X Bienal de Arquitetura de São Paulo – postado por Dina e Melissa

X Bienal de Arquitetura – Cidade: modos de fazer, modos de usar. (Postado por Dina & Melissa – 5AAQ – FAAP).

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O Centro Cultural São Paulo é a base principal da Rede Bienal, abrigando o conjunto mais expressivo das exposições especialmente produzidas para o evento.

Programação no Centro Cultural São Paulo

Terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

Entrada franca – Piso Flávio de Carvalho e Piso Caio Graco/Sala Tarsila do Amaral

 A X BIA vai além de uma simples exposição de importantes projetos ligados a arquitetura-cidade. Por meio de uma série de exposições simultâneas em diferentes espaços, interligados por meio de transporte público, de forma inteligente ela propõe vivenciar lugares significativos da cidade de São Paulo, um verdadeiro “prato cheio” para o cidadão comum, mas principalmente para alunos de arquitetura que muitas vezes não conhecem ou não se reconhecem no seu próprio espaço cotidiano.

 SERIA POSSÍVEL REALIZAR UM BOM PROJETO SEM CONHECER O SEU ESPAÇO?

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A CIDADE NÃO PODE SER ANALISADA APENAS POR SUA FOTOGRAFIA, É O “FILME” DE SUAS LIGAÇÕES COTIDIANAS QUE REVELA A SUA VERDADEIRA “ALMA”.

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Partindo da necessidade de compreender a arquitetura-cidade (da parte para o inteiro) um grupo de arquitetos e pesquisadores do Rio de Janeiro, desenvolveram um guia para arquitetura, focado no desempenho e evolução das edificações e/ou espaços criados no Rio Metropolitano.

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Três importantes etapas construíram a aproximação deles à arquitetura metropolitana:

(1) Glaucoma: a primeira etapa refere-se ao problema do argumento pelo recorte fotográfico de arquitetura. Refere à falta de volume, de visão lateral, refere-se a “crise do inteiro”.

(2) Presença: no movimento para se anular o problema do glaucoma, reforçamos a nossa visão lateral e acabamos por atravessar a matéria cotidiana da cidade.  Atravessamos sua extrema intensidade de fluxos, ritmos, lógicas de mercado, dinâmicas infraestruturais, etc. Encontramos então edifícios que se aproveitam e estimulam a interface arquitetura-cidade, qualidades que não poderiam ser percebidas por meio de ensaios fotográficos arquitetônicos.

(3) Diagrama: como então reproduzir essas qualidades? Como representar a performance espacial de um edifício? Na pesquisa, eles conseguiram no diagrama axonométrico a ferramenta necessária para estudarmos as múltiplas inteligências dos edifícios estudados.

DIAGRAMA AXONOMÉTRICO

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Lista de locais estudados pelo guia…

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‘O mais interessante é que eles vão ir além da aparência mal resolvida das edificações, buscam transmitir a inteligência da estrutura espacial de um projeto, a fim de por um fim no consumo puramente visual de referências fotogênicas inabitadas e inertes ao quotidiano frenético de nossas cidades, e sim mostrar como elas efetivamente se ‘comportam’ em nossa cidade.

A ambição desses caras é se tornar uma espécie de manual para interagir com a realidade construída, na qual estamos irremediavelmente inseridos, tornando-nos capazes de projetá-la efetivamente.

A gente já adquiriu o nosso guia, fazemos questão de apoiar esse tipo de iniciativa, eles também disponibilizam em formato aplicativo para você baixar.

 Comprar: www.riobooks.com.br

Aplicativo para celular: baixar

 Autores/Arquitetos – Rio Metropolitano:

Guilherme Lassance

Pedro Varella

Cauê Costa Capill

 ARQUITETURA POR SUBTRAÇÃO – Henrique te Winkel

Existe um número muito considerável de projetos interessantes expostos no Centro Cultural na X Bienal, no entanto o trabalho de conclusão do aluno Henrique te Winkel do Mackenzie nos chamou a atenção. O seu trabalho busca resgatar a memória do que nunca existiu, mas que estavam nos planos em 1938, do até então novo prefeito da cidade de São Paulo, Prestes Maia. Para Winkel trabalhar essa área residual é a oportunidade que temos de entender a nossa complexa cidade por meio de sua história.

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 No centro de São Paulo, sob a movimentação dos viadutos Nove de Julho, Jacareí e Dona Paulina, um espaço flutua silencioso. Três cavidades que somam quase 1km de extensão são os resquícios de um projeto interrompido, onde se previa a passagem de metrô leve. O que fora concebido como um conector urbano encontra-se esquecido, carregando o peso da ausência destes corpos. O projeto interliga o centro novo ao centro velho através da escavação das lacunas entre as estruturas, conformando um único eixo de aproximadamente 60.000 m² sob as avenidas. Esta arquitetura do espaço negativo adensa invisivelmente a área central e desenha um novo percurso para àqueles que ali transitam, pois além de “passar por” é gerada a possibilidade de “estar em”.

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A construção nesse “tipo” de espaço pode ser um tanto óbvia para países muito mais desenvolvidos do que o Brasil, não só no que tange a arquitetura, mas principalmente culturalmente, no entanto o que deve ser visto e avaliado neste caso é que em São Paulo sofremos com um número crescente da população, carência de espaços de estar para a mesma e o mais agravante quesito, a apropriação indevida por indigentes, “criando” espaços que causam medo até mesmo de uma simples passagem rápida pelo lugar.

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Vista do Projeto com a praça da República em 1º plano

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Avenida 9 de julho e sua construção…

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Construção iniciada em 10 de novembro de 1944. Vista sob o viaduto Major Quedinho

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O projeto buscar reverter este processo ao ampliar os limites do espaço público até torná-los difusos e inseri-los novamente no cotidiano dos seus cidadãos. O que Winkel propõe não é mais um edifício autônomo na cidade, mas um objeto arquitetônico SOB a MALHA INFRAESTRUTURAL, transgredindo a ideia de parcelamento do solo. Ele não tem a pretensão de ser uma solução ideal para um programa de necessidades imediatas, mas como um espaço compatível com os modos de vida urbana em constante modificação.

O projeto na integra se encontra disponível no site: http://issuu.com/enktewinkel/docs/arquitetura_por_subtra__o_baixa

Para terminarmos de forma lúdica o nosso post, nós aplicamos o diagrama axonométrico proposto pelos arquitetos do Rio de Janeiro, no projeto do Henrique te Winkel, a fim de exemplificar a sua funcionalidade de maneira global e inteligente.

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