Inaugurado em 20 de setembro de 2017, na avenida Paulista, o Instituto Moreira Salles é um centro cultural projetado pelo escritório Andrade Morettin Arquitetos. Como um museu vertical, o projeto é dividido em sete andares e todos possuem pé-direito duplo, que são acessíveis por escadas e elevadores. Possui um vão livre em seu térreo e sua entrada dá-se a partir de escadas rolantes localizadas no mesmo.

 

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Fotografias : Andre Furcolin 2017

Seus espaços de exposições são amplos, totalizando mais de 1200 m² e o centro cultural também conta com um cinema/teatro – onde ocorrem mostras de diferentes tipos de mídias – além de salas de aula, biblioteca, café, restaurante e livraria.

Dentre as exposições visitadas e escolhida para relacionar com arquitetura contemporânea, o destaque vai para amostra de fotografia intitulada “São Paulo, três ensaios visuais”, com fotografias feitas em três séculos diferentes, a partir de 1862, como as de Militão Augusto de Azevedo até chegar aos dias de hoje, com diferentes fotógrafos.

Com curadoria de Guilherme Wisnik, a exposição é dedicada à cidade de São Paulo. A comunicação visual da cidade é apresentada desde os muros pintados do século XIX até seus luminosos e outdoors dos séculos XX e XXI. O ensaio visual também acompanha as grandes transformações que a cidade sofreu. Em cem anos, deixou de ser um vilarejo para estar entre as grandes metrópoles do mundo. Além de fotógrafos do acervo do IMS, como Vincenzo Pastore, Hildegard Rosenthal e Thomaz Farkas, também há na mostra trabalhos de Cássio Vasconcellos, Cristiano Mascaro, Tuca Vieira, Tatewaki Nio, Raul Garcez, João Musa e Josef Bernardelli.

Fotografia: Andre Furcolin 2017 //  “São Paulo, três ensaios visuais”,

Fotografia: Andre Furcolin 2017 // “São Paulo, três ensaios visuais”.

Dessa forma, a exposição relaciona-se com a disciplina de arquitetura contemporânea por conta do conteúdo apresentado. A evolução dos espaços urbanos de São Paulo é evidente nas fotos da mostra, bem como as pessoas que fizeram e que fazem parte dela. Esta análise fotográfica entre os três diferentes séculos, e que chega até os nossos dias nos permite concluir mais uma vez aquilo que já aprendemos antes em sala de aula: “Aprendemos História para conhecer o passado, compreender o presente e aperfeiçoar o futuro.” (Renan Antunes Bartesem).

 

11 Bienal de São Paulo e os Ensaios Visuais da Cidade

A Bienal propõe a qualificação da cidade por pensamentos e como utilizar o que ela proporciona para seus cidadãos. Pensando como ela foi evoluindo e se organizando, as imagens seguintes da exposição no IMS mostram a evolução dos seus usos
e ocupações ao decorrer das décadas.
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Fotografia: Milhão Augusto de Azevedo 1862 // Tuca Viera 2017

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Fotografia: Milhão Augusto de Azevedo 1862 // Tuca Viera 2007

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Fotografia: Hildegard Rosenthal 1940 // Tuca Viera 2007

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Fotografia: Henri Ballot 1952

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Fotografia: Hans Gunter Flieg 1956 // Mauro Restiffe 2014

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Fotografia: Tatewaki Nio 2009

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Fotografia: Alice Brill 1954

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Fotografia: Chico Albuquerque 1955

Luana Serafim

 

“São Paulo, três ensaios visuais” IMS e a Arquitetura Contemporânea

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