Investigação da narrativa em relação ao espaço ordinário.

Da Caverna ao Container; do homem sedentário ao Will Eisner.

As pinturas rupestres representavam a cultura, o mundo natural e o universo espiritual. Elas começaram no paleolítico, mas são destacadas no período neolítico, já que foi nesse curto período de tempo que houve um desenvolvimento muito grande da agricultura e da criação de animais, fixando pela primeira vez o homem em um espaço, gerando o homem sedentário e as primeiras comunidades coletivas.

              O desenvolvimento das gravuras/pinturas, que em alguns momentos eram feitas em formato sequencial – com as representações históricas contadas nas paredes – foram os primeiros registros que possibilitaram a produção da memória e o resgate do passado

Esse desenvolvimento das pinturas, tem relação com a criação da escrita, que veio logo depois e aprimorou a possibilidade de registro histórico. Essas duas formas de linguagem contribuíram muito para o desenvolvimento das identidades culturais de cada civilização, com seus rituais e crenças sendo gravados em paredes e objetos, possibilitando a transmissão de ideais por diversas gerações, formando assim os primeiros laços culturais e sociais mais fortes.

              Estão nelas os primeiros registros do que era importante, do que era descoberto e do que se via como importante. Observar criticamente e registrar foram das principais evoluções da humanidade, tendo sido responsáveis por nosso desenvolvimento cientifico e tecnológico. Essas heranças ainda seguem muito presentes, tanto na nossa relação com os espaços, com o desenvolvimento da comunidade e no desenvolvimento pessoal; quanto no lado animal, de guerras e segregações.

A partir da citação de Ware, na obra “Jimmy Corrigan – o Menino mais esperto do mundo”, fica interessante criar um paralelo entre essa evolução de aproximadamente 6.000 anos, com o desenvolvimento de um ser humano no processo desde a alfabetização até a idade adulta: 

É natural observarmos crianças descrevendo acontecimentos corriqueiros da vida por meio de sequencias de simples pictogramas ou imagens. Pois essas “histórias desenhadas” ajudam a “dar sentido” e “por ordem” ao novo mundo empolgante e por vezes confuso que se lhes apresenta.

                                             Ware, Chris (2000, contra capa) – negrito do autor

Após os primeiros registros na pré-história, com o aumento da população global, a evolução da humanidade passou a ser cada vez mais rápida e intensa na documentação de períodos marcantes. Dos anos 3.500 A.C até o Renascimento,  passamos por diversos outros períodos históricos, da arte egípcia até a gótica e é interessante pensar no encurtamento de tempo de cada período, de como a sociedade foi se desenvolvendo e passando por suas diversas evoluções e crises e que cada vez deixou a vida mais dinâmica e registrada. Tornando em alguns casos períodos que, apesar de serem mais curtos, serem tão ou mais intensos que os outros.

Existem três questões no Renascimento que devem ser notadas aqui. A primeira por observarmos a percepção em formato de um período, com saudosismo e a necessidade de retrospecção ao passado, a ideais artísticos e de beleza que havia se perdido e era necessário refazer ou buscar, não à toa o seu nome, Renascimento. A segunda, é o desenvolvimento da arte e o surgimento da perspectiva com ordens da matemática e da geometria, o que revolucionou o universo artístico e o registro histórico de espaços e suas relações com ele. E por último, o descobrimento de terras brasileiras pelos Europeus e o início do que veio a ser, através da imposição, o modo de desenvolvimento da maioria das cidades brasileiras e como nos relacionamos com ela até hoje.

              Esse rápido recorte com o renascimento, serve para entender o que pode ter sido, em conjunto com outros fatores, a compreensão de que parte do desenvolvimento não fazia sentido e que se devia retornar para renascer valores antigos que estavam apagados. Esse é um dos temas mais atuais que se é discutido, seja em questões coletivas e políticas, seja no modo de vida individual. A velocidade de transformação e desenvolvimento chegou a uma velocidade que para muitos é o limite, colocando em dúvida a sequência do que hoje temos como “capitalismo selvagem”. Existe uma busca de volta à natureza, ao homem do campo, à situação da caverna e do refúgio, onde se pode ter tempo para maior compreensão existencial. Uma ideia que, em alguns casos é romântica e ilusória, provinda da falta de noção histórica e cultural da humanidade.    

