Artes Plásticas e Arquitetura: Conexões

Felipe Merker, Matheus Pecorari e Vivian Turessi

1.Introdução

Desde o início da humanidade, buscamos nos retratar através das artes. Nas primeiras construções em todo o mundo, já existiam ornamentos. Muitas vezes contavam histórias sobre o povo, costumes, religião e etc.

Desde os desenhos nas cavernas de Lascaux na França, as pirâmides maias, obras na Grécia antiga, Império Romano, palácios chineses até a arte religiosa na Idade Média.

No Renascimento, às artes tomam um rumo mais científico e de experimentação, por esse motivos vemos figuras como Rafael Sanzio que foi pintor e arquiteto, Filippo Brunelleschi que foi pintor, escultor e arquiteto e Leonardo da Vinci.

Com o fim do Renascimento, a arquitetura se difundiu em diversos estilos na mesma época, pois não havia nenhum consenso de qual rumo tomar. Foram movimentos como o eclético, art déco, art nouveau, belas artes entre muitos outros.

Porém, depois desse “período de limbo” a procura de uma nova forma arquitetônica, surge o Modernismo. Com o início do movimento moderno e com as idéias de Le Corbusier ocorre uma quebra do pensamento arquitetônico, que nunca havia acontecido antes e todo ornamento é condenado. Então, começa a era do “less is more” (frase famosa de Mies Van Der Rohe).

Sobre um século que consolidou diversos fatores e movimentos,  existiu um meado caótico e destruidor. O século XX deu forma ao um novo mundo, antes mesmo de precisa se recriar, como o pós-guerra exigiu, onde vastas destruições demandou uma rápida reconstrução em muitos cantos do mundo.

ai Entra em pauta “a nossa história” sob uma reconstrução alavancada junto ao desenvolvimento industrial, movimento pós-moderno e suas diversas peculiaridades como o uso de novos materiais, as concepções arquitetônicas exóticas (até mesmo sobre a arte contemporânea muitas vezes questionável).

No mundo da arquitetura hoje, o maior desafio é a construção atrelada ao exacerbado capitalismo global, que não toma medidas nem sequer parâmetros, para desenvolver um produto cada vez mais futurista, onde não se transmite o tanto quanto se busca (e gasta) representar.

Dentro deste âmbito, onde a arquitetura toma forma de expressão sobre sua superfície, como um grande ornamento, emergimos e relacionamos a pesquisa formas de expressão do artista Richard Serra, com conceitos considerados premissas no campo da arquitetura e pouco notados sobre a arte.

A grande riqueza é dada a percepção da incrível relação entre estes dois focos, com conceitos questionáveis, de maneira a tornar ambas relevantes e interessante dividindo o mesmo espaço.

2. BIOGRAFIA DE RICHARD SERRA – TRAJETÓRIA, INSPIRAÇÕES E OBRAS

E com este olhar que nos debruçamos sobre Richard Serra, nascido 2 de novembro de 1938 em São Francisco, Califórnia. Fruto de movimentos e estilos que o caracterizaram como: minimalismo, videoarte, pós-minimalismo e arte de instalação.

Richard é considerado um dos mais proeminentes artistas e escultores americanos do período pós-expressionista abstrato. Desde os anos 1960 até o presente, seu trabalho desempenhou um papel importante no avanço da tradição da escultura abstrata moderna, após o movimento minimalista. Seu trabalho veio a atrair a atenção para o potencial da escultura e para a experiência dos espectadores em termos físicos, visuais e temporais, inclusive a importância de influenciar e gerar essa experiência em um local específico, e muitas vezes  em um ambiente altamente público.

Oriundo de uma origem multicultural,  era o segundo de três filhos de mãe judia russa e pai espanhol. Durante a sua infância, ele morou com sua família nas dunas de areia de São Francisco e convivia sempre dentro dos limites de sua vida doméstica, com pouco contato com o mundo exterior, muito menos com as artes plásticas. Seu contato com as Artes Plásticas veio a partir do tempo que passou nos estaleiros, onde seu pai trabalhava como encanador.

