproduzida. As minúcias do lugar não podem se tornar uma assinatura, se há uma expectativa de trabalhar em uma região diferente. Ou, de forma mais sucinta, é a linha tênue entre “especificidade” e “inflexibilidade”. Como estes edifícios estão espalhados por todo o mundo, aparentemente de forma aleatória, que parece ser uma realização radical da retórica inflamatória Koolhaasiana: arquitetura não faz mais parte do lugar, ‘FUCK  CONT.

Ela existe, no máximo, ele convive.

ESTUDO DE CASO: MAXXI BY ZAHA HADID

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Três anos após a sua construção, Maxxi da Zaha Hadid permanece talvez o exemplo mais inovador da arquitetura moderna na Itália, uma alternativa emocionante para os milhares de exemplos da velha arte e da arquitetura ” séculos em todo o país e uma afirmação animadora que a criatividade humana é viva e vai bem na Itália moderna .”

Como uma nave espacial futurista que pousou no Flamino, um bairro de Roma, o Maxxi apresenta ” um campo de prédios acessíveis a todos, sem limite definido entre o que está ” dentro ” e o que é “fora” . Esta é uma excelente demonstração da metodologia paramétrica empregada por Zaha Hadid e seu parceiro Patrick Schumacher, habilita e proporciona uma notável forma flúida, que permite o museu torcer e girar para caber dentro do espaço confinado de edifícios pré-existentes. Este museu nacional dedicado à arte do século XXI tem recebido elogios em todo o mundo, o jornal The Guardian saudou como “uma obra-prima que pode se equiparar às maravilhas antigas de Roma”.

É uma tragédia romana por excelência, portanto, que seis meses depois do momento da escrita deste , o Maxxi foi ameaçado de fechamento imediato devido a um enorme buraco percebido em suas contas. Apesar do fato de que este brilhante exemplo da arquitetura global contemporânea atraiu mais de 450 mil visitantes em 2011 e ganhou o prestigiado Prêmio Stirling, o futuro do museu tem sido posto em risco pela atual crise econômica que tem prejudicado o financiamento público na Itália. Em outubro de 2012, o Banco Central italiano admitiu que a dívida nacional totalizou 33.081 Euros por cada pessoa que vive na Itália. Não surpreendentemente, isso fez com que o governo de Mario Monti fizesse cortes ao financiamento das artes públicas.

Nestas circunstâncias terríveis, o futuro da obra-prima de Zaha é incerto. A nova comissária ministerial, Antonia Pasqua Recchia , decretou que o financiamento inicial reservado para o museu foi considerado “extraordinário” e que a partir de 2012 , a fundação que executou o Maxxi deve confiar num financiamento comum (ou seja, reduziu significativamente).

Parece que o financiamento do governo será cortado a partir de 11 milhões de euros para 6 milhões de euros, e esta linha da vida financeira pode ser posta em prática por apenas mais dois anos.

Nem este é o único problema enfrentado pelo Maxxi . Um arquitetônico tour de force, sem dúvida que é, mas a programação do edifício foi severamente atrasada por pára-arranca de fluxo de caixa do governo italiano. Como consequência, o Maxxi foi concluído em 2009, mas concebido há 10 anos, o que significa que em alguns aspectos, já estava desatualizado na sua abertura. Isso significa que o edifício é falta de credenciais verdes, agora esperados de todos os edifícios novos. O Maxxi é incapaz de satisfazer as próximas normas da Directiva 2010/31/CE (19 de maio de 2010), relativas ao desempenho energético dos edifícios, que exige que a partir de 31 de dezembro de 2018, todos os novos edifícios ocupados e detidos pelas autoridades públicas devem ter energia nominal próxima de zero. Que impacto isso terá sobre o Maxxi e como ele será percebido e visto no futuro ? Sua imagem de modernidade impressionante e fusão com o meio ambiente pode ser severamente prejudicada.

Outro problema enfrentado pelo Maxxi é que ele é um pouco artisticamente isolado, suas exposições são muitas vezes planejadas sem referências à outros museus nacionais de arte contemporânea . Quando se trata de planejamento de exposições e promover as artes, o museu tende a seguir seu próprio caminho. Crédito deve ser dado ao Maxxi para hospedar o Premio Italia, um prêmio para promover jovens artistas, e também para o fato de que ocorre em conjunto com o MoMA e MoMA PS1, o Programa Jovens Arquitetos (YAP,) para apoiar o talento arquitetônico emergente. No entanto, para todos estes empreendimentos cooperativos , até agora, o Maxxi não conseguiu produzir uma única exposição, verdadeiramente popular apelando para o homem da rua . Sua coleção de arte não tem sido particularmente representando o melhor da arte contemporânea. Trata-se do comum, estrelas do cenário artístico internacional (por exemplo, Anish Kapoor, William Kentridge e Gilbert e George). Além disso, as duas primeiras grandes exposições feitas no Maxxi foram dedicadas, uma vez à um ordinário pintor e artista de instalações, Gino De Dominicis e ao arquiteto Luigi Moretti, um modernista, ao invés de um contemporâneo, que morreu quase 40 anos atrás. Quando os artistas de renome, como Doris Salcedo e Michelangelo Pistoletto mostraram o seu trabalho, suas exposições não foram concebidos com o Maxxi especificamente em mente, mas para outros públicos , como aqueles que visitam a Tate Modern em Londres, ou o Muaca na cidade do México. Se o Maxxi for capaz de encontrar a segurança financeira a longo prazo, ele precisará encontrar sua própria voz em termos de exposições que acolhe, para trazer visitantes romanos e estrangeiros em número muito maior .

