REVISTA ARQUITECTURA VIVA

A revista selecionada para análise foi a Arquitectura Viva, uma revista espanhola, bilíngue (espanhol e inglês) e que aborda três temas principais: cultura/arte, técnicas construtivas e obras (projetos).
A revista tem como objetivo abordar assuntos em decorrência do tempo, frente a nostalgia de um passado imóvel.
Possui também temas Urbanos e globais com embasamento politico e social visto ao olhos de arquitetos renomados, além de uma sessão de “Historietas” – Humor (Charges) e Livros – Indicações dos melhores livros do mês.

Para o seminário em específico, escolhemos quatro edições: 148,149,150 e 151.
CAPAS

A estrutura da revista já se mostra muito diferente do que estamos acostumados no próprio índice, onde além das obras e temas, eles fazem um breve resumo sobre cada tema a ser tratado, dando uma maior ideia ao leitor sobre os assuntos.
ÍNDICE

Escolhemos dois artigos e duas obras para análise a seguir: Um planeta urbanizado, Análises do Ciclo de Vida, Tudela-Culip e Market Hall.

UM PLANETA URBANIZADO:

– Nada parece tão estático quanto as construções sólidas enraizadas em um lugar do planeta.

– Globalização da Arquitetura > Multiplicação da dispersão geográfica

– O que difere a característica comum entre uns e outros são as matérias e a ética da necessidade.

– Tantos arquitetos emblemáticos como a geração mais silenciosa de arquitetos participam de uma conversação cultural.

– Os países estão transitando muito e a arquitetura é o testemunho dessa mudança.

ANÁLISE DO CICLO DE VIDA

Neste artigo, a revista aborda um tema fundamental no mundo contemporâneo: o ciclo de vida de uma construção e a importância da preocupação do arquiteto com o mesmo. Hoje fala-se muito de “arquitetura sustentável”, que pode ser tudo, ou pode ser nada; para as grandes mídias basta dizer que uma determinada obra possui teto verde e captação de águas pluviais para ser sustentável. Quantas obras não temos mundo afora com essas grandes idéias sustentáveis que hoje estão em desuso? Ou pior, para suportar um sistema teoricamente sustentável, acaba sendo ainda mais INsustentável?

Estádio de Leiria

Arena de Basquete – Olimpíadas de Londres 2012

Há 40 anos na Europa, foi implantado o Comitê Europeu de Normalização (CEN), que dita normas para a Análise de Ciclo de Vida (ACV), assim começaram a surgir diversas normas regulamentadoras por toda a Europa a fim de, não apenas incentivar o uso de materiais ditos sustentáveis, mas analisar o ciclo de vida de uma construção.

– Declarações Ambientais de Produto (DAP) – resultado das pesquisas do ACV, facilita a escolha e comparação de materiais sustentáveis;

A preocupação sobre o ciclo de vida de uma edificação deve existir em cada arquiteto ao iniciar um projeto. A escolha de materiais considerados sustentáveis não é suficiente para determinar um edifício sustentável. É preciso perguntar:

Como determinada obra afetará o meio ambiental, social e econômico da região?

Quais recursos serão necessários em sua construção e manutenção em todo seu tempo de vida útil?

RETORNO AL EDÉN: TUDELA-CULIP

– A desconstrução da arquitetura para a construção da paisagem;

– (2005) Governo compra Ruínas de antigo Resort Club Med em Cabo de Creus (Gerona) para reverter o terreno ao seu estado original – Reconstrução do natural;

– (2007 -2011) Realizada a remoção de todos os traços remanescentes de atividade humana no local: construções, solo infectado e espécies de plantas não típicas.

– Demolição manual para não afetar o terreno;

– Retirada de escombros por helicópteros.

– Resultado: A natureza construída pelo homem.

Mapa Localização

CULIP5

– As ruínas abandonadas se tornaram ponto turístico de escurões e pesquisas;

– Restauração do meio ambiente X compatibilização com o uso público da reserva;

– Construção de mirante para a nova paisagem, dialoga com antigas construções inspiradas na moradia de pescadores e população local e se destacam na paisagem

MARKET HALL

Projeto de Marie-José Van Hee e Robbrecht & Daem fica em Ghent, na Bélgica. Foi concluído no ano de 2012, e tem uma área de 24.000m².

O programa foi proposto pelos próprios arquitetos durante dois concursos (1996 e 2005). O edifício procura fazer as vezes de um mercado aberto, e servir de abrigo para a praça.

M2

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Há porém, um problema com relação ao clima local; uma vez que era para servir de abrigo, durante o inverno, como neva, não há como realizar eventos no local.

M6

O gabarito de altura poderia ser mais estudado, uma vez que seu objetivo era trazer vida novamente à praça por conta dos edifícios históricos que possui, como a Catedral, ele acaba escondendo os mesmos, tornando-se o atrativo central.

M7

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