A’A’ – L’ARCHITECTURE D’AUJOURD’HUI

Revista: A’A’ – L’ARCHITECTURE D’AUJOURD’HUI

País de Origem: França. Temática: Arquitetura e Urbanismo.

Tipo de Edição: Bimestral. Preço: 25 euros (aproximadamente 75 reais).

Distribuidores no Brasil:

– INFOTECH PUBLICAÇÕES TECNICAS

R. Dr. Ferreira Lopes, 341 cj. 21-A04671-010 SÃO PAULO, SP

– MAGAZINE EXPRESS

Av. das Nações Unidas, 72214° andar05425-902 SÃO PAULO SP

– PERIODICALS PUBLICACOES TECNICAS A/C MARINGA

Av. Elmira Martins Moreira, 45512306-730 JACAREI – SÃO PAULO.

– USP: c/o Periodicals Publicações Técnicas Caixa Postal 1310
12308-990 JACAREI – SÃO PAULO

Reportagem da edição – Jan/ Fev 2013 – Páginas 72 à 75;

Construção / Obra: ON SPACE TIME FOAM (Na Espuma Espaço Temporal);

Tipologia da Construção / Obra: Instalação;

Arquiteto / Artista: Tomás Saraceno;

Local da Instalação: Hangar Bicocca

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As instalações de Tomás Saraceno estimulam nossas percepções quanto ao espaço e a gravidade. Ele procura inserir o ser humano, “criador de toda arquitetura” em situações inusitadas onde se estimula indiretamente a comparação e a contextualização do homem ao espaço aonde o mesmo encontra-se inserido.

Dentre suas ultimas produções está a “On Space Time Foam” (Na Espuma Espaço Temporal), situada na fundação Hangar Bicocca, um espaço expositivo em Milão.

“Há uma necessidade de sonhadores que podem pensar e pensadores que podem sonhar. A resposta não será embalada organizadamente como um projeto de uma construção customizada. Será uma nova forma de ver”.

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Em exibição até 3 de Fevereiro no Hangar Bicocca, em Milão, o “On Space Time Foam” uma arte suspensa exibida pelo estúdio Tomás Saraceno é composta por uma superfície transparente acessível aos visitantes, suspensa há 10 metros de altura e coberta por 400 metros quadrados em 3 camadas, num total de 1.200 metros quadrados. Conhecidos por suas estruturas surpreendentes, que inserem o público em uma extraordinária experiência espacial e emocionante, onde a grande e macia camada flutuante recebe os visitantes que se encontrarão em uma situação de movimentação pelo ar entre o chão e o teto, o chão e o céu, e os implica em perder as coordenadas espaciais, se perdendo no espaço aonde estão.

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Também há a possibilidade de envolvimento do público que se situa sob a estrutura na apreciação da instalação e das pessoas envolvidas e ativas na mesma.

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Este trabalho envolve criatividade e pesquisas científicas para que se tornasse possível a interação das técnicas e experiências de um vasto campo de conhecimento. Com esta estrutura esticada, calculada por arquitetos e engenheiros da MIT, este artista e arquiteto argentino proporciona a seu público a sensação de estar voando e graças também a um suporte desenvolvido pela Pirelli. “On Space Time Foam” é uma estrutura composta por três níveis de um laminado fino e transparente adequado entre as quatro paredes do “Cubo” no HangarBicocca.

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Esta instalação transforma a arquitetura em um organismo vivo, que agradece por respirar através dos movimentos daqueles que o cruzam, visualizando a infinidade de relações que nos amarram no espaço. Assim como explica o artista, “esta lâmina constitui o centro vivo do HangarBicocca que é constantemente alterado pelo clima e os simples movimentos das pessoas. Cada passo, cada respiração, modifica todo o espaço”, sendo esta uma metáfora para como nossas inter-relações afetam o planeta, os ambientes e todos presentes neste mesmo universo.

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CASA DE OPERA DE OSLO (NORUEGA)

Ficha técnica: Finalista para o Prêmio Mies van der Rohe 2009

Localização:  Bjørvika, no centro de Oslo, Noruega

Projeto: Escritório Snohetta

Área Total: 38.500 m² com 1,100 salas

Preço: 750 milhões de dólares (cerca de 20.000 dólares / m2).

Cliente: Ministério para Assuntos Culturais e Religiosos

Início da Construção: 2004

Conclusão: 2007

Estruturas: Reinertsen Engineering ANS

Projeto Cenotécnico: Theatre Project Consultants

Acústica: Brekke Strand Akustikk, Arup Acoustic

Artistas: Kristian Blystad, Kalle Grude, Jorunn Sannes, Astrid Løvaas og Kirsten Wagle

Norwegian National Opera and Ballet, a maior instituição de música e teatro do país.

O prédio emerge desde o mar até o centro de Oslo, um marco futurista da arquitetura foi projetada pelo estúdio de arquitetura norueguesa Snøhetta (http://www.snoarc.no/), o qual também projetou outras obras como a biblioteca em Alexandria e a Embaixada da Noruega em Berlim.