Há esperança nas mudanças recentes . Em dezembro de 2012, Beatrice Trussardi e Monique Voluta foram nomeadas para o Conselho de Administração da Fondazione Maxxi  para trabalhar ao lado da presidente do Maxxi, Giovanna Melandri . Uma característica interessante deste conselho é que ele é todo do sexo feminino e isso pode ajudá-lo a se libertar da política artística bastante conservadora até agora, perseguida por aqueles encarregados de expor no Maxxi. Nova promesa de bordo para ser catalisadora da criatividade contemporânea e para reposicionar o Museu internacional. Parece que o objetivo será o de transformar o Maxxi em um italiano Tate Modern, por fortalecer a colaboração com o MoMA Ps1 e forjar outras parcerias criativas.

Qualquer outra coisa, uma mudança seminal parece assegurada. Como muitos outros museus, por exemplo o MoMA desenvolvido pela família Rockefeller, o Maxxi é agora obrigado a ser muito mais dependente de patrocínio privado e corporativo. O fechamento do Maxxi foi evitado na última hora em 2012, por doação de seus membros de instituições e novos patrocinadores como Fendi e Japan Tobacco, que compraram o prestígio de apoiar o Maxxi. O sonho de um museu administrado democraticamente executado pelo povo e subsidiado pelo Estado está morto, o que aumenta as preocupações de que isso pode resultar em uma administração muito mais elitista executada pelos ricos e poderosos da sociedade italiana. Do futebol para a política à arte elevada, esta é uma história italiana muito familiar.

EGO DO FUTURO

Enquanto a resposta do regionalismo crítico pode estar desatualizada, as principais questões por trás dele são mais urgentes do que nunca.

Se Frampton coloca a sua teoria sobre as ‘peculiaridades de um determinado lugar’ poderíamos responder a teoria com ‘as peculiaridades de uma rede particular?’ Poderia esta abordagem fornecer uma nova resposta para o velho problema da universalização? Com as tecnologias de hoje temos ferramentas que fortalecem a ‘especificidade da rede.’

Dentro dos limites conceituais da ‘especificidade da rede’ local, esta seria automaticamente manifestada através da lente humana – em outras palavras, através da rede vibrante de pessoas que contribuem para um projeto. Nos anos recentes, a análise científica complexa tem-nos mostrado que as redes de interação humana são baseadas localmente.

É o que o antropólogo Christopher Kelty, focado na área da tecnologia descreve como um público de recursos ‘uma comunidade aberta que é resultado e também gerador de redes.’ A capacidade de uma rede para conectar as pessoas através de escalas parece fornecer uma nova forma de mediação entre o global e o local.

Enrico Beer Boimond e Julia Stecca

ProjetoDesign-Estela e Thais

PROJETO DESIGN é uma revista brasileira que nasceu a partir do jornal Arquiteto, de 1972. Mas a edição nº 1 de PROJETO circulou em 1977.

São publicadas 12 revistas no ano com valor de R$ 29,00.

Neste ano de 2013 a revista apresenta um novo projeto gráfico, com o conceito de “menos é mais” no novo projeto gráfico:

– uma cor por edição, em vez do somatório cromático das seções;

 

– mais áreas em branco são os instrumentos para uma experiência de leitura fluida, segmentada e aprofundada de imagens e textos;

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– a nova família tipográfica é composta pela fonte serifada Calluna, utilizada no corpo do texto de todas as seções da revista, e pela Clan-Thin e InterFace DaMa que, respectivamente nos pesos light e bold, configuram os títulos das matérias.

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Sumário é composto por duas caixas sendo uma destacada com a cor da edição contendo informações e ficha técnica da revista e a outra indicando as matérias e páginas.

A revista conta também com uma parte chamada “Seções” que esta segregada ao longo da revista, podendo conter notícias de arquitetura, produtos e charges.

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As campanhas publicitárias não estão concentradas, pelo contrário, estão entre as reportagens até mesmo entre uma reportagem. Da capa ao sumário possuem pelo menos 3 folhas de publicidade.

Na capa: foto ilustrando a principal matéria abordada na edição + número da edição + matérias. Em formato A4.

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Matéria: A INVENÇÃO DO PROGRAMA- Edição 401

A matéria escolhida compara três tipos diferentes de edifícios residenciais: o primeiro um conjunto habitacional no Jardim Elite em São Paulo, o segundo o edifício “360” de alto padrão de Isay Weinfeld e SPBR e outro edifício “Casa Pico” na cidade suíça de Lugano.

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  • O conjunto habitacional feito pelos escritórios MMBB e H+F , teve inicio da obra em 2008 e conclusão em 2013 .

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Um incêndio que ocorreu na região da favela em 2007 foi o estopim para prefeitura remover mais de 700 famílias.