A influência dos estaleiros na obra de Serra é evidente, citando que se recordava de uma ocasião especial de um lançamento de um petroleiro no mesmo. A curva do casco do navio, a leveza da água, foi nessa mesma época em que começou a desenhar, o que segundo ele ajudou no crescimento da sua imaginação, e senso de invenção. Através do desenho, segundo ele, o mesmo pode reconhecer seu potencial artístico.

Apesar do desenho, Richard acabou por se formar em outra área, como bacharel em literatura inglesa em 1961 pela University of California, em Santa Bárbara. Ele pagou seus estudos trabalhando em uma siderúrgica, em uma ocupação que viria a posteriormente lhe influenciar diretamente como artista. Posteriormente ainda, Serra continuou seus estudos de mestrado na Yale University em 1961, onde aí sim, conseguiu se formar em pintura com os seus contemporâneos Brice Marden, Chuck Close e alguns outros nomes importantes, os quais ele considerava superiores em conhecimento. 

Posteriormente em 1964-65, Serra conseguiu estudar em Paris, onde veio a passar muito tempo desenhando perto de uma reconstrução do ateliê de Brancusi. Apesar de ter mencionado conhecer pouco do trabalho desse mestre modernista, ou sobre a história da escultura na época, posteriormente, ele reconheceu o quanto ele influenciou sua obra, seus métodos e desenvolvimento.

Em uma viagem para a Itália no ano seguinte, Serra começou a se interessar por pintar uma série de grades com cores aleatórias. Tempos depois, descobriu por uma revista, que um outro artista chamado Ellsworth Kelly estava pintando algo semelhante e a partir daí abandonou a técnica, por falta de interesse.

Entre outros momentos importantes que lhe influenciaram, uma viagem à Espanha destaca-se onde o mesmo refletiu sobre as limitações bidimensionais da pintura ao analisar “Las Meninas”, de Diego Velásquez. Isso fez com ele mudasse a direção da sua obra, passando a criar usando animais vivos ou empalhados em gaiolas. 

Em 1966 essa influência se manifestou no primeiro show individual na Galleria La Salita, em Roma. Esse show teve tanta repercussão com o público, que acabou tendo que ser fechado pela polícia local.

Richard e um de seus trabalhos mais notórios 

Já mais maduro, em 1966, Serra se fixou em Nova York, onde começou a fazer suas primeiras esculturas em borracha, talvez inspirado na progressão horizontal da pintura Mural de Jackson Pollock (1943).

Entre 1968 e 1970, trabalhou na série Splash, em obras semi-esculturais derivadas do chumbo derretido do artista, mais exatamente na calha, onde a parede vertical do estúdio se unia ao plano horizontal. 

Nesse mesmo período, há ainda obras denominadas de “sarjeta” de Serra, bem como outras de contemporâneos, cujos trabalhos destacaram uma confluência em seu trabalho de ação, ambiente e meio, que logo foram classificadas por críticos e historiadores da arte como Arte do Processo.

Houve uma segunda série de obras, iniciadas por Serra em 1969, denominada Props., a qual pode ser considerada a precursora imediata das enormes obras de metal, identidade e marca registrada do artista. Através dessa série de obras, ele buscou explorar o equilíbrio, peso e gravidade (conceitos já mais consistentes e próximos ao seu “ideal”). Essas obras denominadas Prop, segundo muitos, devem ser provenientes do início da lembrança de Serra ou melhor, de suas memórias de infância, como a do petroleiro deslizando na superfície do oceano. Props são talvez também o início das lembranças de suas memórias de infância (como do petroleiro deslizando na superfície do oceano) em seu modo de expressão artística.

Outros momentos marcantes da carreira da Serra incluem as seguintes ocasiões e obras: em 1970, auxiliou o amigo e artista plástico Robert Smithson na execução da obra Ambiental, Spiral Jetty. Com essa exposição à arte ambiental, neste caso, reforçou-se a ideia de site-specificity, ou o conceito e fenômeno de uma obra de arte sendo concebida e executada como parte integrante de seu entorno (isso estava implícito, embora sutilmente, na série Splash). A partir daí, continuou a trabalhar cada vez mais em formatos maiores, uma escala mais ousada, desenvolvendo um interesse crescente pelos espaços criados, destacados ou envolvidos pela própria obra de arte em si, bem como pela relação física e visual da obra com o espectador. 

