Onde é arte? | Revista Domus

 

     A velocidade com a qual o mundo contemporâneo se transforma, se modifica e se inventa, resulta em uma sociedade que é cada vez mais inquieta, angustiada e impaciente. E é esta velocidade que nos leva a buscar experiências novas e incomuns. Nos tornamos dependentes dessa novidade como forma de fugir do tédio e vida mundana. O dinamismo, por consequência, acaba sendo uma característica cada vez mais presente no dia-a-dia.

     A arte e arquitetura podem ser vistas como um reflexo daqueles que as cria, portanto, um reflexo da sociedade. Exemplo disso está na maneira em como lidamos com arte e como a definamos. Hoje, mais do que nunca, é possível encontrarmos várias formas de arte, desde uma pintura até uma performance. O ponto é que hoje, não são só objetos físicos que caiem na classificação do que é arte. E então, isso nos leva ao questionamento da natureza dos espaços que irão recebê-los.

Chegamos então nos questionamento:

O que é arte? Como é arte? Onde é arte?

     A experiência do espectador que observa, tornou-se um elemento importante para a compreensão da obra exibida. Sendo a interação do indivíduo um fator chave, os espaços expositivos precisam adaptar—se a essa nova ordem.

     O novo Tate Modern, por exemplo, inaugurará com uma exposição na qual o espectador é convidado a deitar-se nas estruturas expostas. Não só apreciando a obra com a visão mas também com os outros sentidos.

Capsules (NBP x me-you) 2000 by Ricardo Basbaum born 1961

Capsules (NBP x me-you) 2000 Ricardo Basbaum born 1961 Presented by the Latin American Acquisitions Committee 2004 http://www.tate.org.uk/art/work/T11863

Já com a artistas como Marina Abramovic, entende-se que arte expandiu-se para além do confinamento da canvas.

Como então que a arquitetura lida com essa nova condição?

     O recém aberto Whitney Museum de Renzo Piano, em Nova Iorque, é um projeto que provocou curiosidade e debate a respeito deste tema de espaços expositivos. O visitante, ao chegar no museu, se depara com o que parecem elevadores convencionais. Porém, ao adentrá-los, torna-se um participante ativo numa obra de arte de Richard Artschwager. Com esta obra, o artista não só questiona a função do elevador, como qual é a definição de um espaço adequado para exposição de arte. O elevador torna-se, portanto, espaço e obra.

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     Similarmente, existe uma necessidade desses espaços serem flexíveis e adaptáveis. A solução para isso não necessariamente se limita a espaços open-plan, onde a falta de divisórias permite variedade de configuração e uso. É possível, de uma forma mais sustentável, incluir já na concepção do espaço, possibilidades de exposição não-convencionais, afim de evitar o ato de montagem e desmontagem personalizada para cada artista.

     Ilustrando-se essa ideia, o Garage Museum of Contemporary Architecture do OMA, em Moscou, é uma exemplificação do que pode ser projetado, de uma maneira inteligente e funcional, para a criação de possibilidades de espaço. Nele, foi articulada paredes brancas que podem ser dobrados abaixo do teto, criando um cubo branco em casos onde a exposição demanda uma ambiente mais neutro. Além disso, uma abertura de 9×11 metros no piso do pavimento superior cria um espaço de pé direito duplo para o hall de entrada, permitindo a exposição de grandes esculturas for a de tamanhos padrões. Caso a exposição não necessite do pé direito duplo, por exemplo, a abertura pode ser coberta por uma grelha de metal, por cima de onde visitantes podem transitar. Esta grelha, quando não em uso, é içada até o teto.

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Garage Museum in Gorky Park, arch. OMA, Rem Koolhaas, 2015

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     O questionamento do espaço físico “ideal” para receber arte contemporânea, no projeto de UNK Project para o National Centre for the Contemporary Arts, vai além do entendimento do conceito de espaço físico delimitado. Na proposta, a liberdade da interpretação do individual, é dada pelo não confinamento de obras entre 4 paredes. Isto é, o espaço é tido como uma tela em branco, livre e pronta para receber o que for. A surpresa desse espaço não convencional é o que o faz atrativo e desperta curiosidade. A interação do espectador é um fator chave para a compreensão da obra pois existe uma troca no processo cíclico do artista-obra-espectador.

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Será a solução para o projetar o não construir?

 

 

 

Catarine Frade, Ghabriela Amorim – Abril 2016

A PRETENSÃO SUBSTITUINDO O POSTO DE UM BOM PROJETO

 A Relogovista Abitare

-Edições Mensais;

-Fundada em 1961, por Piera Peroni que a dirige em uma década. Seu primeiro nome era Casa Novità e apartir do seu sexto exemplar, torna-se a chamar Abitare. A publicação da revista foi suspensa no início de 2014 para cerca de 8 meses, e então volta `as bancas em outubro com uma nova versão em termos de conteúdo e gráficos, sob a nova direção de Silvia Botti.