A SEHAB, CDHU e a Caixa econômica federal fizeram um mapa de distribuição dessas famílias. Sendo que no local da favela um edifício com 252 unidades e três equipamentos públicos (creche, unidade de saúde e um restaurante-escola) seria construído.

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A organização do programa se da em dois lotes assimétricos com frente maior voltada para Av. Jornalista Roberto Marinho

A população teve participação absolutamente relevante nas decisões de projeto, por exemplo, o restaurante-escola foi uma demanda popular , assim como o fato dos moradores serem contra a criação de quitinetes ou apartamentos de um dormitório. Definindo, portanto, o quadro qualitativo do complexo: dois dormitórios, sala, cozinha, área de serviço, com aproximadamente 50m2.

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Os escritórios por sua vez, também tinham condicionantes, uma dela a não construção de muros no projeto e sim o convívio entre as áreas do condomínio, com o térreo (serviços).

As duas laminas possuem 17 pavimentos com 4 andares a ele intercalados, voltadas para famílias com menor renda. Os acessos ocorrem pela rua interna e os apartamentos se assemelham na organização interna, no tipo construtivo e nos materiais. A insolação é conveniente a aos dormitórios.

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A dinâmica residencial é identificada ora pelo grafismo da fachada, dada pelo brise, ora pelos volumes sobressalentes das laminas.

  • Por outro lado, o edifício residencial em Lugano, Suíça, do escritório SPBR.

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Opacidade e transparência alternam-se nas faces do Casa Pico, definidos por painéis de madeira e vidro, fazendo com que a volumetria seja desprovida de elementos sólidos.

O terreno de formato irregular (polígono de 7 lados) e cerca de 1000 m2. O edifício possui 6 pavimentos, sendo que três andares comportam dois apartamentos e os  outros três pavimentos mais altos abrigam um apartamento por andar.

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No térreo esta localizado um escritório locado em um cota ligeiramente abaixo da cota do térreo em meio a um jardim.

Os pavimentos subterrâneos são ocupados pela garagem ventilada e iluminada naturalmente.

A estrutura o edifício é composta por basicamente duas paredes de concreto em formato de “T” e pilares cilíndricos complementares. Assim, as lajes dispensam o uso de vigas.

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  • O EDIFÍCIO 360º localizado em São Paulo, concluído em 2013, projeto de Isay Weinfeld, que propôs desenhar casas suspensas com quintal ao em vez de apartamentos convencionais. Aboliu a hierarquia entre as fachadas e criou novos horizontes visuais.

Por ter a localização em uma das regiões com maior topografia da cidade, o empreendimento foi apresentado como candidato a marco urbano. Conquisto o primeiro lugar na competição da revista inglesa Architectural Review que escolhe os melhores trabalhos em fase de projeto ou implantação, no ano de 2009.

Em 19 pavimentos distribuem-se 62 apartamentos com três dimensões diferentes, em seis arranjos diferentes eu compôs um volume diferente.

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 O acesso é feito por uma passarela elevada que chega ao lobby, rodeado por espelhos d’agua, nos pavimentos abaixo estão às áreas de lazer e serviço.

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Ao estudar os três tipos de edifício residencial, podemos perceber que nos conjuntos habitacionais, cada vez mais, a população e o atendimento as suas necessidades estão presentes.

Uma condição que esta crescendo a cada dia é a utilização de quadras abertas, com ruas que interligam duas faces da quadra e também os edifícios de uso misto, como no caso do Jardim Elite, que possuem área residencial, comercial e institucional; e do Casa Pico que possuem residencial e comercial.

Em São Paulo, por sua vez, nos prédios contemporâneos como o EDIFICIO 360º, apesar de ter uma preocupação e uma nova proposta de habitação verticalizada, no caso, “casas suspensas com quintais” os muros e as áreas sociais que na verdade são “privadas”, continuam a afastar o edifício e moradores da cidade.

A’A’ – L’ARCHITECTURE D’AUJOURD’HUI

Revista: A’A’ – L’ARCHITECTURE D’AUJOURD’HUI

País de Origem: França. Temática: Arquitetura e Urbanismo.

Tipo de Edição: Bimestral. Preço: 25 euros (aproximadamente 75 reais).

Distribuidores no Brasil:

– INFOTECH PUBLICAÇÕES TECNICAS

R. Dr. Ferreira Lopes, 341 cj. 21-A04671-010 SÃO PAULO, SP

– MAGAZINE EXPRESS

Av. das Nações Unidas, 72214° andar05425-902 SÃO PAULO SP

– PERIODICALS PUBLICACOES TECNICAS A/C MARINGA

Av. Elmira Martins Moreira, 45512306-730 JACAREI – SÃO PAULO.

– USP: c/o Periodicals Publicações Técnicas Caixa Postal 1310
12308-990 JACAREI – SÃO PAULO

Reportagem da edição – Jan/ Fev 2013 – Páginas 72 à 75;

Construção / Obra: ON SPACE TIME FOAM (Na Espuma Espaço Temporal);

Tipologia da Construção / Obra: Instalação;

Arquiteto / Artista: Tomás Saraceno;

Local da Instalação: Hangar Bicocca

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As instalações de Tomás Saraceno estimulam nossas percepções quanto ao espaço e a gravidade. Ele procura inserir o ser humano, “criador de toda arquitetura” em situações inusitadas onde se estimula indiretamente a comparação e a contextualização do homem ao espaço aonde o mesmo encontra-se inserido.

