Projetos direcionados à redução do déficit habitacional . [Londres – São Paulo]

Bárbara Miranda, Letícia Miranda e Marcela Bedin

Um dos problemas que as grandes cidades enfrentam hoje em dia esta relacionado à questão da habitação, a falta desta causa verdadeira preocupação e nos impulsiona na busca de novas soluções.
Em Londres foi realizado um concurso internacional pela New London Architecture (NLA), com o objetivo de solucionar a crise habitacional. Os 10 projetos que ganharam abrangem desde soluções arquitetônicas radicais até soluções econômicas radicais. Dentre eles destacamos três:

The Urban Darning Project – Patrick J.A. Massey, CZWG

A proposta deste projeto é identificar e “remendar”alguns buracos no tecido urbano da cidade, e neste propor um pré projeto visando acelerar o processo de desenvolvimento.
  


Housing Over Public Assets – Bill Price, WSP/ Parsons Brinckerhoff

Com o uso do espaço superior dos edifícios públicos de Londres seria possível criar 630.000 novas moradias. As empresas privadas renovariam ou reconstruiriam os edifícios públicos existentes, os quais seriam recompensados podendo vender ou alugar as moradias acima.



Wood Blocks – dRMM Architects

Nesta proposta o custo e o tempo da construção podem ser minimizados significativamente, se utilizando da popularidade crescente da auto-construção, sendo possível que os proprietários possam personalizar o interior do edifício como preferirem.

 

  

 

No Brasil foi realizado um estudo que analisou todas as cidades do país, este apontou um déficit de 85% no perímetro urbano. É necessário ressaltar que o conceito de déficit não significa necessariamente falta de casas, mas sim condições precárias, que abrange desde moradias em más condições até alugueis muito altos.

Em São Paulo, Biselli & Katchborian, propõem na região central de São Paulo, no Bairro da Luz, um conjunto de habitações sociais e a sede da Escola de Música Tom Jobim. Serão construídas cerca de 1.200 unidades habitacionais, 90% delas devem ser destinadas as famílias com renda de até 6 salários mínimos, os 10% restantes dessas unidades para as famílias com até 10 salários mínimos.

A proposta aponta para um concepção urbanística que visa maior integração, priorizando as vias de circulação. Sendo assim, grande parte das edificações possuem relação com a rua.




No Brasil, um programa que propõem estimular a habitação é o Minha Casa Minha Vida, porém existem grandes questionamentos e debates em cima de tal programa habitacional. Os arquitetos apontam que estas obras não estimulam a expansão das cidades, mesmo porque dos 64 conjuntos construídos, 42 estão localizados à pelo menos 25km de distância da cidade, gerando exclusão social, infraestrutura pública precária e falta de segurança.
    

É nítido que os programas habitacionais no Brasil priorizam a QUANTIDADE e não a QUALIDADE das habitações, em que falta maior flexibilidade, variedade tipológica e inserção das moradias no tecido urbano. A necessidade de criar novas soluções é crescente, visto que a relacão entre as pessoas e a cidade é cada vez maior.

 

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