              Isso pode ser compreendido pelo texto e análises que vieram em seguida disso da casa existencialista de Heidegger. Ele conseguiu através de seus sentidos e de sua interpretação do espaço, transformar um mero alojamento em um autêntico habitar. Em sua cabana coloca a relação com a natureza como uma exigência “ela se opõe a um tempo radical, que se finaliza. É uma casa que coloca o valor da memória no lugar do progresso. “A casa foi erguida num esforço de instalar univocamente, nas coisas, terra e céu, divinos e mortais. E foi situada na vertente da montanha que está protegida do vento, entre as pradarias, próximas à fonte.” ** Heidegger[1] consegue, com seu refúgio, uma relação equilibrada com a natureza, um habitar mais simples e modesto, que estabelece total relação com o seu passado.

[…] Pretendemos mostrar que a casa é uma das maiores (forças) de integração para os pensamentos, as lembranças e os sonhos do homem. Nessa integração, o princípio de ligação é o devaneio. O passado, o presente e o futuro dão à casa dinamismos diferentes, dinamismos que não raro interferem, às vezes se opondo, às vezes excitando-se mutuamente. Na vida do homem, a casa afasta contingências, multiplica seus conselhos de continuidade. Sem ela o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. É corpo e é alma. […]

Bachelard, Gaston. Poética do Espaço. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1993, 2a.edição, p.26)


[1] Ábalos, Iñaki A boa-vida. Barcelona: Ed. Gustavo Gili, 2016, p.59

Essa relação de transgressão com o passado é antes de tudo pessoal e varia da história e da psico-geografia de cada indivíduo, ou grupos deles, não servindo para gerar resultados padrões, mas como um método que gera infinitos resultados, dependendo da história de cada indivíduo.

D´ Salete, Marcelo. Angola Janga. São Paulo: Ed. Veneta, 2016, pág. 204

A escolha desta como exemplo se deve pela marca histórica da transição do homem pré-histórico, da caverna e do campo, para o homem pós revolução industrial; Ela se deve pelos diversos exemplos que ocorreram e ainda ocorrem da mudança do homem do campo para a grande cidade, em busca do progresso, muitas vezes financeiro.

              Como no livro em quadrinho escrito por Paco Roca[1], “La casa”, que conta a história pessoal do autor no momento em que seu pai morre e ele precisa voltar para a casa no campo em que seu pai vivia para poder vendê-la com seus três irmãos. A casa é colocada como um dos protagonistas principais do livro, trazendo lembranças em cada parte que eles precisam limpar ou arrumar. É um livro que representa o ordinário conservador, trazendo-o como algo que estabiliza as leituras regionais, representa um passado idealizado, em que os personagens pertenceram. Essa leitura é muito similar a que podemos fazer do livro “Veneza”, escrito e ilustrado por Jiro Taniguchi, em que ele faz um caderno de viagem na cidade Veneza em busca de pistas sobre a história de seu avô.

Taniguchi, Jiro; Louis Vuitton Malletier. Venecia.  Espanha: Ed. Ponent Mon, 2017, s/p.

[1] Roca, Paco La casa. Espanha: Ed. Astiberri, 2018, 5ª. Edição, p.102-103

Autores brasileiros, como Drummond, também utilizaram a arte – a literária desta vez -, para falar do passado e, indiretamente, mostrar seu presente pessimista:

Lembrança do mundo antigo

Clara passeava no jardim com as crianças.

O céu era verde sobre o gramado,

a água era dourada sob as pontes,

outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados,

o guarda-civil sorria, passavam bicicletas,

a menina pisou a relva para pegar um pássaro,

o mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era

tranquilo em redor de Clara.

As crianças olhavam para o céu: não era proibido.

A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo.

Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.

Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,

esperava cartas que custavam a chegar,

nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava

[no jardim, pela manhã!!!

Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!!”

Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do mundo. São Paulo: Cia. De Bolso, p.65

Apesar do motivo e da diferença de tempo, o poema pode se encaixar muito bem com o pensamento e a idealização do passado que está muito presente no mundo contemporâneo.

Em 1965, no livro Tentativa de esgotamento de um local parisiense, George Perec faz uma tentativa de esgotamento do espaço anotando e descrevendo tudo que ele observava. Perec traz a noção sobre infra-cotidiano e infra-ordinário. É uma chamada para olhar, a partir do esgotamento, aquilo que está no fundo do cenário da cidade e não podemos ver pela questão de ser ordinário. Vejo como relação a este livro e como uma possível tradução para cenários brasileiros, a música Alucinação, feita em 1976, por Belchior:

Alucinação

Um preto, um pobre

Uma estudante

Uma mulher sozinha

Blue jeans e motocicletas

Pessoas cinzas normais

Garotas dentro da noite

Revólver: cheira cachorro

Os humilhados do parque

Com os seus jornais

Carneiros, mesa, trabalho

Meu corpo que cai do oitavo andar

E a solidão das pessoas

Dessas capitais

A violência da noite

O movimento do tráfego

Um rapaz delicado e alegre

Que canta e requebra

É demais!

Cravos, espinhas no rosto

Rock, Hot Dog

Play it cool, baby

Doze Jovens Coloridos

Dois Policiais

Cumprindo o seu duro dever

E defendendo o seu amor

E nossa vida

A produção de ideias a partir da observação da cidade existe desde sempre, mas a discussão acerca do “ordinário” na leitura urbana nasce com a modernização. Adjetivar como ordinário surgiu pela primeira vez nos textos de Denise Scott Brown, para representar tudo o que não podemos ver, seja por não estar no nosso campo de visão, ou por não ser algo que consideramos. Quando ela e Robert Venturi escreveram o livro Aprendendo com Las Vegas, o termo “ordinário” ficou conhecido e muito utilizado para abordar o tema de objetos, planos, arquiteturas, etc. “banais”. Eles popularizaram e aumentaram a discussão sobre o ordinário, criando observações da cidade, não só por fora da arquitetura, mas sobre coisas que o arquiteto depreciava.

A leitura e estudo sobre eles permite o desenvolvimento do olhar para a cidade banal, da possibilidade de um outro mundo, dentro de um mundo já existente, uma cidade latente dentro de uma cidade existente. O livro Aprendendo com Las Vegas[1] alarga a compreensão e inaugura uma maneira de pensar a cidade, que é mais antropológica com relação alteridade. O grande “choque” acontece ao compreender a crítica que eles faziam, de fazer o arquiteto descer do pedestal, na posição de quem sabe tudo, para o chão, junto ao resto da humanidade. Aprendendo com as pessoas a vida cotidiana real e o que elas realmente gostam. Rompendo com o padrão de aprender com eles mesmos, na bolha do que se cultua dentro da arquitetura. É um efeito anti-utópico, considerando a utopia como um narcisismo. Como analisa Enrique Walker, “(…) o livro traz um efeito retórico desta investigação em Las Vegas, que é antropológico.”


[1] Venturi, R. Aprendiendo de las vegas: El simbolismo olvidade de la forma arquitectónica. Barcelona: Gustav Gili, 2000.

O ato de observar o ordinário é antes de tudo a compreensão sobre a diversidade e a complexidade da vida humana. É uma crítica à padronização e à maquinização do espaço e do olhar e a consciência de que onde existe vida, existe a possibilidade da investigação do ordinário, seja em questões grandes, como pensando em uma cidade, bairro ou rua, quanto em pequenos detalhes, como objetos urbanos da cidade ou pessoais.

Pode-se observar que Pinheiro[1](2019) constrói esse olhar a partir da observação do cotidiano de um bar, descrevendo o uso racional da mesa e de um copo americano. Chabouté[2] (2019), por sua vez, enxerga o banco da praça e sua multifuncionalidade, conforme imagens a seguir:


[1] Pinheiro, Rapha. Mesa 44. Porto Alegre: AVEC Editora, 2019, p.33

[2] Chabouté, Christophe. Um pedaço de Madeira e Aço. São Paulo: Pipoca e Nanquim, 2019, 1ª. Reimpressão, p.36-37.