Dentre suas ultimas produções está a “On Space Time Foam” (Na Espuma Espaço Temporal), situada na fundação Hangar Bicocca, um espaço expositivo em Milão.

“Há uma necessidade de sonhadores que podem pensar e pensadores que podem sonhar. A resposta não será embalada organizadamente como um projeto de uma construção customizada. Será uma nova forma de ver”.

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Em exibição até 3 de Fevereiro no Hangar Bicocca, em Milão, o “On Space Time Foam” uma arte suspensa exibida pelo estúdio Tomás Saraceno é composta por uma superfície transparente acessível aos visitantes, suspensa há 10 metros de altura e coberta por 400 metros quadrados em 3 camadas, num total de 1.200 metros quadrados. Conhecidos por suas estruturas surpreendentes, que inserem o público em uma extraordinária experiência espacial e emocionante, onde a grande e macia camada flutuante recebe os visitantes que se encontrarão em uma situação de movimentação pelo ar entre o chão e o teto, o chão e o céu, e os implica em perder as coordenadas espaciais, se perdendo no espaço aonde estão.

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Também há a possibilidade de envolvimento do público que se situa sob a estrutura na apreciação da instalação e das pessoas envolvidas e ativas na mesma.

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Este trabalho envolve criatividade e pesquisas científicas para que se tornasse possível a interação das técnicas e experiências de um vasto campo de conhecimento. Com esta estrutura esticada, calculada por arquitetos e engenheiros da MIT, este artista e arquiteto argentino proporciona a seu público a sensação de estar voando e graças também a um suporte desenvolvido pela Pirelli. “On Space Time Foam” é uma estrutura composta por três níveis de um laminado fino e transparente adequado entre as quatro paredes do “Cubo” no HangarBicocca.

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Esta instalação transforma a arquitetura em um organismo vivo, que agradece por respirar através dos movimentos daqueles que o cruzam, visualizando a infinidade de relações que nos amarram no espaço. Assim como explica o artista, “esta lâmina constitui o centro vivo do HangarBicocca que é constantemente alterado pelo clima e os simples movimentos das pessoas. Cada passo, cada respiração, modifica todo o espaço”, sendo esta uma metáfora para como nossas inter-relações afetam o planeta, os ambientes e todos presentes neste mesmo universo.

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CASA DE OPERA DE OSLO (NORUEGA)

Ficha técnica: Finalista para o Prêmio Mies van der Rohe 2009

Localização:  Bjørvika, no centro de Oslo, Noruega

Projeto: Escritório Snohetta

Área Total: 38.500 m² com 1,100 salas

Preço: 750 milhões de dólares (cerca de 20.000 dólares / m2).

Cliente: Ministério para Assuntos Culturais e Religiosos

Início da Construção: 2004

Conclusão: 2007

Estruturas: Reinertsen Engineering ANS

Projeto Cenotécnico: Theatre Project Consultants

Acústica: Brekke Strand Akustikk, Arup Acoustic

Artistas: Kristian Blystad, Kalle Grude, Jorunn Sannes, Astrid Løvaas og Kirsten Wagle

Norwegian National Opera and Ballet, a maior instituição de música e teatro do país.

O prédio emerge desde o mar até o centro de Oslo, um marco futurista da arquitetura foi projetada pelo estúdio de arquitetura norueguesa Snøhetta (http://www.snoarc.no/), o qual também projetou outras obras como a biblioteca em Alexandria e a Embaixada da Noruega em Berlim.

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A construção foi inspirada em um tímpano que emerge do mar e se caracteriza por sua superfície revestida de mármore e uma enorme fachada de cristal com painéis solares.

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A base da Casa de Ópera equivale ao tamanho de quatro campos de futebol de tamanho padrão internacionalmente.

Um dos arquitetos responsáveis, Craig Dykers, destaca que a Ópera é um monumento que procura envolver os visitantes e ocupantes não apenas como objeto arquitetônico, mas também como proposta urbanística: “trata-se de um monumento social, uma experiência holística, em que a memória do objeto inclui a jornada, tanto quanto o destino”.

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O exterior do setor da nova Ópera norueguesa esta revestido de 450 m2 de cristal, dos quais 300 m2 esta cobertos de paneis solares, que gerará 20.618 kilowatt-hora cada ano, que é equivalente ao consumo energético anual de uma família norueguesa. É a primeira Casa de Ópera do mundo a qual os visitantes poderão passear sobre o teto. É o maior projeto de construção no âmbito da cultura dos tempos modernos na Noruega. Durou cinco anos (de 2004 a 2008) para terminar essa obra na beira da baía de Bjørvika.

A área principal da Casa de Ópera consiste em um amplo espaço aberto, com uma decoração minimalista e uso de materiais simples como pedra, concreto, cristal e madeira. Em contrapartida, a área oferece inúmeras possibilidades de iluminação e a vista dos arredores. Dispões de área de descanso, cafés, bares, restaurantes e guarda-volumes.