Isso pode ser visto nas espirais e elipses de Serra, obras que convidam o espectador a participar de seu ambiente ao caminhar pela obra e vivenciá-la tanto pela percepção corporal (ou seja, somática) quanto pela percepção visual. (relação tempo/espaço).

Esses temas, junto com outros, continuam a fazer parte da obra de Serra até hoje. A maioria de suas atuais obras em grande escala são soldadas em aço Corten, embora Serra busque se distanciar notavelmente do status “heróico” de Pablo Picasso, Julio González e David Smith, que foram os pioneiros modernistas no domínio da escultura soldada.

Richard também buscou experimentar  a videoarte já no final dos anos 1960, produzindo vários filmes de videoarte, entre eles Hand Catching Lead, em 1968. Hand, filmando o artista tentando repetidamente pegar pedaços de chumbo caindo do topo do quadro. Para Serra, esses seus filmes traziam uma compreensão suplementar de sua escultura, e desde então, fez vários outros que mostram o metal, em particular seu meio favorito, o aço.

Durante seus primeiros anos em Nova York, Serra também se envolveu com música e dança. A dança e a música lhe permitiram explorar fatores como espaço e equilíbrio, tão característicos também da sua escultura. Desta forma,  ele colaborou também em performances e instalações com Yvonne Rainer, Stephen Reich e Joan Jonas. 

Vale ressaltar que Serra surgiu após grandes nomes como Constantin Brancusi, Pablo Picasso e Julio González, e por influência herdou e avançou a tradição da escultura abstrata, adaptando o aço soldado (originalmente uma preocupação do cubismo do início do século 20) para novos valores  e concepções, com sentido até holísticos, naturais das décadas de 1960 e 1970. Foi influenciado seguindo uma linha onde uma obra de arte pode se relacionar intimamente com um ambiente específico; assumindo uma relação tanto física quanto visual com o espectador, e assim como outros escultores minimalistas, ela pode criar espaços (ou ambientes) nos quais um espectador pode experimentar qualidades diversas e universais de peso, gravidade, agilidade, ou inclusive um tipo de repouso meditativo.

Outras influências incluem Donald Judd e Carl Andre, os quais demonstraram como a escultura e seus materiais podem se representar por si próprios,  não servindo apenas como veículos para articular a vida emocional e intelectual de um artista. A obra de Serra não retomou essa herança contemporânea, mas sim que o próprio corpo humano não teria mais lugar na pintura ou na escultura, ele buscou trazer com a escultura uma dimensão igual ou maior que o corpo humano, que o envolvesse. 

De forma colaborativa, Serra buscou apreender com músicos, dançarinos e videógrafos contemporâneos. Também fez parte de um momento na era cultural e artística americana em que os artistas cada vez mais exploram várias disciplinas por suas preocupações sobrepostas e compartilhadas, através de um novo tipo de arte que poderia direcionar a experiência do espectador (muito se relaciona ao desenvolvimento industrial no período pós-guerra, a busca por novos conceitos e mudanças) além do ato puramente visual ou óptico, trazendo para o contexto a  participação física ou até “somática” do mesmo. 

Seu trabalho conseguiu ao mesmo tempo transmitir características de uma pintura, uma escultura, uma peça de arquitetura, como aspectos da indústria moderna, de uma forma um tanto cinematográfica, ou mesmo épica como citam alguns críticos e autores.

A preocupação de Serra com a relação implícita entre a concepção de sua escultura e o local pretendido levou diretamente a um novo discurso internacional (muitas vezes acalorado) sobre o papel e a governança da arte em espaços públicos, como parques municipais, praças corporativas e memoriais – onde a obra de arte pode virtualmente interromper as rotinas diárias dos espectadores de maneiras que não são necessariamente bem-vindas universalmente em uma determinada comunidade. A escultura de Serra sugere de fato que a arte deve ser algo “participativo” na sociedade moderna, ou seja, um gesto, ou uma inserção física na vida cotidiana, não algo confinado a um espaço museológico enclausurado.