Pinheiro (2019, p.33)
Pinheiro (2019, p.76)
Chabouté (2019, p. 36-37)

O livro “Mesa 44”, feito por Rapha Pinheiro é uma experiência de se trabalhar in loco, no caso ilustrar, a mesa do bar. Sentando sempre na mesa 44 em um bar no Rio de Janeiro, o autor ilustrou a vida cotidiana desse bar, narrando as histórias que ele observava e escutava das outras mesas. Além da relação com o espaço e os objetos das pessoas que trabalham e frequentam o bar. Nos dois trechos destacados, Pinheiro observa o copo americano e a mesa, que estão muito presentes na vida dos frequentadores de bares no Brasil, mas muitas vezes não são contemplados ou analisados como sua devida importância.

A terceira imagem, é um trecho do livro “Um pedaço de Madeira e Aço”, feito por Chabouté. Nesse livro, o artista francês coloca como personagem principal um banco de praça qualquer e narra sua vida com a passagem do tempo e das pessoas no cotidiano. Ele mostra a importância desse simples banco e do tempo na vida de cada pessoa que passa por essa rua ou praça. Mostra a diversidade de funções que ele tem, pelo fato de ele ser simples e básico.

O movimento contra essa padronização e modernização, pode ser exemplificado com a Renovação Urbana Cautelosa de Berlim, em 1982. Os protestos geraram movimentos antifascistas, que olhavam para demolição de antigas moradias para se construir novas como um processo autoritário, que desloca as pessoas de seus lugares de origem. Esses movimentos fizeram o poder publico recuar em algumas situações, para ter um dialogo com os moradores sobre como reabilitar o espaço.

Esse processo gerou os doze princípios da Renovação Cautelosa[1], liderada pelo professor Hardt-Waltherr Hamer, que tinha contato com os moradores das regiões que ocupavam os edifícios antigos. A ideia principal é que as intervenções urbanas não devem surgir de cima para baixo, elas devem surgir a partir da demanda da população local. E que quando realizadas, essas interações devem contar sempre com a participação de sua população, no projeto e na execução. O contexto e as características locais devem ser respeitados e valorizados, evitando grandes impactos na vida do bairro. Isso é base para as políticas urbanas na Alemanha até hoje.

O exemplo da Alemanha serve para mostrar a importância e a compreensão da observação; do sentimento de pertencimento em ruas, bairros e cidades; do Flâneur; do ócio; do tempo e da história na vida de um ser humano. Um exemplo que apesar de conter reinvindicações com diversos cunhos, existe uma questão de pertencimento e valorização de “edifícios ordinários”.

Em 1978, Rem Koolhaas[2] publicou o livro Nova York Delirante, onde podemos encontrar ideais do método crítico-paranóico de Dalí, trazendo com uma sensibilidade, a observação surrealista do ordinário. Ao contrário do que observamos em leituras conservadoras do ordinário, que estabilizam as leituras regionais ou nacionais, Koolhas, infectado pelo surrealismo, faz uma leitura que estabelece ligação ao dadaísmo. A influência do método paranóico-crítico de Dalí, ocasiona em deixar fluir a consciência livremente, sem travas, deixando o subconsciente aflorar. Deixar fluir o subconsciente e logo, aplicar essa visão na malha cartesiana. Basicamente, a leitura surrealista do ordinário se faz da interpretação dos espaços e objetos através de seus deslocamentos, provocando diferentes leituras.

O Ilustrador Yuval Robichek aplica quase sempre essa visão do ordinário em suas ilustrações digitais. Ele busca por significados de objetos, ações e espaços banais, extraindo seus atributos como forma, cor e função do habitual e cria uma leitura própria de situações cotidianas. 


[1] Conteúdo extraído da aula do professor Márcio Novaes Coelho Jr., ministrada no dia 23/11/2020.

[2] Koolhaas, Rem. Nova York Delirante. São Paulo: Cosac & Naifi, 1ª. Edição, 2008.