O auditório principal é construído como uma ferradura clássica em vários níveis, com um teto alto que gerará o acústico de uma maneira natural. Também aqui o ambiente está determinado pelos materiais sensíveis como madeira.

Tecnicamente avançada, o auditório principal, que é um dos mais tecnológicos do mundo, oferece uma ótima flexibilidade cenográfica. A área do palco cobre mais do que mil metros quadrados e consiste, além do palco principal e do palco giratório, dois palcos laterais, palcos traseiros e um subpalco. Partes dos palcos estão situadas a 16 metros abaixo do nível do mar.

O salão principal, é constituído de : platéia, fosso de orquestra e palco. Do teto o maior candelabro da Noruega. Tem 7 metros de diâmetro, pesa 8 toneladas e tem mais de 8000 diodos luminosos e 5800 elementos de cristal e vidro. A enorme construção luminosa foi desenhada pelo Snøhetta e produzida pela fábrica de vidro Hadeland. O candelabro de luzes cumple tambem uma função acústica no auditorio principal.

Usando dimmers, os módulos podem variar a intensidade luminosa individualmente o que proporciona diversas cenas e climas ao espaço todo. Por estar instalado a 16 metros do chão, eles conseguiram chegar a 300 lux no nível do chão. Isto facilita também o trabalho com a luz para gerar as cenas.

 Carin Smuts – Energia e Pessoas

Executando seu trabalho nos distritos da Cidade do Cabo, na África do Sul, Carin Smuts desenvolveu uma participação e uma aproximação social. O trabalho dela como intermediária em benefício das interações humanas, num país onde ainda está presente a violência. Construída baseada nos sonhos dos habitantes, sua arquitetura se mostra como uma forma de emancipação.

“Ideias coletivas são mais valiosas, mais generosas”

A arquitetura do CS Studio defende algumas ideias de poderosas, de grande atuação, dando a possibilidade de classificar como uma arquitetura de significado.

Ela acredita que se voltar nas origens das tradições de qualquer local do mundo, pode-se observar que as interações sociais acontecem nos povoados. Em vilas tradicionais sul-africanas, pessoas costumavam a dormir dentro de cabanas, porém todas as outras atividades eram feitas do lado de fora, a céu aberto. Se observarmos as instalações informais, pode-se também estabelecer a mesma relação. Isso estabelece um conceito intrigante. Como estabelecemos relações sociais através da arquitetura? A resposta é notavelmente encontrada nos povoados, que são locais de troca mútua e natural.

A sociedade moderna encoraja o isolamento, confinando as pessoas em uma caixa. Deixar outras pessoas entrar pela porta da frente de suas casas é uma completa contradição com o desejo de espaços sociais satisfatórios. Além disso, este problema está ligado com a segurança em espaços públicos. Porque nestes espaços as pessoas assistem umas as outras e nada acontece.

Os conceitos de isolamento refletem na arquitetura, assim como os de coletividade impulsionam o convívio e crescimento social.

A arquiteta cria escolas, galpões de arte, praças e locais de convívio social.

Pontos Positivos sobre a revista:

– Grade parte das páginas são dedicadas a parte gráfica. Com fotos grandes que muitas vezes tomam mais de 50% das páginas.

– Elabora explicação em texto dos projetos.

– Fácil separação dos textos em francês e inglês com fácil identificação gráfica (francês em preto e inglês em cinza)

Pontos Negativos sobre a revista:

– Falta de desenhos arquitetônicos dos projetos, como plantas, cortes e elevações.

– Grandes espaços em branco nas “caixas de texto”, que possuem fonte muito pequena; ou seja, a fonte poderia ser maior, já que há espaço para isso.

Por Rafael Toledo e Rodolpho Rodrigues

Revista Lume Arquitetura – Por Elisa Maretti e Isabela Velozo

Revista: Lume Arquitetura capa

A revista escolhida pelas alunas é uma revista diferente das outras de Arquitetura, que possuem grandes projetos, grandes arquitetos, projetos de urbanismo e de revitalização, entre outros grandes temas; a Lume é uma revista sobre iluminação, com projetos e lojas de iluminação, mas uma reportagem em especial nos chamou muito a atenção, e faremos uma comparação com a situação atual do nosso país.

A revista produz 6 edições por ano, custa R$ 20,00, é comprada principalmente por quem trabalha com iluminação. Nas primeiras páginas, possui índice, editorial, entrevistas e trechos de cartas de leitores, que são muito convenientes, diga-se de passagem.
Propagandas estão espalhadas por toda revista, até no meio de matérias, o que as torna um pouco confusas, pois a princípio não sabemos se é continuação da matéria ou publicidade.

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Analisando não só esta edição da revista, podemos perceber que é totalmente desinteressada, “de olhos fechados”, aos problemas e possíveis soluções para tantas questões cotidianas, como questões urbanísticas, políticas, sócioambientais, entre tantas outras. Eles se restringem a mostrar belos projetos luminotécnicos, de Hospitais, Shoppings, Pousadas, Estádios, montando quase um padrão do que é belo, convencendo quem lê, que a vida, a arquitetura é só beleza, luxo, luzes de LED transmitindo sensações incríveis. Acreditamos sim, que deve-se divulgar belos projetos, entendemos que é fundamental um projeto luminotécnico, mas a alienação dessa e de outras tantas revistas só nesse padrão de beleza, não condiz com a realidade que vivemos.

