Summa+ (Dina e Melissa)

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Ao contrário de outros países, como Argentina e Reino Unido, onde o tema arquitetura e, em especial, urbanismo, são tratados em suplementos semanais e até na imprensa diária, no Brasil nunca foram assunto. Invariavelmente, o que sempre deu destaque em termos de arquitetura, engenharia e urbanismo por aqui foram ERROS E CATÁSTROFES. É até compreensível, se levarmos em conta que na página policial não interessa dizer que alguém, importante ou não, está vivo, bem e morando em frente à praia, no Leblon. ISSO NÃO VENDE. O que vende são crimes e acidentes terríveis. Não é diferente em ARQUITETURA: um grande prédio bem construído não vale nada como notícia se COMPARADO a um pequeno prédio que caiu.

Podemos reparar que os cadernos culturais dos jornais ou revistas dedicam páginas e páginas à literatura, música e dança e, ainda mais estranhamente, ÁS ARTES PLÁSTICAS. Mas quem lê os cadernos culturais, que são mais chatos até do que a seção de classificados ? Apenas as seções de variedades têm grande público, porque informam e comentam o que está acontecendo no momento nos shows. Mas pintura e escultura, sejamos honestos, é assunto para meia dúzia de NERDS.

                No entanto as coisas estão MUDANDO. Nós, e principalmente nós, ALUNOS DE ARQUITETURA, temos encontrado mais e mais artigos, ou melhor, reportagens sobre novos PLANOS E OBRAS em nossos jornais e revistas, com análise ainda que superficial sobre o impacto que provocarão na vizinhança, no bairro ou na cidade. E com a globalização temos uma avalanche de revistas internacionais ao nosso dispor, e uma dessas revistas é a SUMMA.

A SUMMA é uma revista argentina, que tem como enfoque tratar das questões do design, arquitetura e urbanismo, fundada pelo arquiteto Carlos Mendez.

                São 7 EDIÇÕES por ANO, e em 92 a SUMMA, passa a se chamar SUMMA+, buscando mostrar novas tendências em arquitetura e do design. Segundo a própria revista, suas pautas são projetadas desde então para um público mais amplo, do profissional já no mercado bem como os próprios estudantes de arquitetura.

                Faz 1 ano que temos a SUMMA+ em português, e é distribuída na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e Espanha.

                E uma edição da revista custa em média R$ 50, 00.              

DIAGRAMAÇÃO DA REVISTA

                Na CAPA, foto ilustrando a principal reportagem da edição + nome da revista + número da edição + tema(s). Pouca poluição visual, e seu FORMATO maior que A4, é um de seus destaques. Gera uma melhor visualização das imagens dos PROJETOS.

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                Como a maior parte das revistas a SUMMA+  tem um espaço voltado para a PUBLICIDADE e PATROCINADORES, no entanto vale ressaltar que essa campanhas publicitárias (sempre voltadas para arquitetura) não estão no meio de uma reportagem  ou projeto. Eles criaram uma maneira de separar as propagandas do corpo das matérias da revista por meio de uma folha de postais destacáveis com gramatura superior das demais folhas.

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                O índice da SUMMA+ , traz sempre o tema, o autor do artigo e uma síntese do artigo. (em português e inglês), facilitando a busca do leitor por um projeto ou reportagem específica.

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                As MATÉRIAS são padronizadas, primeiramente temos as informações do projeto ou tema (autor, equipe, proprietário, localização, área, ano de projeto, ano de construção e conclusão), seguido de um resumo do projeto. Alguns TEMAS são de extrema relevância, mas pecam pela sua superficialidade, e vai depender do leitor buscar novas fontes para aprofundar sobre o assunto. 

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                Muitas vezes os DESENHOS TÉCNICOS, não possuem uma boa visualização, e dados como escala e medidas nem sempre são de um tamanho apropriado para a compreensão do projeto.

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                A nossa matéria escolhida para debate, está na edição de março de 2013, REVISTA SUMMA +.

                Cotidianidades DOMÉSTICO-PRODUTIVAS em Madri. A matéria vai tratar da questão das moradias como meio de produção independente e ao mesmo tempo interconectados com o mundo.

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                TODA A MORADIA É PRODUTIVA, mas nas últimas décadas se consolidaram mais como espaço de CONSUMO.

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                Em primeiro lugar, as moradias foram o ESPAÇO PRIMORDIAL  para reprodução e cuidado dos filhos e da vida em família.

                O URBANISMO MODERNO deixou esses aspectos de lado, e criaram polos distintos de moradia, trabalho, lazer, educação etc. Mas a nossa CASA continua sendo um lugar que gera uma grande quantidade de conteúdos e é também um local onde trocamos produtos e conhecimento com o mundo exterior.

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                As atividades produtivas contemporâneas como parte da vida estão vinculadas aos modos de produção PÓS-FORDISTAS e às TECNOLOGIAS  que facilitam o seu desenvolvimento. Além disso para um importante nº de grupos sociais, as casas exercem um papel fundamental como núcleo produtivo no desenvolvimento de um projeto.Image

                Estamos a costumados adicionar comentários e fotos ao nosso PERFIL DO FACEBOOK para nos manter em contato com os amigos ou fazer outros novos. Assim tecemos uma REDE de CONTATOS, e inclusive oferecemos SERVIÇOS PROFISSIONIAIS.Image

                Infelizmente não temos um ESPAÇO FÍSICO para compartilhar com os vizinhos, as trocas de opiniões,  novas amizades, bens matérias e imateriais como fazemos VIRTUALMENTE. AS 48 entrevistas realizadas em Madri, com pessoas que usam suas casas como unidades produtivas, levaram a conclusão de dois importantes ponto: OS CAPITAIS SOCIAIS e PRECARIEDADE TRABALHISTA. 

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                Portanto, há uma necessidade de construir novos marcos físicos, organizativos e simbólicos que propiciem a tomada de decisão pelos trabalhadores nas diferentes esferas do trabalho de hoje em dia, mas principalmente, que facilitem a democratização do controle da produção em nossas sociedades. 

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                A normativa espanhola foi redigida quando os únicos trabalhos que se realizam em casa eram os de escritório profissional ou pequeno ateliê artesanal. Mas agora, as novas tecnologias permitem que qualquer pessoa crie e gere empresas de qualquer tipo via internet de sua casa.

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                Na matéria Enfrentando a CIDADE REAL da mesma edição, traz um projeto(RESIDENCIAL NOVO PARQUE SANTO AMARO V) que segundo os seu autores, buscam trabalhar a questão da moradia como o sinônimo de cidade, assim como a habitação em grande escala constitui a parte básica na produção da cidade.

                O projeto localiza-se na zona sul do município de São Paulo, na região dos mananciais da represa Guarapiranga.

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                A área caracteriza-se como uma região de fundo de vale com curso de água central e encostas laterais de grande declividade, totalmente ocupadas por CONSTRUÇÕES PRECÁRIAS.

                A diretriz geral e criar ao longo do curso de água existente um EIXO CENTRAL VERDE, resgatando a condição ORIGINAL dessa área. Outro objetivo é buscar soluções que aproveitem as nascentes de água limpa do Vale, resgatando o valor da água como principal elemento paisagístico. 

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Para que este local tenha uma maior INTEGRAÇÃO SOCIAL é imprescindível, que existam pontos de atração em todo o seu percurso.

                As famílias removidas foram relocadas para as unidades habitacionais criadas na mesma área, tendo uma quantidade maior de apartamentos que atende a DEMANDA de outros SETORES da região que também se encontram em áreas de riscos.

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