Ilustrações digitais – Yuval Robichek

Eisner[1]:

Eisner (2020, p. 63 -64)


[1] Eisner, Will. Nova York A vida na grande cidade. São Paulo: Quadrinhos Na Cia., 11° edição, 2020, p. 62-64)

As duas leituras do ordinário, a conservadora e a surrealista, apesar de diferentes, elas também são misturadas e colocadas de diferentes formas na arquitetura. Um exemplo de mescla, está nas obras de Aldo Van Eick, tanto no campo teórico, quanto nos seus projetos arquitetônicos, onde existe um rompimento da padronização, uma busca por significados entre diferentes formas, cores e, ao mesmo tempo, um contexto e uma realização material e espacial que respeita aquilo que é pré-existente. Seu manifesto, com a criação do Team X e suas obras realizadas, são um exemplo de mescla na maneira de ler o ordinário.

O livro “Nova York, a vida na grande cidade”, do Will Eisner (2020) também é fruto dessa mescla. Ele utiliza em vários momentos da visão surrealista e da busca dos papeis que a cidade e os objetos tem. Além de sua visão única para determinados objetos e situações, seu trabalho de observação e narrativa revolucionaram a maneira de documentação. Eisner é um dos principais cronistas da cidade de Nova York e se utiliza da arte em sequencia para desenvolver tanto na sua forma escrever e desenhar, quanto na diagramação e montagem da sequencia narrativa.

Já o livro “Aqui”, de Richard McGuire[1], assim como o livro do Chabouté (2019), coloca um espaço específico como protagonista principal, mostrando que sem esse espaço, de único enquadramento, nada que por ali passa seria possível. Sendo assim, ele desloca, animais, pessoas e objetos e os relaciona, de maneira direta, por sua ação, ou indireta, por simplesmente estar ocupando o mesmo espaço em tempos distintos. Apesar do recorte temporal do livro trabalhar a maioria das cenas com o canto da casa construída, tendo a janela e a lareira como objetos quase que fixos por todo o livro, ele demonstra sua insignificância perante o tempo da terra e coloca o ser humano como mais um objeto, que apesar de ter a capacidade de transformar o espaço drasticamente, ele pouco representa para a história do universo. Apesar disso, o autor reconhece a importância de pequenas ações cotidianas e de objetos banais, que apesar de sua constante transformação, seguem valores históricos importantes para a história da humanidade e seu desenvolvimento como comunidade. 


[1] McGuire, Richard. AQUI. São Paulo: Quadrinhos na Cia., 1° reimpressão, 2019.

Aqui – Richard McGuire

A relação estabelecida nesse artigo entre a imagem, a narrativa e a arquitetura servem para acentuar o observar para coisas que muitos dos arquitetos não estão olhando. Um olhar para a vida, para o cotidiano verdadeiro. A imagem em sequência, é uma das formas mais eficientes e democráticas de se passar uma informação ou contar uma história e os livros e trechos aqui citados, servem para mostrar que a arquitetura aparece e desaparece ao longo do tempo e, por mais que se tente, ela nunca reina de maneira absoluta.

A observação e a interpretação é pessoal e nunca se limita, mas se amplia e liberta, com a prática e o pensamento crítico para os dogmas. Para isso se deve cultuar principalmente, o ócio, o momento, o descanso, o tempo e a pausa.  Segue a letra da música “Para ver as meninas” interpretada por Marisa Monte.

Silêncio por favor

Enquanto esqueço um pouco a dor

do peito

Não diga nada sobre meus

defeitos

Eu não me lembro mais

quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas

Uma pausa de mil compassos

Para ver as meninas

E nada mais nos braços

Só este amor

assim descontraído

Quem sabe de tudo não fale

Quem não sabe nada se cale

Se for preciso eu repito

Porque hoje eu vou fazer

Ao meu jeito eu vou fazer Um samba sobre o infinito

Autor: Lucca Iacovino Davila

Arquitetura Contemporânea – AAQ8

Professor: Rodrigo Serafino da Cruz 

Formato original em PDF:

Um comentário sobre “Investigação da narrativa em relação ao espaço ordinário.

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