WHATEVER YOU DO, DO IT COOL

Será?

Faremos uma analogia da matéria abordada a seguir com a situação brasileira atual. Antes disso, gostaríamos de ressaltar que estamos completamente insatisfeitas com a falta de caráter, com a roubalheira, e com o descaso dos nossos governantes, mas acreditamos que o problema não está só nas mãos deles. Nós, arquitetos, estudantes, POPULAÇÃO, não apresentamos projetos, soluções, não insistimos em convencê-los que podemos mudar algumas questões, com a ajuda deles. Só criticamos, e muitas vezes, sentados.

O papel do Arquiteto hoje não é apenas a “arquitetura” propriamente dita, a construção, e sim um conjunto, um conjunto de urbanismo, planejamento urbano, estudos sócioambientais e arquitetura. E para chegar em um padrão de beleza de revista, Arquitetos estão deixando essas questões fundamentais passarem despercebidas, e optando por uma bela foto, dizendo muitas vezes que estão apenas atendendo as exigências dos clientes.

A seguir, o novo projeto de iluminação, da reforma do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, Brasil.

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Matéria: Maracanã – Templo do futebol recebe iluminação padrão FIFA e projetores LED na coberura
Autor do Artigo: Erlei Gobi

“Para sediar a Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014, o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi novamente reformado. Com custo de 1,13 bilhões de reais, o estádio foi quase todo refeito, e desse custo total, aproximadamente R$ 5.000.000,00 foram gastos na nova iluminação.
O projeto luminotécnico ficou a cargo da GE iluminação, enquanto os projetos das áreas internas, da cobertura e do entorno foram assinados pelo lighting designer Antonio Mingrone.
Foram utilizados 396 projetores de IP 65 com lâmpadas de vapor metálico de 2000W. Além disso, o maracanã ganhou um moderno e sofisticado sistema de iluminação ornamental, constituído de 600 projetores de LED RGB. Os equipamentos, fixados na cobertura, permitem a criação de vários efeitos de cores, são mais de 100 tonalidades.”

Uau. 100 tonalidades!

Foi um dinheiro bem investido, esses R$ 5 milhões gastos com o dinheiro público, conferindo 100 tonalidades diferentes à cobertura do Maracanã? Não iremos entrar no mérito desses R$ 1,13 bilhões, que poderiam ter sido investidos principalmente na saúde pública, transporte de qualidade, segurança para a população, centenas de áreas públicas, moradias, entre tantas outras construções e reconstruções tão carentes no nosso país, e muito menos no mérito dos R$ 33 bilhões gastos com a Copa do Mundo do Brasil de 2014.

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O quê poderíamos construir para a população, com 5 milhões de reais, ou ainda, com 1,13 bilhões de reais?

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A questão principal de tudo o que abordamos é que o dinheiro público mal gasto, independentemente de quem for a “culpa”, para ser muito bem investido, precisa de planejamento, projetos, discussões, interesses, de todas as partes envolvidas, e não só de línguas afiadas, por parte da população, e não só de contas nos paraísos fiscais, por parte dos excelentíssimos.

REVISTA ARQUITECTURA VIVA

A revista selecionada para análise foi a Arquitectura Viva, uma revista espanhola, bilíngue (espanhol e inglês) e que aborda três temas principais: cultura/arte, técnicas construtivas e obras (projetos).
A revista tem como objetivo abordar assuntos em decorrência do tempo, frente a nostalgia de um passado imóvel.
Possui também temas Urbanos e globais com embasamento politico e social visto ao olhos de arquitetos renomados, além de uma sessão de “Historietas” – Humor (Charges) e Livros – Indicações dos melhores livros do mês.

Para o seminário em específico, escolhemos quatro edições: 148,149,150 e 151.
CAPAS

A estrutura da revista já se mostra muito diferente do que estamos acostumados no próprio índice, onde além das obras e temas, eles fazem um breve resumo sobre cada tema a ser tratado, dando uma maior ideia ao leitor sobre os assuntos.
ÍNDICE

Escolhemos dois artigos e duas obras para análise a seguir: Um planeta urbanizado, Análises do Ciclo de Vida, Tudela-Culip e Market Hall.

UM PLANETA URBANIZADO:

– Nada parece tão estático quanto as construções sólidas enraizadas em um lugar do planeta.

– Globalização da Arquitetura > Multiplicação da dispersão geográfica

– O que difere a característica comum entre uns e outros são as matérias e a ética da necessidade.

– Tantos arquitetos emblemáticos como a geração mais silenciosa de arquitetos participam de uma conversação cultural.

– Os países estão transitando muito e a arquitetura é o testemunho dessa mudança.

ANÁLISE DO CICLO DE VIDA

Neste artigo, a revista aborda um tema fundamental no mundo contemporâneo: o ciclo de vida de uma construção e a importância da preocupação do arquiteto com o mesmo. Hoje fala-se muito de “arquitetura sustentável”, que pode ser tudo, ou pode ser nada; para as grandes mídias basta dizer que uma determinada obra possui teto verde e captação de águas pluviais para ser sustentável. Quantas obras não temos mundo afora com essas grandes idéias sustentáveis que hoje estão em desuso? Ou pior, para suportar um sistema teoricamente sustentável, acaba sendo ainda mais INsustentável?