Sobre materialidade e técnicas que consolidaram Serra, vale destacar o uso de  painéis de aço em grande escala e soldagem. Algumas historiadoras feministas interpretaram isso um “último suspiro” do uso temas masculinos e processos artísticos, que eram característicos do expressionismo abstrato (fonte: https://www.theartstory.org/artist/serra-richard/).

A obra de Serra veio futuramente a influenciar várias contra-respostas das gerações subsequentes, que, decididamente rejeitando seu exemplo, no final dos anos 1970 e 1980 direcionaram seu trabalho para materiais mais efêmeros e cotidianos, sugerindo que a arte poderia ser monumental sem depender de massa, substratos e formas que fossem muito chocantes os espalhafatosos.

2.1 RELAÇÃO ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA E ARTES PLÁSTICAS

Com o fim do Modernismo, a arquitetura se difundiu em diversos estilos arquitetônicos. Em alguns deles, a arte plástica está diretamente relacionada, dessa vez, não apenas como adorno mas como forma e partido arquitetônico. 

No livro Aprendendo com Las Vegas de Robert Venturi, ele cita dois tipos de construção opostas na cidade. Uma ele chama de pato e a outra de galpão decorado.

O pato é um edifício no qual o espaço, estrutura e programa são distorcidos e submetidos para uma forma simbólica. É o edifício tornado em escultura. Assim torna-se autorreferencial. Já o galpão decorado é o edifício onde os espaços e estrutura estão diretamente ligados ao programa, e o ornamento é aplicado independente deles. Neste os símbolos são aplicados às superfícies murais.

Essas construções são uma relação com o modernismo e o pós-moderno. A arquitetura pós-moderna ou contemporânea tornou-se autorreferencial, porém, quando bem feita pode valorizar e ter relações com o entorno. Bons exemplos disso são o Guggenheim de Bilbao de Frank Gehry, as obras do escritório catalão RCR, de Rem Koolhaas, Zaha Hadid e Daniel Libeskind.

Imagem retirada do livro “Aprendendo com Las Vegas.

2.2 O LEGADO DE RICHARD SERRA NAS ARTES PLÁSTICAS E ARQUITETURA 

Serra é amplamente considerado um dos escultores mais influentes do final do século 20. É um dos principais artistas do pós guerra, ligado ao Minimalismo. Ele acredita em caminhar pela obra, não só admirá-la a distância.

Um homem moderno da Renascença com uma personalidade forte, o interesse de Serra por pintura, escultura, música, dança, cinema, performance e instalação de arte afetou legiões de artistas durante sua longa carreira. Hoje, arquitetos e urbanistas costumam citar a influência de Serra, que o artista despreza por manter sua crença de que a verdadeira arte nunca é utilitária. Como evidenciado com força por Tilted Arc, o trabalho de Serra é, de qualquer forma, difícil de ignorar e tem sido importante para mover o discurso sobre a arte pública para a vanguarda crítica.

Foi um dos precursores do conceito em desbancar as esculturas do pedestal e colocá-las no meio das ruas, como forma de gigantescas estruturas de aço, visando interagir com os homens das grandes cidades. Seu objetivo era mudar a percepção das pessoas em relação às obras de arte. É possível fazer um paralelo de seu trabalho com obras arquitetônicas, como o escritório catalão RCR e as obras de Frank Gehry. Seu trabalho inspirou a fundação de um programa de arte pública na Universidade da Califórnia (em sua cidade natal, San Francisco), e o próprio Serra apoiou o desenvolvimento de parques de esculturas nos Estados Unidos.

2.3 FRANK GEHRY & RICHARD SERRA

Sobre seu trabalho La Materia del tiempo exposto no Museu Guggeinheim, onde se valoriza o tempo e espaço, através do material e suas formas: “En la instalación también hay una progresión del tiempo. Por un lado, el tiempo cronológico que se tarda en recorrerla y observarla de inicio a fin; por otro, el tiempo de la experiencia en el que los fragmentos del recuerdo visual y físico permanecen, se combinan y se reexperimentan.” 