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“Devemos criar uma nova palavra para Cultura, porque diferentemente do consenso geral, museu e performances, pensamos em outros objetos e não apenas em inovação e criatividade.”

Assim começa a reportagem capa da Revista Abitare, edição de número 543, “Se La Cultura prende el posto Del profitto” [ A Cultura Substituindo o Posto do Lucro], de Lina Bonardi.  Mesmo após essa pretensiosa afirmação dos arquitetos, acreditamos que o projeto seja interessante.

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Situado na Zona Tortona, antiga fábrica da empresa Ansaldo Stecca, metalúrgica de Milão, falida dês da década de 1960. O projeto, estranhamente, ainda não possuiu um titulo mas envolve uma grande transformação de uma área de quase 6000 m2, no coração da Zona Tortona, criando o novo distrito do design milanês. Como é sabido, Milão possui uma importante industria da moda, com suas marcas mais conhecidas como Giorgio ArmaniValentinoVersaceDomenico Dolce, Stefano Gabbana, Miuccia Prada. Tentando diversificar o pólo industrial, a cidade esforça-se para projetar-se como um pólo do Design, assim como a sua cidade vizinha, Turim, já o fez.

O antigo complexo industrial, que atualmente é de propriedade do governo, é hoje uma região urbana inteiramente dedicada a cultura. Pode-se encontrar a cede do laboratório–atelier do Teatro Scalla e, também, o Museo delle Culture, projetado pelo arquiteto ingles David Chipperfield.

Através de um concurso, para criar um centro internacional cultural, planeja-se estabelecer um espaço multiuso, com o objetivo de dialogar com a vanguarda artística da Europa e do mundo. Sim, mais pretensão dos arquitetos.

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O projeto premido foi realizado pela junção dos escritorios Associazione Culturale Aprile, Avanzi, Make a Cube, Accapiu,  ARCI e o escritório Onsitestudio.

Com um investimento de quase 4,000,000 de euros (com metade da contribuição feita pelo governo e a outra pela iniciativa privada), o espaço será completamente repensado e equipado para criar um espaço de fácil troca de ambientes, cenários , propostas, onde será sempre possível desenvolver novos conceitos. Nada muito diferente dos Centros Culturais que conhecemos, certo?

Mas, segundo a autora, este não será simplesmente um centro cultural, tão pouco um projeto que vê a cultura no centro de qualquer processo de decisão das atividades humanas. Será um lugar de trabalho, estúdio de pesquisa e experimentação, com um objetivo ambicioso: propor uma nova instituição dedicada ao bem e a riqueza da sociedade. Obrigada por existirem, por gentileza, façam projetos em locais em guerra e planejem a paz mundial também.

Antes de saber o que aconteceria internamente ao projeto, o escritório acredita ser interessante entender o tipo de abordagem da criação, um amplo projeto desenvolvendo relações de trabalho sem precedentes. Poderá dizer que é uma mistura entre público e privado, na escala local e mundial, sendo indispensáveis para o projeto, a mistura destes na abordagem do projeto.

Lugares como esse tem que existir em um cidades em constante mudança, como os arquitetos acreditem que Milão seja, e inclusive nas menores escalas, como nos bairros. Mas os desafios do mundo contemporâneo também fazem com que exista uma necessidade em fazer parte de mundo globalizado de idéias e processos de mudança em produção, consumo e modos de vida, possibilitando novos links, inclusive entre a comunidade. Mas isso não é o suficiente. Um espaço favorável para inovação devem garantir a possibilidade para ações “arriscadas”, cometer erros e começar novamente. Então a relação entre a liberdades e regras torna-se importante, também nesse conceito. Ok, imaginamos que seja um espaço onde tudo possa acontecer, livremente, mais ou menos como numa comunidade hippie, certo?!

Praticas comuns devem abrir espaços para experimentações. Espaços devem criar oportunidades, serem informais. É necessário criar um novo contrato social entre os proprietários, gerencia, convidados e usuários. Ou seja, a população é “domesticada” pelo espaço, e não o espaço planejado segundo as necessidades da comunidade? Esta certo isso?

De acordo com os arquitetos e criadores, é um erro começar das fachadas quando se esta reorganizando “novos” espaços na cidade, que eram vazios.

Assim sendo, percebe-se uma grande valorização da criação de novos espaços. Segundo a autora, principalmente quando esta localiza-se em edifícios previamente existentes que deverão ser incorporados e adaptados. Ou seja, não houve qualquer tentativa de uma utilização segundo a importância ou relevância do uso anterior? Os galpões serão remodelados, dando lugar a espaços super tecnológicos, onde tudo pode rolar?