Estádio de Leiria

Arena de Basquete – Olimpíadas de Londres 2012

Há 40 anos na Europa, foi implantado o Comitê Europeu de Normalização (CEN), que dita normas para a Análise de Ciclo de Vida (ACV), assim começaram a surgir diversas normas regulamentadoras por toda a Europa a fim de, não apenas incentivar o uso de materiais ditos sustentáveis, mas analisar o ciclo de vida de uma construção.

– Declarações Ambientais de Produto (DAP) – resultado das pesquisas do ACV, facilita a escolha e comparação de materiais sustentáveis;

A preocupação sobre o ciclo de vida de uma edificação deve existir em cada arquiteto ao iniciar um projeto. A escolha de materiais considerados sustentáveis não é suficiente para determinar um edifício sustentável. É preciso perguntar:

Como determinada obra afetará o meio ambiental, social e econômico da região?

Quais recursos serão necessários em sua construção e manutenção em todo seu tempo de vida útil?

RETORNO AL EDÉN: TUDELA-CULIP

– A desconstrução da arquitetura para a construção da paisagem;

– (2005) Governo compra Ruínas de antigo Resort Club Med em Cabo de Creus (Gerona) para reverter o terreno ao seu estado original – Reconstrução do natural;

– (2007 -2011) Realizada a remoção de todos os traços remanescentes de atividade humana no local: construções, solo infectado e espécies de plantas não típicas.

– Demolição manual para não afetar o terreno;

– Retirada de escombros por helicópteros.

– Resultado: A natureza construída pelo homem.

Mapa Localização

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– As ruínas abandonadas se tornaram ponto turístico de escurões e pesquisas;

– Restauração do meio ambiente X compatibilização com o uso público da reserva;

– Construção de mirante para a nova paisagem, dialoga com antigas construções inspiradas na moradia de pescadores e população local e se destacam na paisagem

MARKET HALL

Projeto de Marie-José Van Hee e Robbrecht & Daem fica em Ghent, na Bélgica. Foi concluído no ano de 2012, e tem uma área de 24.000m².

O programa foi proposto pelos próprios arquitetos durante dois concursos (1996 e 2005). O edifício procura fazer as vezes de um mercado aberto, e servir de abrigo para a praça.

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Há porém, um problema com relação ao clima local; uma vez que era para servir de abrigo, durante o inverno, como neva, não há como realizar eventos no local.

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O gabarito de altura poderia ser mais estudado, uma vez que seu objetivo era trazer vida novamente à praça por conta dos edifícios históricos que possui, como a Catedral, ele acaba escondendo os mesmos, tornando-se o atrativo central.

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Summa+ (Dina e Melissa)

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Ao contrário de outros países, como Argentina e Reino Unido, onde o tema arquitetura e, em especial, urbanismo, são tratados em suplementos semanais e até na imprensa diária, no Brasil nunca foram assunto. Invariavelmente, o que sempre deu destaque em termos de arquitetura, engenharia e urbanismo por aqui foram ERROS E CATÁSTROFES. É até compreensível, se levarmos em conta que na página policial não interessa dizer que alguém, importante ou não, está vivo, bem e morando em frente à praia, no Leblon. ISSO NÃO VENDE. O que vende são crimes e acidentes terríveis. Não é diferente em ARQUITETURA: um grande prédio bem construído não vale nada como notícia se COMPARADO a um pequeno prédio que caiu.

Podemos reparar que os cadernos culturais dos jornais ou revistas dedicam páginas e páginas à literatura, música e dança e, ainda mais estranhamente, ÁS ARTES PLÁSTICAS. Mas quem lê os cadernos culturais, que são mais chatos até do que a seção de classificados ? Apenas as seções de variedades têm grande público, porque informam e comentam o que está acontecendo no momento nos shows. Mas pintura e escultura, sejamos honestos, é assunto para meia dúzia de NERDS.

                No entanto as coisas estão MUDANDO. Nós, e principalmente nós, ALUNOS DE ARQUITETURA, temos encontrado mais e mais artigos, ou melhor, reportagens sobre novos PLANOS E OBRAS em nossos jornais e revistas, com análise ainda que superficial sobre o impacto que provocarão na vizinhança, no bairro ou na cidade. E com a globalização temos uma avalanche de revistas internacionais ao nosso dispor, e uma dessas revistas é a SUMMA.

A SUMMA é uma revista argentina, que tem como enfoque tratar das questões do design, arquitetura e urbanismo, fundada pelo arquiteto Carlos Mendez.

                São 7 EDIÇÕES por ANO, e em 92 a SUMMA, passa a se chamar SUMMA+, buscando mostrar novas tendências em arquitetura e do design. Segundo a própria revista, suas pautas são projetadas desde então para um público mais amplo, do profissional já no mercado bem como os próprios estudantes de arquitetura.

                Faz 1 ano que temos a SUMMA+ em português, e é distribuída na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e Espanha.

                E uma edição da revista custa em média R$ 50, 00.              

