AR_”HOUSES”_FERNANDA + VITÓRIA

Sem título

Revista: The Architectural Review

Ano: 1896

Localização: Londres, Reino Unido

Status: Mensal

Estrutura: Suas questões iniciais tinham a intenção de uma discussão verbal e visual da arquitetura. Em 1900 era a única revista no Império Britânico a lidar com a essência artística da arquitetura.

Por que a AR?

revista The Architectural Review fornece uma seleção das melhores e mais inovadoras ideias arquitetônicas do mundo; visita os edifícios que publica e percorre o mundo em busca das pedras preciosas mais raras da arquitetura, apresentando-as com desenhos, planos e comentários perspicazes. Seu arquivo on-line organizado por tipo de construção, material e localização, inclui planos, críticas e relatórios sobre a arquitetura mundial.

A edição de julho com o tema “Houses”, escolhida para análise, possui uma estrutura muito interessante, pois além de manter uma constância, permite uma conexão entre as obras e fatos cotidianos diversos. A intenção da discussão verbal da arquitetura é retratada na diversidade de temas abordados e na relação entre os mesmos; os quais vão desde o morar em casas inspiradas em elementos da natureza – como montes de cupins – para proteção contra tufões, em casas de arquitetura vernacular até o conforto e glamour de casas de luxo inspiradas em antigas ruínas; mais relevante ainda é a abordagem que faz da relação dessas com a cidade, a identidade da moradia, seus problemas e até a sua inexistência.

Compact Karst House by Dekleva Gregoric Arhitekti

*Casa / Vernacular

House of the Infinite in Cádiz by Alberto Campo Baesa

*Casa / Luxo

A frase, de Aldo Van Eyke, introduz o conteúdo:

Casa

E talvez contradiz a ideia de Le Corbusier: “a casa deveria ser bonita e confortável, mas também lógica, funcional e eficiente (uma ‘máquina de morar’), perfeitamente apta para atender às necessidades dos ocupantes.” Será?

O que vivemos hoje?

Temos provas mais do que concretas de que a casa e o “morar” passaram a ser apenas necessidades básicas, principalmente, em grandes cidades. Perdemos a noção de de abrigo, de refúgio e o resultado é uma desconexão com o externo – ou seja, a casa como uma cápsula de isolamento.

Quanto mais evoluímos, mais voltamos no tempo, para a “ casa de adão”.

Relação Casa / Cidade

Existe?

Foi – se o tempo em que uns dias eram bons, outro ruins; quando pessoas compravam uma casinha para morar, abriam seu negócio – uma lojinha ou armazém próximo ao seu lar e mais do que isso, viviam intensamente a cidade.

Quando inserida em grandes centros urbanos, a casa necessariamente é cercada por barreiras de proteção – ou muros. Isso só não acontece quando esta se encontra afastada, ou melhor, isolada da cidade.

Qual a relação Casa, Sujeito e Urbano?

O ambiente da moradia influencia o comportamento das pessoas nos âmbitos individual e social. Muitas vezes pode levar o Homem ao isolamento e distância do espaço urbano ou aproximá-lo cada vez mais do convívio em sociedade – por um lado podemos exemplificar a casa como fator excludente, porque a partir do muro a relação com o entorno e com as pessoas “ao redor” é praticamente nula e por outro lado o edifício residencial e sua área comum, a qual implica no coletivo e permite uma relação entre os indivíduos que nele vivem.

5

a

Definição_Casa:

Casa como identidade, como um individualismo comprometido ou como mera vitrine? Com as condições presentes, se torna cada vez mais impossível conciliar o sonho de vida com a vida real.

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