A segurança dos usuários é relevante ao projeto, inclusive as suas respectivas estruturas, mas focou-se mais em aspectos intangíveis, como criar espaços funcionais, apoio aos usuários, e a relação com seu entorno. Acredita-se que é uma questão cultural, não meramente formalista. Fiquem atentos: enquanto vocês estao trabalhando, uma viga pode cair em suas cabeças. Afinal, os aspectos “formalistas” foram esquecidos, considerando-se mais os espaços de trabalho e as áreas intangíveis, praticamente inexistentes.

Para criar espaços de renovação, utiliza-se uma enorme quantidade de pesquisas, fora da proporção do real requerimento,   e leva algum tempo para resolver as burocracias públicas; no final não subestima as esperanças e o entusiasmo dos envolvidos. Não desistam! O projeto ainda salvará o mundo, principalmente, contra as cáries!

Ou seja, apos a leitura da reportagem, estamos extremamente ansiosas pela realização deste projeto. Pretendemos fazer caravanas para Milão, com o objetivo de desfrutar de tais revelações. Sabemos que outros projetos semelhantes, como o da arquiteta Lina Bo Bardi, no SESC Pompéia em São Paulo, ou até mesmo, o da Tate Modern dos arquitetos Herzog & de Meuron, que também criaram espaços de convivência plural, não chegaram nem aos pés dessa obra única, em Milão.

sescpompeia    SESC POMPEIA, LINA BO BARDI

TATE    TATE MODERN, HERZOG & DE MEURON

Seria mais honesto, e humilde, para um projeto que ainda nem existe, ter buscado referencias em projetos semelhantes, e que funcionam, do que tentarem inovar, ou diferenciar-se, de algo que existe e que funciona perfeitamente na sociedade contemporânea.

L’Architecture d’Aujourd’hui – Water as a Design tool

Por: Cássio Pereira e Bárbara Ginjas, 8AAQ

A revista L’Arvhitecture d’Aujoud’hui é uma revista de origem francesa que aborda temas internacionais da arquitetura e urbanismo contemporâneos, e os relaciona com a problemática social e a com os diversos campos da arte e expressão. Suas edições são bimestrais e o seu preço é de aproximadamente 25 euros e é uma leitura bilíngue, francês e inglês.

Uma das edições do ano de 2015 trata sobre o tema “Water and the City” (“A água e a cidade”), tratando-se sobre a agua enquanto uma ferramenta a ser utilizada no design, tendo em vista como esse elemento foi pensado até hoje e que tipos de soluções de projeto foram apresentadas e configuram nossos tecidos urbanos. Uma vez que grande parte das mudanças climáticas presenciadas atualmente são o produto da ação humana, que aceleraram o processo dos desastres naturais. Um exemplo desse tipo de situação é supressão em centros urbanos de áreas permeáveis em dimensões consideráveis para suprir a demanda de escoamento.

A problemática é abordada de maneira que a metodologia e visão utilizadas até os dias atuais é obsoleta na questão ambiental e precisa de uma remodelação, muitas vezes lenta, na percepção do que é a agua no tecido urbano e no projeto propriamente dito.

O uso da água de maneira mais consciente é muito abordado no campo da pesquisa urbana, podendo se dizer que acabou se tornando algo mecânico nos projetos e propostas. O grande desafio que tanto a revista como os próprios arquitetos abordam atualmente com mais atenção é o uso dos recursos hídricos de maneiras pontuais, porém não isoladas do entorno, em projetos com uma escala menor e para usos específicos, um bom exemplo disso é citado na edição da revista, numero 406 – Março, o Watersquare Benthemplein, do escritório Urbanisten. O projeto fica localizado em Rotterdam e foi encomendado pelo departamento de Iniciativas Climáticas de Rotterdam, foi concluído em 2013.

O projeto partiu da necessidade de tornar visível onde eram gastos os fundos investidos pelo governo nas facilidades de armazenamento de água. Para a realização da demanda foram escolhidos os miolos de quadra para instalar tais “quadrados de água” e isso acabou gerando uma nova identidade para o desenho publico da cidade assim como melhorando as condições ambientais da região e criando espaços de lazer. A interação com a água é estabelecida a partir do momento em que as águas pluviais são escoadas para essas áreas quadradas gerando espécies de espelhos d’água/lagos, e quando isso acabar por secar se torna um espaço de praticas esportivas e atividades livres de lazer para a população.