DIAGRAMAÇÃO DA REVISTA

                Na CAPA, foto ilustrando a principal reportagem da edição + nome da revista + número da edição + tema(s). Pouca poluição visual, e seu FORMATO maior que A4, é um de seus destaques. Gera uma melhor visualização das imagens dos PROJETOS.

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                Como a maior parte das revistas a SUMMA+  tem um espaço voltado para a PUBLICIDADE e PATROCINADORES, no entanto vale ressaltar que essa campanhas publicitárias (sempre voltadas para arquitetura) não estão no meio de uma reportagem  ou projeto. Eles criaram uma maneira de separar as propagandas do corpo das matérias da revista por meio de uma folha de postais destacáveis com gramatura superior das demais folhas.

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                O índice da SUMMA+ , traz sempre o tema, o autor do artigo e uma síntese do artigo. (em português e inglês), facilitando a busca do leitor por um projeto ou reportagem específica.

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                As MATÉRIAS são padronizadas, primeiramente temos as informações do projeto ou tema (autor, equipe, proprietário, localização, área, ano de projeto, ano de construção e conclusão), seguido de um resumo do projeto. Alguns TEMAS são de extrema relevância, mas pecam pela sua superficialidade, e vai depender do leitor buscar novas fontes para aprofundar sobre o assunto. 

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                Muitas vezes os DESENHOS TÉCNICOS, não possuem uma boa visualização, e dados como escala e medidas nem sempre são de um tamanho apropriado para a compreensão do projeto.

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                A nossa matéria escolhida para debate, está na edição de março de 2013, REVISTA SUMMA +.

                Cotidianidades DOMÉSTICO-PRODUTIVAS em Madri. A matéria vai tratar da questão das moradias como meio de produção independente e ao mesmo tempo interconectados com o mundo.

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                TODA A MORADIA É PRODUTIVA, mas nas últimas décadas se consolidaram mais como espaço de CONSUMO.

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                Em primeiro lugar, as moradias foram o ESPAÇO PRIMORDIAL  para reprodução e cuidado dos filhos e da vida em família.

                O URBANISMO MODERNO deixou esses aspectos de lado, e criaram polos distintos de moradia, trabalho, lazer, educação etc. Mas a nossa CASA continua sendo um lugar que gera uma grande quantidade de conteúdos e é também um local onde trocamos produtos e conhecimento com o mundo exterior.

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                As atividades produtivas contemporâneas como parte da vida estão vinculadas aos modos de produção PÓS-FORDISTAS e às TECNOLOGIAS  que facilitam o seu desenvolvimento. Além disso para um importante nº de grupos sociais, as casas exercem um papel fundamental como núcleo produtivo no desenvolvimento de um projeto.Image

                Estamos a costumados adicionar comentários e fotos ao nosso PERFIL DO FACEBOOK para nos manter em contato com os amigos ou fazer outros novos. Assim tecemos uma REDE de CONTATOS, e inclusive oferecemos SERVIÇOS PROFISSIONIAIS.Image

                Infelizmente não temos um ESPAÇO FÍSICO para compartilhar com os vizinhos, as trocas de opiniões,  novas amizades, bens matérias e imateriais como fazemos VIRTUALMENTE. AS 48 entrevistas realizadas em Madri, com pessoas que usam suas casas como unidades produtivas, levaram a conclusão de dois importantes ponto: OS CAPITAIS SOCIAIS e PRECARIEDADE TRABALHISTA. 

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                Portanto, há uma necessidade de construir novos marcos físicos, organizativos e simbólicos que propiciem a tomada de decisão pelos trabalhadores nas diferentes esferas do trabalho de hoje em dia, mas principalmente, que facilitem a democratização do controle da produção em nossas sociedades. 

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                A normativa espanhola foi redigida quando os únicos trabalhos que se realizam em casa eram os de escritório profissional ou pequeno ateliê artesanal. Mas agora, as novas tecnologias permitem que qualquer pessoa crie e gere empresas de qualquer tipo via internet de sua casa.

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                Na matéria Enfrentando a CIDADE REAL da mesma edição, traz um projeto(RESIDENCIAL NOVO PARQUE SANTO AMARO V) que segundo os seu autores, buscam trabalhar a questão da moradia como o sinônimo de cidade, assim como a habitação em grande escala constitui a parte básica na produção da cidade.

                O projeto localiza-se na zona sul do município de São Paulo, na região dos mananciais da represa Guarapiranga.

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                A área caracteriza-se como uma região de fundo de vale com curso de água central e encostas laterais de grande declividade, totalmente ocupadas por CONSTRUÇÕES PRECÁRIAS.

                A diretriz geral e criar ao longo do curso de água existente um EIXO CENTRAL VERDE, resgatando a condição ORIGINAL dessa área. Outro objetivo é buscar soluções que aproveitem as nascentes de água limpa do Vale, resgatando o valor da água como principal elemento paisagístico. 

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Para que este local tenha uma maior INTEGRAÇÃO SOCIAL é imprescindível, que existam pontos de atração em todo o seu percurso.

                As famílias removidas foram relocadas para as unidades habitacionais criadas na mesma área, tendo uma quantidade maior de apartamentos que atende a DEMANDA de outros SETORES da região que também se encontram em áreas de riscos.

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