Com uma evolução das formas escultóricas, Richard foi capaz de captar percepções do espectador através da formação de diferentes efeitos em movimentos, sejam visuais ou sonoros. As esculturas se transforma, de acordo com que se percorre e rodea, envolvendo o ser sob a sensação de movimento. As dimensões destas formas aumentam e diminuem, estreitam e alargam, comprimem e dispersão.

Relação arte e museu – construção, intervenção e ocupação.

Relacionada diretamente ao edifício do museu, porém em escala capaz da interação do homem, onde se tem uma gigantesca obra escultórica de arte abstrata (volumes curvos e retorcidos e/ou entrelaçados), arrojada e que entretém um dinamismo interno/externo do museu. A concepção do projeto é associadas por muitos a uma baleia; ou a uma rosa com pétalas de titânio; ou as paisagens montanhescas ao redor de bilbao; ou a uma embarcação futurista atracada à costa da cidade portuária, com uma textura da materialidade onde se retrataria a escamas de peixe.

Ainda externamente, se possuem diversas esculturas externas, gerando um desdobramento onde: O espectador é “obrigado” a percorrer o perímetro externo do museu instigado a interagir com as artes ali dispersas, vislumbrando ao mesmo tempo, as formas, curvas, tamanhos e dimensões a construção.

Imagem retrata a interação  externa do museu: Mamá, de Louise Bourgeois ao fundo à esquerda; “Arcos Rojos” sobre a estrutura da ponte ao fundo, de Daniel Buren; “El gran árbol y el ojo”, de Anish Kapoor sobre primeiro plano; além intervenção efêmera “Escultura de niebla”, de Fujiko Nakaya . O entretenimento aos visitantes começa antes mesmo de ingressar ao museu, sob duas praças (uma frontal e outra junto ao rio).

E, ao ingressar ao museu, se depara a exposição de Richard. Nela, se retratam formas (parecidas às do museu) onde os visitantes a percorrem e se entretem, como se caminhassem dentro da própria estrutura do museu (vista também pelos grandes saguões internos), gerando as mais incríveis percepções de espaço e tempo.

3.Conclusão

Quando se remete a arquitetura, existe um vasto campo a ser estudado, pesquisado e descoberto. Existe nela, uma cronologia sólida e consolidada, entretanto a quantidade de vertentes e ramificações sobre ela exploradas é ponto a ser desfrutado.

Neste trecho voltado a contemporaneidade, nosso interesse veio a relação presente na arquitetura com as artes plásticas, visuais e sonoras. Seus desdobramentos sempre sofreram mútua inspiração, entretanto, nosso interesse foi em mergulhar sob uma análise crítica de como estas se conectam vinculadas e projetadas no mesmo espaço.

Com o foco elaborado sobre um único artista (entretanto sobre sua vasta história, referências e conceitos), Richard Serra, além de uma única obra arquitetônica, o Museu Guggenheim de Bilbao. Assim, nós tocou compreender seu processo criativo e como tal está implantada em harmonia com a arquitetura vernacular, o método construtivo dos conceitos mais modernos, tecnológicos e exuberantes.

De fato, não se concluí se é a arte quem complementa a arquitetura ou vice-versa. Entretanto entender a mágica de como elas se relacionam, até mesmo em seus “diferentes lugares”, onde o Museu toma forma escultórica e artística; e o projeto de Richard Serra implantado em larga escala dentro do museu como desdobramento estrutural de posição do ser humano em relação a irregularidades sobre a espacialidade e a inércia humana é a maneira mais incrível de se aventurar sobre uma correlação arte e arquitetura.

Bibliografia

https://www.theartstory.org/artist/serra-richard/https://www.theartstory.org/artist/serra-richard/

O complexo arte – arquitetura” de Hal Foster

A pittoresque scroll about Clara-Clara” de Yves Alain Bois e John Shepley

Arquitetura Moderna Desde 1900” de William Curtis

Aprendendo com Las Vegas” de Denise Scott Brown, Robert Venturi e Steven Izenour

“Richard Serra Sculpture: forty years” – Richard Serra, Kynaston McShine, Lynne Cooke, John Rajchman, Benjamin H. D. Buchloh

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s