A discussão sobre a água e a urbe já foi abordada em diversos âmbitos e mídias, a revista brasileira Monolito, por exemplo, acabou se enganchando nas recentes discussões sobre a crise hídrica que o Brasil tem enfrentado e abriu o debate sobre a quantidade de água necessária para uma cidade funcionar, e de como o excesso pode ser tão prejudicial quando a falta e vice versa. Outro meio que acabou discutindo isso no Brasil foi o ArqFuturo de 2013, onde as palestras foram focadas nas severas estiagens das ultimas décadas e a postura dos países em relação a isso, e como as atitudes tomadas acabam não sendo as mais compatíveis com a sustentabilidade, outro termo que já virou algo mecânico ao se tratar de arquitetura e urbanismo, porém sem nenhuma reflexão. Isso pode se ver nos desperdícios gerados em linhas de produção dos mais diversos produtos, mas é bom termos em perspectiva que isso não é algo novo, e sim algo que foi se desenvolvendo com o tempo e com o aumento de demanda para suprir o grande numero de pessoas nas cidades.

A dependência de qualquer malha urbana na água já se estabeleceu comprovada em todos os casos, isso é visto desde as primeiras formações de aglomerados sociais ate civilizações mais evoluídas, como por exemplo a civilização egípcia, que entre outras milhares, foi uma que se estabeleceu às margens de um rio, o Nilo, e com o tempo acabou domando o rio ao seu favor. A medida que a população aumentava foi imposta a necessidade de canalizar partes do rio e criar ramificações que atendessem áreas mais distantes da margem, tanto para o consumo imediato quanto para agricultura. Mas assim como o homem se mostrou capaz de “ampliar” os recursos naturais ao seu favor, também é muito recorrente termos que lidar com situações que nos forçam a conviver com os extremos, como é o caso de Veneza, onde as edificações são tangidas pelas águas e muitas vezes o acesso é exclusivamente por barcos.

Atualmente , principalmente no campo das artes, é possível perceber o quanto o ser humano busca a retomada desse contato com a natureza. Ao mesmo tempo que se fala muito sobre o “verde” e sobre a importância de ser eco, sustentável, verde, e etc acabamos passando pelo processo de Green Washing, ou seja, estamos buscando selos que não refletem a preocupação com o meio e sim a popularidade do projeto/produto, pode-se observar isso em grande parte das edificações que possuem uma cobertura verde, geralmente elas mantém a mesma tipologia de blocos de vidro que dependem de ventilação automatizada entre outras coisas mais, porem possuem o teto verde, logo se tornam um projeto com uma “cara” amigável para com o meio ambiente e assim se popularizam. Como dito antes a arte percebe isso e busca se contrapor a esse pensamento e faz isso se colocando no meio disso tudo. Ao olhar a obra de Olafur Eliasson, por exemplo, quando ele recria a percepção de um por do sol em pleno Tate Modern colocando o expectador de frente com a sensação que a luz amarela somada com espelhos e fumaça impactando as pessoas que provavelmente nunca presenciaram o por do sol real por conta de onde vivem e como vivem.

No ano de 2009 em sua palestra no TED, Olafur Eliasson apresentou seu trabalho mais recente na época que era a inserção digital de uma cachoeira em edificações altas dos grandes centros. Sua explicação para isso não foi menos genial que o trabalho em si, para ele essas quedas d’água representam a noção de distancia que nós possuímos instintivamente e que se perde em uma cidade grande, por exemplo, se você esta andando em uma área descampada na natureza e vê uma cachoeira é possível medir a distancia aproximadamente pela velocidade em que se vê a queda das águas e em um grande centro todo perfurado por prédios isso não é possível e essa relação acabou se perdendo.

A expressão artística tem refletido essa necessidade da volta da conexão com a natureza e outros artistas tem seguido essa corrente de pensamento, assim como Eliasson, outro artista que tem trabalhado nesse arquétipo na contemporaneidade é Berndnaut Smilde, sua técnica permite uma escultura que tem uma duração de aproximadamente 10 segundos e são completamente etéreas, ele reproduz nuvens. Geralmente suas instalações são feitas em locais extremamente controlados no sentido de que são museus, galpões, estúdios e similares, e isso por dois motivos, um é a necessidade de um ambiente controlado que é alcançado mais facilmente nessas locações, outro é a contraposição de trazer o céu para dentro do elemento construído pelo ser humano. Seu trabalho busca se relacionar com o público, pois para ele é um conceito universal, a nuvem possui algo que conversa com todos e as pessoas perderam isso cercadas por concreto vivendo nas cidades.

A edição da revista L’Arvhitecture d’Aujoud’hui que estamos abordando, alem de falar da água como componente do design também fala dessa esfera do natural que é a nuvem. Eles falam de projetos que usam do artifício da nevoa para criar ambientes e gerar sensações que somente com elementos construtivos não é possível alcançar.

Por fim, ao interseccionar todos esses assuntos e seus aspectos sociais é muito obvio o desejo que o ser humano possui em se conectar novamente com o natural. Seja na arquitetura, artes plásticas, cinema com filmes futuristas como Avatar, por exemplo, que acaba se tratando da reconexão do homem com o verde. O que é necessário mudar não são necessariamente as praticas construtivas ou como vive a sociedade e sim o porque de tomar tais ações e o porque de ser eco.