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A construção foi inspirada em um tímpano que emerge do mar e se caracteriza por sua superfície revestida de mármore e uma enorme fachada de cristal com painéis solares.

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A base da Casa de Ópera equivale ao tamanho de quatro campos de futebol de tamanho padrão internacionalmente.

Um dos arquitetos responsáveis, Craig Dykers, destaca que a Ópera é um monumento que procura envolver os visitantes e ocupantes não apenas como objeto arquitetônico, mas também como proposta urbanística: “trata-se de um monumento social, uma experiência holística, em que a memória do objeto inclui a jornada, tanto quanto o destino”.

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O exterior do setor da nova Ópera norueguesa esta revestido de 450 m2 de cristal, dos quais 300 m2 esta cobertos de paneis solares, que gerará 20.618 kilowatt-hora cada ano, que é equivalente ao consumo energético anual de uma família norueguesa. É a primeira Casa de Ópera do mundo a qual os visitantes poderão passear sobre o teto. É o maior projeto de construção no âmbito da cultura dos tempos modernos na Noruega. Durou cinco anos (de 2004 a 2008) para terminar essa obra na beira da baía de Bjørvika.

A área principal da Casa de Ópera consiste em um amplo espaço aberto, com uma decoração minimalista e uso de materiais simples como pedra, concreto, cristal e madeira. Em contrapartida, a área oferece inúmeras possibilidades de iluminação e a vista dos arredores. Dispões de área de descanso, cafés, bares, restaurantes e guarda-volumes.

O auditório principal é construído como uma ferradura clássica em vários níveis, com um teto alto que gerará o acústico de uma maneira natural. Também aqui o ambiente está determinado pelos materiais sensíveis como madeira.

Tecnicamente avançada, o auditório principal, que é um dos mais tecnológicos do mundo, oferece uma ótima flexibilidade cenográfica. A área do palco cobre mais do que mil metros quadrados e consiste, além do palco principal e do palco giratório, dois palcos laterais, palcos traseiros e um subpalco. Partes dos palcos estão situadas a 16 metros abaixo do nível do mar.

O salão principal, é constituído de : platéia, fosso de orquestra e palco. Do teto o maior candelabro da Noruega. Tem 7 metros de diâmetro, pesa 8 toneladas e tem mais de 8000 diodos luminosos e 5800 elementos de cristal e vidro. A enorme construção luminosa foi desenhada pelo Snøhetta e produzida pela fábrica de vidro Hadeland. O candelabro de luzes cumple tambem uma função acústica no auditorio principal.

Usando dimmers, os módulos podem variar a intensidade luminosa individualmente o que proporciona diversas cenas e climas ao espaço todo. Por estar instalado a 16 metros do chão, eles conseguiram chegar a 300 lux no nível do chão. Isto facilita também o trabalho com a luz para gerar as cenas.

 Carin Smuts – Energia e Pessoas

Executando seu trabalho nos distritos da Cidade do Cabo, na África do Sul, Carin Smuts desenvolveu uma participação e uma aproximação social. O trabalho dela como intermediária em benefício das interações humanas, num país onde ainda está presente a violência. Construída baseada nos sonhos dos habitantes, sua arquitetura se mostra como uma forma de emancipação.

“Ideias coletivas são mais valiosas, mais generosas”

A arquitetura do CS Studio defende algumas ideias de poderosas, de grande atuação, dando a possibilidade de classificar como uma arquitetura de significado.

Ela acredita que se voltar nas origens das tradições de qualquer local do mundo, pode-se observar que as interações sociais acontecem nos povoados. Em vilas tradicionais sul-africanas, pessoas costumavam a dormir dentro de cabanas, porém todas as outras atividades eram feitas do lado de fora, a céu aberto. Se observarmos as instalações informais, pode-se também estabelecer a mesma relação. Isso estabelece um conceito intrigante. Como estabelecemos relações sociais através da arquitetura? A resposta é notavelmente encontrada nos povoados, que são locais de troca mútua e natural.

A sociedade moderna encoraja o isolamento, confinando as pessoas em uma caixa. Deixar outras pessoas entrar pela porta da frente de suas casas é uma completa contradição com o desejo de espaços sociais satisfatórios. Além disso, este problema está ligado com a segurança em espaços públicos. Porque nestes espaços as pessoas assistem umas as outras e nada acontece.

Os conceitos de isolamento refletem na arquitetura, assim como os de coletividade impulsionam o convívio e crescimento social.

A arquiteta cria escolas, galpões de arte, praças e locais de convívio social.

Pontos Positivos sobre a revista:

– Grade parte das páginas são dedicadas a parte gráfica. Com fotos grandes que muitas vezes tomam mais de 50% das páginas.

– Elabora explicação em texto dos projetos.

– Fácil separação dos textos em francês e inglês com fácil identificação gráfica (francês em preto e inglês em cinza)

Pontos Negativos sobre a revista:

– Falta de desenhos arquitetônicos dos projetos, como plantas, cortes e elevações.

– Grandes espaços em branco nas “caixas de texto”, que possuem fonte muito pequena; ou seja, a fonte poderia ser maior, já que há espaço para isso.

Por Rafael Toledo e Rodolpho Rodrigues

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